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Diário da Região

23/02/2018 - 00h30min / Atualizado 22/02/2018 - 22h46min

LATROCÍNIO

Aplicativo de mototáxi ajuda a prender suspeito de latrocínio

Após roubo seguido de morte de mototaxista na Vila Toninho, profissional da mesma categoria usou app para convocar outras motos e perseguir o suspeito do crime. Ao ser encurralado, rapaz foi preso pela PM

Acima, peritos da Polícia Civil analisam moto da vítima, Sidinei Aparecido de Oliveira
(ao lado)
Acima, peritos da Polícia Civil analisam moto da vítima, Sidinei Aparecido de Oliveira (ao lado)

Tecnologia particular de uma empresa de mototáxi ajudou na prisão do suspeito de matar o mototaxista Sidinei Aparecido de Oliveira, 60 anos, poucas horas depois do latrocínio - roubo seguido de morte - na Vila Toninho, em Rio Preto. O aplicativo é similar ao Uber e, através dele, um outro mototaxista convocou profissionais para perseguir o suspeito do crime, que foi encurralado e capturado pela Polícia Militar.

Ao saber que um homem tentava vender o veículo da vítima no bairro João Paulo 2º por R$ 800, o mototaxista Bruno Daniel dos Santos Menino, 36 anos, juntou outros sete condutores, por meio do aplicativo, e saiu em busca do suspeito. Na empresa, a secretária dele monitorava a localização das motos e convocava outros. Ao todo, 20 mototaxistas estavam na caçada. Nesse meio tempo, a PM foi acionada.

"Na hora, pensei: vamos juntar todo mundo e vamos fechá-lo. Cada um foi para um canto e eu o achei", contou Bruno, que cercou o homem quando ele entrou em uma rua sem saída, no bairro Duas Vendas. "Já sabia que a rua não tinha saída. Parei na esquina e só esperei. Pensei, 'se ele descer derrubo ele'. Hora que ele veio na minha direção, joguei minha moto contra a dele. Nós entramos numa luta corporal. Hora que ele viu que estava aglomerando bastante mototaxista, saiu a pé. Rapidinho a polícia chegou, foi coisa de minutos".

O suspeito é Marcus Vinícius de Siqueira Bono, 27 anos. Ele foi reconhecido por mototaxistas que se recusaram a fazer a corrida que Sidinei fez e acabou sendo morto, por volta das 5 horas.

A tenente Amália Paci conta que o suspeito negou o latrocínio e alega ter comprado a moto. "Ele assumiu que pediu a corrida na rodoviária e foi até a Vila Toninho. Lá, ele diz que parou numa biqueira para usar droga, depois de um tempo um rapaz da biqueira ofereceu a moto para ele".

A polícia não acredita na versão de Marcus Vinicius, que foi preso por latrocínio e está na carceragem da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O delegado Fernando Tedde acredita na participação de outra pessoa no crime.

O crime

Testemunhas disseram que momentos antes de sair, o suspeito foi revistado por guardas municipais. "Ele tomou um enquadro. Tinha uma faca no chão, mas ele disse para os guardas que não era dele", contou um mototaxista que não quis ter o nome divulgado.

Sidinei foi encontrado com marca de corte no pescoço e afundamento de crânio, causado por pedradas, na avenida Nelson Vitalino. O sepultamento será nesta sexta-feira, dia 23, no cemitério de Bebedouro, onde moram familiares dele.

O cunhado da vítima Mateus Pamplona, 22 anos, disse que a família está consternada. "Meu sogro sempre foi trabalhador, saía para trabalhar às 5h. As filhas eram tudo para ele. Sempre foi um cara calmo. A gente só espera que a justiça seja feita."

Situação financeira

Sidinei trabalhava no mototáxi União, que fica a dois quarteirões da rodoviária. Antes de iniciar sua jornada no ponto, ele costumava pegar passageiros que os mototaxistas do terminal se negavam ou fazia corridas quando os profissionais do local estavam em outras viagens. "Estava numa situação meio apertada e chegava bem cedinho lá", afirmou Silvio Antonio da Silva, dono do local onde a vítima trabalhava.

O mototaxista Valdeci Cândido da Silva, 54 anos, foi um dos dois profissionais que foi abordado pelo homem solicitando uma corrida até a Vila Toninho. Valdeci se negou a fazer a viagem ao desconfiar das atitudes do homem. "Primeiro ele queria passar em outro endereço para pegar dinheiro, disse que não tinha para pagar. Depois falou que queria fazer um outro caminho mais longo", contou. "O Russo (como Sidinei era conhecido) era uma ótima pessoa. É complicado perder um colega assim", lamentou.

 

Como funciona o app

Para concorrer com o Uber, oferecer um diferencial dos demais mototaxistas e proporcionar segurança para os profissionais que trabalham no Dedini – empresa de mototaxi localizada na avenida Danilo Galezzi, João Paulo II – o propietário contratou uma empresa para desenvolver um aplicativo similar ao Uber.

Para acessá-lo, basta fazer o download no celular e preencher um cadastro nome, telefone e e-mail de contato. O serviço do aplicativo é o mesmo oferecido pelo Uber. O sistema GPS identifica a localização do cliente e ele só precisa confirmar, ou pode inserir outro ponto de partida e, em seguida inserir o local do destino. A próxima tela aparece o valor que será cobrado da corrida. O passageiro clica no ícone 'chamar'. A partir do acionamento, ele consegue acompanhar a aproximação do mototaxista.

Depois que o cliente solicita a viagem, o aplicativo informa o nome do motorista, características do veículo e a placa, para que usuário tenha certeza de que embarcará na moto certa.

Na agência, há o controle da localização de cada mototaxista atuando nas ruas. É possível acompanhar o trajeto dele. "O Uber quebrou um pouco a gente. Foi uma forma de sobressair dos outros, concorrer oferecendo esse diferencial para os nossos clientes. Além do que quem trabalha com a gente se sente um pouco mais seguro", afirmou Bruno Daniel dos Santos Menino, dono do mototáxi Dedini.

Os usuários, assim como no app Uber, conseguem avaliar o serviço prestado pelo mototaxista ao fim da corrida. (TP)

App é diferencial

Para concorrer com o Uber, oferecer um diferencial dos demais mototaxistas e proporcionar segurança para os profissionais que trabalham, a empresa Dedini contratou uma empresa para desenvolver um aplicativo.

Para acessá-lo, basta fazer o download no celular e preencher um cadastro com nome, telefone e e-mail de contato. O serviço do aplicativo é o mesmo oferecido pelo Uber.

O sistema GPS identifica a localização do cliente e ele só precisa confirmar, ou pode inserir outro ponto de partida e em seguida inserir o local do destino. Na próxima tela aparece o valor que será cobrado pela corrida. O passageiro clica no ícone 'chamar'. A partir do acionamento, ele consegue acompanhar a aproximação do mototaxista.

Depois que o cliente solicita a viagem, o aplicativo informa o nome do motorista, características do veículo e a placa, para que usuário tenha certeza de que embarcará na moto certa.

Na agência, há o controle da localização de cada mototaxista atuando nas ruas. É possível acompanhar o trajeto dele. "O Uber quebrou um pouco a gente. Essa foi uma forma de sobressair aos outros, concorrer oferecendo esse diferencial para os nossos clientes. Além do que quem trabalha com a gente se sente um pouco mais seguro", afirmou Bruno Daniel dos Santos Menino, dono da empresa, que fica na avenida Danilo Galezzi, João Paulo 2º.

Os usuários, assim como no app Uber, conseguem avaliar o serviço prestado pelo mototaxista ao fim da corrida. (TP)

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