Diário da Região

23/02/2018 - 22h20min / Atualizado 23/02/2018 - 22h20min

PROCON

Telefonia é o que mais irrita os rio-pretenses

Setor é o líder de reclamações no Procon de Rio Preto, com 1.904 no ano passado. Problemas com produtos e bancos completam o ranking; instituição recebeu, em média, 18 queixas por dia em 2017

Mara Sousa 16/2/2018 Pedro Isaque,
19 anos, comprou
produto pela
internet, mas
não recebeu
Pedro Isaque, 19 anos, comprou produto pela internet, mas não recebeu

A cada hora e meia, um consumidor insatisfeito procura o Procon de Rio Preto para reclamar de produtos, serviços ou empresas. E o que mais deixou o rio-pretense de cabelo em pé de raiva no ano passado foi o setor de telefonia. Somando a fixa e a móvel, foram 1.904 queixas realizadas no serviço de proteção e defesa do consumidor em 2017.

A costureira Maria de Lurdes Correia, 63 anos, foi vítima do serviço de telefonia por duas vezes no ano e teve de procurar o Procon. É taxativa ao afirmar que só depois de acionar a instituição teve os impasses solucionados.

Na primeira ocasião, ela conta que contratou um plano e a cobrança era de outro. Várias tentativas e a empresa não resolvia a questão. Depois, queria cancelar o plano de telefonia fixo e o enredo se repetiu. "A ligação caía sempre. Não conseguia concluir o pedido. Cheguei a procurar a loja física e eles diziam que era só venda e que eu tinha que resolver pelo telefone. Mas, por quatro dias, a ligação sempre caía quando chegava no cancelamento. Mas no dia que fiz a reclamação no Procon, na mesma hora cancelaram", afirma.

De acordo com o Procon, a telefonia móvel deixou de ser enquadrado na categoria "produto" para ser considerado "serviço essencial" - junto com telefonia fixa, água e esgoto, energia elétrica, transporte, entre outros. Problemas com celulares foram registrados por 1.244 clientes - enquanto apenas 660 reclamaram da telefonia fixa.

 

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Belisário/Editor de Arte)

Aumento de reclamações

O Procon de Rio Preto registrou uma média de 18 reclamações de consumidores contra empresas por dia em 2017. O número de queixas no órgão aumentou 16,6% em relação ao ano anterior. Foram 6.602 reclamações no ano passado contra 5.660 em 2016.

Depois da telefonia, o maior número de reclamações foi em relação a problemas com produtos. Foram 1.616 queixas - algumas são cancelamento de compras virtuais, defeito, trocas, mercadoria entregue fora do prazo ou não entregue.

Foi justamente essa situação que fez com que o estudante Pedro Isaque Zacchi e Silva, 19 anos, procurasse o Procon. Ele comprou, em outubro do ano passado, pela internet, uma filmadora para utilizar em seu trabalho. Mesmo entrando em contato com a empresa por três ocasiões, não conseguia receber o produto. A cada contato, lhe informavam um novo prazo para a entrega.

"Primeiro eles pediram 15 dias úteis para resolver com a transportadora, porque seria um problema dela. Passados esses dias, pediram mais uma semana, depois outra e nada. Um mês sem resolver, procurei o Procon", contou o jovem, que afirmou ter ficado satisfeito com o apoio da instituição.

"No dia seguinte que registrei a reclamação, a empresa já entrou em contato. Fizemos um acordo, no qual eles devolveram meu dinheiro. Não foi da maneira que eu queria, porque acho que deveriam me devolver todo o dinheiro de uma vez, mas estornaram as três parcelas no meu cartão. No fim, fiquei satisfeito já que fui reembolsado."

Os serviços financeiros também foram alvos de reclamações. Ao todo, 1.557 pessoas tiveram problemas com cartões de crédito, cobrança indevida, entre outros relacionados a bancos. Outro item com bastante reclamação é o de serviços privados. Foram 1.126 queixas contra cursos, contratos de prestação de serviço, TV por assinatura, entre outros.

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