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Diário da Região

24/02/2018 - 00h08min / Atualizado 24/02/2018 - 15h26min

AGROMONTE

Fogo destrói loja no coração de Rio Preto

Chamas começaram por volta das 19 horas e rapidamente se alastraram, destruindo todo o prédio da empresa de produtos agropecuários no Centro de Rio Preto. Ninguém ficou ferido. Causa será investigada

Guilherme Baff Incêndio destrói loja da Agromonte, em Rio Preto
Incêndio destrói loja da Agromonte, em Rio Preto

Um incêndio de grandes proporções que se alastrou rapidamente destruiu na noite desta sexta-feira, 23, toda a estrutura da Agromonte, no Centro de Rio Preto. Ainda não se sabe o que provocou o fogo, que começou por volta das 19h. Às 22h, os Bombeiros estimavam que ainda haveria 12 horas de trabalho pela frente para extinguir todas as chamas.

A Polícia Militar acredita que não há vítimas do incêndio, o que só será confirmado após a perícia. No momento em que ele teve início, a loja estava fechada. Dois cachorros que estavam nas proximidades foram resgatados. Já foi comprovado que toda a estrutura do prédio foi comprometida, mas outros imóveis não foram afetados. A Agromonte vende produtos agropecuários, como máquinas, rações, agrotóxicos, vacinas, ferramentas e roupas.

De acordo com Luiz Fernando Saes, primo dos donos da loja, uma imagem aérea mostrou que o fogo teria começado perto de máquinas motosserras e roçadeiras, que continham gasolina. Os equipamentos ficavam no meio do galpão. Segundo ele, a empresa possui seguro dos bens.

Foi preciso interditar o fluxo de veículos na região com uma margem de segurança de 300 metros. O trânsito foi interrompido na rua Pedro Amaral, no viaduto Abreu Sodré, na avenida Philadelpho Gouveia Neto no ponto que dá acesso ao terminal e na avenida Alberto Andaló na altura do Automóvel Clube. O terminal não parou de funcionar, mas os motoristas dos ônibus tiveram que fazer caminhos alternativos. A Rumo ALL, responsável pela linha férrea, determinou a interrupção do tráfego de locomotivas.

Foram mobilizados 30 bombeiros e oito viaturas e a corporação pediu apoio do Semae para abastecimento de água. A fumaça proveniente do incêndio era tóxica, pois a loja tinha produtos como vacinas com óleo e venenos agrícolas. "A gente está trabalhando com muito cuidado, tranquilidade e segurança dos nossos homens, que trabalham com proteção respiratória", afirmou o capitão Edmilson Santana, do Corpo de Bombeiros. De acordo com ele, houve explosões. Por volta das 20h, o fogo já havia sido controlado, mas havia muitas chamas.

O capitão explicou que parte da fumaça liberada vinha da própria extinção do incêndio e que a queima dos insumos que havia na empresa gera produtos químicos. "A grande vantagem é que é uma área extremamente aberta e o vento não está forte, então essa fumaça que poderia trazer algum tipo de prejuízo está sendo levada para a atmosfera. A princípio a informação que a gente tinha era que não era produtos tão tóxicos que não se pudesse trabalhar perto deles", disse.

O frentista Luiz Henrique de Lima Araújo, 21 anos, trabalha em um posto de combustíveis que fica a 100 metros da loja e viu quando o fogo teve início. "Comecei a observar uma fumaça no teto. Saí na rua para ver, ouvi o alarme. Em questão de cinco minutos começaram a sair chamas do meio da loja", contou. "Foi se alastrando, piorando, a fumaça foi tomando conta, aí teve um certo momento que o teto caiu, teve uma explosão muito forte, as pessoas se assustaram."

O capitão Marcelo da Silva Lessa, da PM, estima que o exame pericial para determinar as causas do incêndio somente será feito no local na próxima segunda-feira, 26, depois que a temperatura dos destroços tiver baixado. "Somente aí vai entrar e vasculhar. Vai tentar localizar quem estava perto, quem viu primeiro. O fogo se alastrou muito rápido."

O prefeito Edinho Araújo esteve no local e acompanhou parte do trabalho das equipes.

Prédio de 2,4 mil metros

A empresa Agromonte iniciou suas atividades em 1986 na cidade de Monte Aprazível, onde os donos moram até hoje, e se instalou em Rio Preto há 15 anos. Quando chegou ao local nesta sexta-feira, 23, um dos sócios, Eloy Gonçalves, surpreendeu-se com a proporção do incêndio. O primo dele Luiz Fernando Saes conta que ver toda a estrutura, com 2.400 metros quadrados de área construída e mais 7.500 metros quadrados de estacionamento, destruída chocou a família. "O Eloy veio até aqui, mas, como ele passou por uma cirurgia no coração recentemente, achou melhor ir embora em função da fumaça. Uma cena muito triste para toda a família."

Segundo Saes, o sócio de Eloy é o cunhado Enio Agrelli. Uma tulha de café da família que tinha sido restaurada também ficou destruída com o incêndio.

A empresa tinha seguro, mas a família prefere não comentar sobre os valores. (LK e MG)

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