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Diário da Região

25/02/2018 - 00h30min / Atualizado 24/02/2018 - 20h45min

EM MIAMI

Maior traficante de armas do Brasil é preso na Flórida

Frederik Barbieri é pai de João Filipe Barbieri, detido ano passado em condomínio de luxo de Rio Preto; esquema internacional teria vendido pelo menos 1.043 fuzis com carregadores entre 2014 e 2017

Reprodução Frederik Barbieri
Frederik Barbieri

O Serviço de Imigração e Alfândegas prendeu na madrugada deste sábado, 24, na Flórida, o brasileiro radicado nos Estados Unidos Frederik Barbieri, apontado como o maior traficante de armas para o Brasil. A informação é da Rede Globo. O filho dele, João Filipe Barbieri, 27 anos, foi preso em julho do ano passado em um condomínio de luxo de Rio Preto, onde morava, acusado de integrar o esquema do pai.

João Filipe, que permanece preso preventivamente no Rio de Janeiro, é acusado pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) de ser um dos gerentes da quadrilha internacional de tráfico de armas liderada por Frederik, que vendeu pelo menos 1.043 fuzis e 297 mil munições com carregadores no período de dois anos, entre 2014 e 2017. As armas eram compradas por cerca de 3,5 mil dólares e vendidas por até R$ 57 mil. Cada carregamento rendia à quadrilha cerca de R$ 1,2 milhão.

A informação de que João Felipe permanece preso no Rio de Janeiro foi confirmada ao Diário pelo delegado federal Gustavo Andrade de Carvalho Gomes, de Rio Preto.

O MPF/RJ denunciou João Filipe e outras 15 pessoas envolvidas em tráfico internacional de armas. Ao longo de três anos, os acusados importaram 75 vezes armamentos em desacordo com as exigências legais.

Conforme a promotoria federal, nas declarações de importações constavam aquecedores e bombas d'água, mas na verdade chegavam ao Brasil carcaças dos produtos declarados "recheadas" de armas de fogo, acessórios e munições de uso restrito.

João Filipe comandava a quadrilha ao lado do pai e da madrasta Ana Claudia dos Santos, que moravam nos EUA. No Brasil, João Filipe dava ordens à quadrilha e auxiliava na venda dos armamentos para as facções cariocas que atuavam no tráfico de drogas e roubo de cargas.

Preferência por AK-47

Frederik Barbieri seria responsável pelo envio de 60 fuzis, avaliados em R$ 4,2 milhões, que foram apreendidos no aeroporto do Galeão, no Rio, em 1º de junho de 2017, naquela que é considerada a maior apreensão no País, pelo menos desde 2007.

A carga estava escondida em um contêiner, dentro de aquecedores de piscina com fundo falso - cada aquecedor guardava cerca de oito fuzis. Ao todo havia três modelos dessas armas: 45 eram AK-47; 14, AR-10; e um, G-3. O fuzil AK-47 é o preferido pelos criminosos porque não exige manutenção e é mais resistente. Já o AR-10 é mais moderno e equipa agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

As armas eram novas, mas com numeração raspada para dificultar o rastreamento. As armas haviam chegado de Miami em dois voos. Na ocasião, quatro homens foram presos preventivamente acusados de envolvimento com o caso.

O fuzil AK-47 é o preferido pelos criminosos porque não exige manutenção e é mais resistente. Já o AR-10 é mais moderno e equipa agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Novas, mas com numeração raspada para dificultar o rastreamento, as armas haviam chegado de Miami em dois voos.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, em nota, que já pediu ao governo dos Estados Unidos a extradição de Frederik Barbieri.

(Com Agência Estado)

 

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