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Diário da Região

22/02/2018 - 18h36min / Atualizado 23/02/2018 - 15h51min

ATENTO AOS SINAIS

Ney Matogrosso mostrará sua imponência e versatilidade em show

Um dos mais inquietos intérpretes da história da música brasileira, ele volta a Rio Preto em março com o show da turnê Atento aos Sinais, que encerrará em breve após cinco anos

Divulgação Com irreverência e ousadia, Ney Matogrosso cantará canções como Vida Louca, Roendo as Unhas, Fico Louca, Oração, Amor e Poema
Com irreverência e ousadia, Ney Matogrosso cantará canções como Vida Louca, Roendo as Unhas, Fico Louca, Oração, Amor e Poema

Ney Matogrosso é um dos artistas mais importantes da música brasileira. Considerado pela revista norte-americana Rolling Stone como o terceiro maior cantor do Brasil, ele é uma espécie de entidade. Aos 76 anos, o artista sul-matogrossense é conhecido pela versatilidade, ousadia musical e invenção visual. Um dos mais inquietos intérpretes da história da música brasileira, ele volta a Rio Preto em março com o show da turnê Atento aos Sinais, que encerrará em breve após cinco anos.

 O artista multimídia, que tem no currículo atuações como ator, pintor, coreógrafo, artesão e iluminador, fará um dos últimos shows da turnê, que teve início em fevereiro de 2013, em Juiz de Fora, em Rio Preto. O show está agendado para o dia 3 de março, às 22h, no Centro Regional de eventos. Os portões serão abertos às 20h. Os ingressos custam entre R$ 60 (arquibancada) e R$ 270 (setor A).

O cânone da MPB irá ousar mais uma vez no palco acompanhado por banda. O cenário conta com uma cadeira espelhada no centro, onde Ney trocará de figurino e flertará com a plateia. O repertório reunirá composições de artistas renomados com uma roupagem nova e alguns sucessos, que inclui canções como Vida Louca, de Lobão, Roendo as Unhas, Paulinho da Viola, Fico Louco, de Itamar Assumpção, e Oração, de Dani Black, faixa que inspirou o título da turnê.

O DVD de Atento aos Sinais já está nas lojas há mais de três anos. Quem o assistiu ou viu o show há algum tempo poderá notar pequenas diferenças nesta apresentação local. "Depois de Rio Preto, faço mais três shows e encerro a turnê. Vou apresentar o show na integra, com banda. Vou cantar canções como Amor, de Secos & Molhados, e Poema, de Cazuza, em que as pessoas deliram."

Com mais de 30 discos gravados, Ney Matogrosso fala com saudosismo de uma fase da carreira, em que fazia turnês só no interior de São Paulo. Segundo ele, até os anos 80, os artistas ficavam um mês no interior para fazer shows entre 15 e 20 cidades. "Todo mundo ia e fazia este circuito. Era muito interessante."

Com milhares de fãs pelo mundo, ele afirma que a relação com os fãs é tranquila. "Eu tento não mitificar muito. Não sou das mídias sociais. No Instagram, eu apenas posto foto. É que não estou a fim de ficar conversando e discutir isto ou aquilo. Hoje a gente não pode dizer nada, que já vira confusão."

Dono de uma carreira marcada pela irreverência e por ousadia em suas performances, Ney chega aos 76 anos, com forma física impressionante e imponente no palco. Ele afirma que não existe segredo para a vitalidade. "É normal. Certamente em algum momento isto vai acabar. Mas ainda não. Eu ainda tenho energia para trabalhar. E eu trabalho muito. Fiz cinco anos desta turnê e rodei o mundo com os shows. Você vai no show e vai ver. Nossa senhora é puxado", revela.

Com mais de 40 anos de carreira e com versatilidade como umas das principais características, o artista afirma que tem alguns planejamentos na manga. "Tenho projetos futuros que são de curto prazo. Já estou organizando repertório já, porque a ideia toda para mim não é disco, é show. Estou organizando um roteiro em que vou cantar apenas o que quero cantar. Vou misturar algumas coisas neste novo repertório, mais coisas pontuais e não o que foi mais sucesso. E pronto. E vou seguir meu caminho."

Neste cenário, ele afirma que fará uma grande festa em Rio Preto. "Nós vamos nos divertir juntos. O show é para as pessoas dançarem, se elas quiserem. Eu começo o show reclamando do nosso país e depois a apresentação se transforma. Eu não vou fazer um show de protesto, que está ultrapassado. O show segue, tem alegria, diversão e uma banda muito boa. As pessoas vão se surpreender com a banda. É muito boa."

Serviço

  • Show de Ney Matogrosso. No dia 3 de março, às 22h, no Centro Regional de Eventos. Os ingressos custam entre R$ 60 e R$ 270 (os valores podem sofrer alterações) e podem ser comprados no site www.ticketbrasil.com.br.

Artista não abre mão da sua liberdade conquistada

Morador do Rio de Janeiro, Ney Matogrosso falou sobre a violência na cidade maravilhosa. Segundo ele, é muito triste a realidade da cidade e consequentemente do Brasil. O artista conta que mora no Leblon, longe das favelas e anda nas ruas naturalmente. No entanto, nenhum lugar está preservado de nada.

Morando no mesmo apartamento desde 1995, ele conta que estava blindado da violência até pouco tempo atrás. "Agora, da minha janela, ouço gritos como: pega ladrão. Nunca tinha ouvido isso nesta cidade. Estamos sem governo, sem policiamento e entregue a própria sorte. Você procura o governador ou prefeito, por exemplos, e eles não sabem de nada. Mesmo assim vou insistir em andar na rua."

Ele também falou do momento careta da sociedade brasileira, em que a censura ameaça a produção cultural. Com sua trajetória, Matogrosso quebrou barreiras culturais, não só no Brasil, mas fora do país. Ele também desconstruiu paradigmas com suas canções, figurinos exagerados e performances exuberantes. "Conquistei muita coisa e não abro mão da minha liberdade porque foi adquirida. Continuo sendo a mesma pessoa e não retrocedo um passo."

O artista afirma que a história já foi escrita e não dá para voltar ao mesmo ponto inicial. "Estão repetindo uma coisa que já foi vista, que achei que estava ultrapassada. "Estamos voltando a ser um país de terceiro mundo, infelizmente, onde o dinheiro está comandando a história e por interesseiros. O governo não está nem um pouco interessado no social, porque o social é o povo do país. Nós estamos muito distante de tudo isso. Uma tristeza. Os políticos não tem a grandeza dos seus cargos."

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