Diário da Região

15/02/2018 - 11h56min / Atualizado 15/02/2018 - 11h56min

CANSADO DE CALOTE

Empresário fecha estabelecimento e coloca faixa "cansado de tomar calote"

Empresário é de Severínia e tinha uma autoelétrica

Emerson Tiburcio Empresário com a
faixa que colocou
em frente à loja
Empresário com a faixa que colocou em frente à loja

Um empresário cansado de não receber pelo seu trabalho em uma autoelétrica decidiu tomar uma atitude que chamou a atenção dos moradores de Severínia.

Ele colocou uma faixa na frente do comércio dizendo que estava fechando devido aos inúmeros calotes que tinha tomado.

Edenilson Donizetti Neves de 25 anos abriu a autoelétrica no dia 2 de janeiro de 2017, e fechou no último dia 5 de fevereiro de 2018, por conta do não recebimento do trabalho realizado.

“Eu trabalhei muitos anos como empregado, e muita gente falava monta uma oficina, mas aí eu tive a surpresa. Você cobra, mas a pessoa fala eu não tenho dinheiro e fica difícil”, afirma.

O empresário conta que antes de abrir o negócio próprio ele trabalhava com sistema autoelétrico em uma usina. “Eu fiz um investimento de R$ 18 mil e hoje eu tenho R$ 15 mil para receber. E por incrível que pareça, cinco por cento do pessoal, acabou indo na porta da minha casa, ligando, depois que eu coloquei a faixa”.

Edenilson conta que muitas vezes atendeu clientes que não havia pago ele, por ficar com dó e com a esperança que receberia. “Se uma pessoa colocar uma criança na minha frente chorando eu já fico com dó”, completa.

“Eu tive a ideia para servir de exemplo para todos os comerciantes da cidade, pois o povo está cansado de tomar calote. Tive lugares em que eu compro peça, que as pessoas foram segurando o máximo possível, mas tem um momento que precisou brecar. Ai isso prejudica o CNPJ e até o meu CPF”.

O pai de dois filhos ainda revela a dificuldade de pagar o aluguel nos últimos meses. “Nos últimos dois meses, quem pagou foi minha esposa. Eu fui trabalhando para pagar ela coitada”. Depois da experiência, Edenilson vai voltar a ser empregado, em um emprego que ele já tinha trabalhado antes de abrir o negócio próprio. O que fica depois da experiência foi as dívidas e o aprendizado.

(Colaborou Rone Carvalho)

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