Diário da Região

13/02/2018 - 00h30min / Atualizado 12/02/2018 - 21h07min

SAÚDE

Carnaval para cuidar da saúde

Cinquenta e seis pacientes de Rio Preto e região, com suspeita ou tumor diagnosticado, vão aproveitar o período da folia para participar de mutirão de ressonância magnética, exame importante no tratamento

Fotos: Mara Sousa 12/2/2018 Técnica realiza exame em
paciente agendado em mutirão
de ressonâncias magnéticas
Técnica realiza exame em paciente agendado em mutirão de ressonâncias magnéticas

Em meio ao Carnaval, 56 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnóstico de câncer ou com suspeita de possuir algum tumor ganharam um motivo para celebrar - e isso bem longe dos bloquinhos e dos desfiles. O Hospital de Base e o Instituto do Câncer (ICA) realizam, nesta segunda e terça-feira, 12 e 13, um mutirão de ressonâncias magnéticas. Serão feitos, no total, 88 exames, pois algumas pessoas precisam de mais de um.

Um dos pacientes que estavam felizes nesta segunda-feira, 12, é Deusdete Alves Ferreira, lavrador de 56 anos e morador de Ipiguá. Ele faz exames anualmente para acompanhar a saúde depois que descobriu um câncer no testículo, em 2005. "Estou bem, graças a Deus. O médico fez essa ressonância para ver como está, se vai me liberar ou continuar o tratamento", afirma.

O lavrador conta que está trabalhando bastante. Ele veio da Bahia em 2006 procurando melhor atendimento na saúde. O início do tratamento - quimio e radioterapia e cirurgia - foi feito no Nordeste. "Lá é mais difícil para cuidar. Comprei uma casinha aqui. Achei bom demais, a gente chega, eles atendem certinho", afirma. Pai de cinco filhos, três morando com ele, Deusdete quer mais é aproveitar o casal de netos pequenos. "Não tem coisa melhor."

Sonia Josefina Taqueto Mogloi, dona de casa de 56 anos, também estava contente por poder fazer o exame que, segundo ela, que teve câncer de mama há seis anos, foi agendado rapidamente. Ela precisou passar por cirurgia e quimio e radioterapia. O teste é para acompanhar a saúde. "Não deixo de lado, cuido muito bem, venho fazer os exames", afirma. Moradora de Ibirá, ela veio a Rio Preto com a perua da prefeitura de sua cidade. "Eu fico contente, eles cuidam muito bem. Eu agradeço, porque pagar a gente não pode", fala.

O radiologista Vitor Amaro Muniz comenta que o objetivo da ação é reduzir a fila de espera pela ressonância. "É um exame que demora de quatro a seis meses para ser marcado se for eletivamente, ambulatorialmente." O médico afirma que a fila nunca termina. "A fila de câncer nunca zera. Pelo menos uma vez por ano a gente faz esse mutirão para otimizar." Os laudos com os resultados, segundo ele, serão emitidos no menor tempo possível.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2018 sejam diagnosticados 600 mil novos casos de neoplasias no Brasil. Com exceção do câncer de pele não melanoma - o mais comum em números absolutos - os mais frequentes serão os tumores de próstata nos homens e de mama nas mulheres, com 68,8 mil e 59,7 mil novos casos, respectivamente.

De acordo com Muniz, quanto mais cedo diagnosticado o tumor, melhor. "Melhor o prognóstico, a gente consegue direcionar o tratamento. É melhor para ajudar o paciente."

O médico explica que a ressonância magnética serve para diagnosticar, localizar e direcionar o estadiamento para o tumor. Pelo estadiamento o médico determina a extensão da massa, onde ela está e como está avançando. "Então alguém que tem suspeita de tumor e alguém que já tem tumor para poder diagnosticar se é benigno ou maligno, se já em invasão de estruturas adjacentes, se já tem metástase ou não." Metástase é o nome dado a quando o câncer invade outras áreas que não onde ele estava originalmente.

A depender do tipo de neoplasia, a ressonância magnética pode ser indicada para monitorar tumores em qualquer lugar. O custo de um exame do tipo pode ser de cerca de R$ 500 para os membros, de R$ 700 para o encéfalo e de R$ 1 mil para o abdome.

 

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