Diário da Região

12/02/2018 - 17h57min / Atualizado 12/02/2018 - 17h57min

LANÇAMENTO

A festa não tem fim para o Franz Ferdinand

Mais sintético, mas sem deixar sua pegada post-punk de lado, Franz Ferdinand ressurge renovado com o álbum Always Ascending

David Edwards/Divulgação De cabelos platinados, Alex Kapranos e a nova formação do Franz Ferdinand
De cabelos platinados, Alex Kapranos e a nova formação do Franz Ferdinand

Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, sentia algo a persegui-lo. E era a si mesmo, 15 anos mais jovem: um escocês magrelo e impertinente de Glasgow, de 31 anos, florescendo como uma das sensações do rock britânico como uma opção dançante e mais cristalina do que o romantismo corrosivo de outro sucesso daquele início dos anos 2000, a banda Libertines.

Aos 40 e poucos anos, o músico buscava uma forma de fugir da sombra do seu passado, carregado pelos sucessos da banda do início da década passada, caso Take Me Out, uma dance music disfarçada de post-punk, revigorada, robótica - e perfeita para quadris duros exibirem domínio de algum molejo que seja.

Mas o Franz Ferdinand não poderia ser mais a banda dos anos 2000, como eles o fizeram em Right Thoughts, Right Words, Right Action, de 2013, no qual falavam, em todas as entrevistas, que estavam "resgatando o som do início da banda", ou coisa parecida.

Trancafiado numa casa no interior, nas proximidades de Glasgow, com a companhia de um cachorro, Kapranos deu início a uma nova história. O Franz Ferdinand estava em um período de hiato. Em 2016, o guitarrista Nick McCarthy, responsável por segurar as pontas nas guitarras deliciosamente mecânicas sempre marcantes do grupo, anunciou que estava de partida para cuidar de outros projetos e estar mais próximo da família.

"Eu pensava em soar o menos possível com o que o Franz Ferdinand havia feito até ali", conta Kapranos, ao telefone, de Londres, quando finalizava os últimos detalhes de Always Ascending, o disco surgido a partir do momento de reflexão a respeito do futuro da banda, lançado na última sexta, 9. Foi, mesmo, um começo do zero.

Always Ascending é diferente daquilo que o Franz Ferdinand já produziu, mas não tanto - talvez os cabelos platinados de Kapranos sejam o mais chocante -, mas a mudança é facilmente sentida a partir da faixa título, que abre o trabalho. Uma canção de levada nascida calma, e cresce no looping dos beats. É som de pista, ainda cíclico como o velho Franz Ferdinand, mas agora é escancaradamente sintético.

O novo Franz Ferdinand aprendeu a mergulhar por nuances mais profundas e saiu besuntado por uma linguagem eletrônica. A melhor forma de deixar o passado para trás, afinal, é começar algo novo. "É isso, não estávamos só criando canções. É uma nova banda."

 

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