Diário da Região

28/02/2018 - 21h56min / Atualizado 28/02/2018 - 21h56min

Tráfico

Tráfico usa escola como mocó

Traficantes utilizavam o telhado da unidade de ensino do bairro Nova Esperança, onde estudam 640 crianças, para esconder maconha, crack, pinos de cocaína e balança; apreensão foi feita pela Guarda

Guarda Municipal / Divulgação Droga encontrada no telhado da escola municipal Cyrino Vaz 
de Lima
Droga encontrada no telhado da escola municipal Cyrino Vaz de Lima

Sete tijolos de maconha e porções de crack e cocaína. Balança de precisão e pinos para acondicionar drogas. Todo esse material comum em "biqueiras" (pontos de venda de tráfico) foi encontrado dentro da escola municipal Cyrino Vaz de Lima, no bairro Nova Esperança, zona norte de Rio Preto. A apreensão foi feita pela Guarda Civil Municipal nesta quarta-feira, dia 28. No local estudam 640 crianças de 6 a 10 anos, do 1° ao 5º ano do ensino fundamental.

O flagrante preocupou pais de alunos. "A gente não tem confiança em mandar para a escola. Eu levo e busco para que meus filhos não conversem com estranhos. Mas agora tinha droga lá dentro? Eu falo com eles todos os dias para não aceitar nada de nenhuma pessoa que não seja os professores", disse a mãe de dois alunos de 8 e 10 anos, que prefere que seu nome não seja divulgado.

Outras mães têm o mesmo temor. "Não divulga meu nome porque a gente não sabe. Com bandido não se mexe. Essa é a segunda vez que a gente vê polícia dentro da escola. Ano passado ouvi dizer que foi porque tinha bandido pulando o muro. A outra escola, aquela que era do Estado (Parque Nova Esperança) era a que dava muito problema. Será que vai passar para essa?", questiona uma dona de casa, mãe de 3 crianças, de 6, 8 e 9 anos.

A avó de quatro crianças que estudam na escola, de 7,8, 9 e 10 anos, afirma que se assustou ao buscar os netos. "Eu vi as viaturas e fiquei preocupada, decepcionada porque o ensino na escola é bom. Uma outra neta minha estudava aqui, mas ganhou uma bolsa no colégio Santo André pelo desempenho dela, então a escola é boa. Agora, essa história de ter droga aí dentro me deixou muito triste. Vou conversar mais com eles para não se aproximarem de estranhos, não aceitar nada diferente", disse.

A GCM recebeu uma denúncia anônima, há uma semana, informando que pessoas estavam pulando o muro e andando sobre o teto da unidade escolar. Essa movimentação ocorria principalmente em horários em que a escola estava fechada. A Guarda passou a monitorar o local com o objetivo de fazer um flagrante.

"Recebemos denúncias da vizinhança pelo nosso telefone de emergência, o 153, dizendo que havia uma movimentação estranha no local e por isso resolvemos realizar essa operação", afirmou o coordenador operacional da GCM, Vitor Cornachioni.

A ação consistiu em uma varredura no prédio e área externa da escola. O entorpecente estava escondido no vão do telhado do prédio próximo às salas de aula. Não foi identificado quem era o dono da droga. "Por ser um lugar público, uma escola, eles (traficantes) acreditam que não seria verificado e também para não identificar quem são eles", disse o guarda Roger Assis.

O Diário solicitou entrevista com a secretária de Educação, mas a assessoria de imprensa informou que ela tinha compromissos durante toda a tarde. Em nota, a secretaria informou que está tomando todas as providências para garantir a segurança das escolas. "As drogas apreendidas pela Guarda Civil Municipal foram encontradas no telhado da escola Cyrino Vaz de Lima, um local ao qual os estudantes não têm acesso", diz o comunicado sem especificar quais as medidas implantadas.

O material foi apreendido e levado à Central de Flagrantes.

Patrulhamento 

A Polícia Militar informou que o policiamento escolar é efetuado pelas equipes operacionais, dentro do planejamento realizado por cada companhia territorial, levando-se em conta os indicadores criminais, denúncias e dos chamados 190.

"Nesse sentido, em meio às demandas operacionais, dá-se atendimento aos chamados oriundos das Direções das Escolas, sejam elas Municipais ou Estaduais, principalmente quando há denúncia de crimes e que possam colocar em risco a vida e a integridade física de crianças e adolescentes", explicou o capitão Rafael Henrique Helena, do Comando de Policiamento do Interior (CPI-5).

 

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