Diário da Região

09/02/2018 - 00h30min / Atualizado 08/02/2018 - 22h36min

MATAGAL

Mato alto em creches deixa pais revoltados

Aulas voltaram nessa semana sem que unidades escolares fossem roçadas

Colaboração leitor/WhatsApp Matagal perto de quadra da escola Antônio Marques Teixeira, no Anchieta
Matagal perto de quadra da escola Antônio Marques Teixeira, no Anchieta

As aulas da rede municipal de ensino de Rio Preto voltaram na última segunda-feira, 5, mas diversas escolas ainda aguardam o corte do mato, que cresceu durante o período de férias. A demora na realização do serviço causa indignação e revolta entre os pais de alunos, que ficam com medo do surgimento de bichos nas unidades de ensino.

Na escola Cachinhos de Ouro 2, na rua Anchieta, é possível visualizar o volume da vegetação do pontilhão da avenida Murchid de Honsi. Mãe de aluno da escola, P.D.S. disse estar apreensiva com essa situação. "Tenho medo de que apareça escorpião, ou outro animal peçonhento, já que nesse período de chuvas é muito comum".

As crianças nesses últimos dias estão passando pelo período de adaptação da volta às aulas, e o que ajuda nessa situação é o parquinho, como contou a mãe. E até lá tem mato alto. "Meus filhos têm me questionado sobre a área de lazer, quando eles poderão brincar novamente," diz a mãe. Ainda segundo ela, na reunião de pais, a coordenadora da escola disse ter entrado em contato com a Prefeitura no início de janeiro, mas até agora não teve uma resposta.

Na escola Raio de Sol, no bairro Costa do Sol, a situação não é diferente. Funcionários do local relataram que por conta do mato alto formigas saúvas têm invadido as salas de aulas, onde um aluno chegou até a ser picado.

A dona de casa Chayenne Adriana Marques da Costa tem duas filhas na escola e disse estar apreensiva com a situação. "Tenho medo que algum bicho apareça, ou venha picar minhas filhas," disse. A diretora da escola também informou aos pais que solicitou o serviço de limpeza antes das aulas começarem, mas que ainda não recebeu nenhum posicionamento da Prefeitura. "Elas ainda disseram que, se até o fim dessa semana o problema não for resolvido, contratarão um serviço à parte com dinheiro arrecadado pela APM (Associação de Pais e Mestres). No começo da semana a Prefeitura limpou a pracinha do lado da escola, mas não limpou aqui," disse Chayenne

Também mãe de aluna da escola, a auxiliar de limpeza Ana Maria Ferreira da Silva diz estar preocupada com a situação. "As professoras disseram que enquanto o mato não for cortado não vão levar as crianças ao parquinho, mas, ainda assim, ficamos apreensivas por conta de bichos."

A diarista Marli Aparecida Bortolozo fotografou a situação da escola Antônio Marques Teixeira, no bairro Anchieta. Segundo ela, o mato não é roçado desde novembro do ano passado. "Antes das férias já achava um absurdo o mato estar naquela altura. Agora, volta as aulas e a Prefeitura não fez nada para resolver. Fico apreensiva pelos meus netos."

Entre duas escolas infantis no final da rua Abrão Tomé, a calçada do local está coberto de sujeira. Além de vegetação, moradores disseram ter encontrado escorpiões e outros animais no local.

Resposta

A Secretária de Educação, através de uma nota, disse que o trabalho de roçada nas escolas foi intensificado a partir de novembro de 2017, considerando o período de chuvas e o retorno às aulas. "O serviço será feito em todas as 133 unidades escolares. Novas equipes foram disponibilizadas nesta semana para agilizar o trabalho, que já vinha sendo realizado por quatro equipes da Prefeitura, além de uma empresa contratada para o serviço," diz a nota.

A pasta, porém, não define a data para fazer a limpeza nas unidades escolares nem informa o porquê de o serviço não ter sido feito antes do reinício das aulas.

Sobre as calçadas das creches na rua Abrão Tomé, a Secretaria de Serviços Gerais informou "que o fiscal da área irá ao local verificar se o terreno é público ou particular. Se for particular o proprietário será notificado, se for público o local será limpo imediatamente".

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