Diário da Região

16/02/2018 - 10h47min / Atualizado 16/02/2018 - 10h47min

RIO PRETO

Dois são presos por pornografia infantil

Com eles foram apreendidos fotos e vídeos de crianças em mídias

Divulgação/Polícia Civil Material apreendido na casa de um dos suspeitos
Material apreendido na casa de um dos suspeitos

Dois técnicos em informática, de 28 e 36 anos, foram detidos em flagrante pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, dia 16, em uma operação contra pornografia infantil em Rio Preto. Com eles foram apreendidos fotos e vídeos armazenados em computadores, notebook, pen drives e celulares. Eles foram detidos no bairros Manoel Del Arco e Residencial Machado.

Os policiais também encontraram material pornográfico na casa de um terceiro suspeito, mas ele não foi preso em flagrante, porque estava em viagem, fora de Rio Preto, e só foi encontrada a mulher dele na residência, no Jardins Rio Preto.

O delegado seccional José Mauro Venturelli explicou que a operação, denominada Angellus, cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de suspeitos apontados após meses de investigação do Serviço de Inteligência do Deinter 5.

Com base nos endereços obtidos pela investigação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Rio Preto, Sales e Votuporanga, expedidos pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, solicitado pelo delegado assistente da seccional, Alexandre Del Nero Arid.

Na madrugada de sexta-feira, dia 17, foram mobilizados 30 policiais do Grupo de Operações Especiais, que cumpriram os mandados de forma simultânea. "Pelo que vemos neste primeiro momento, os suspeitos não estavam em nenhuma das imagens de material pornográfico infantil, o que configuraria crime de pedofilia, mas as investigações irão continuar", diz o Venturelli.

Segundo a Polícia Civil, em uma das casas, os investigadores, especialistas em informática, tiveram muito trabalho em localizar o material pornográfico, porque os arquivos eram renomeados, ou realocados em pastas de programas, numa tentativa de dificultar a localização.

Em outra residência, os policiais tiveram de lidar com constrangimento de uma mulher, que não sabia que o marido assistia e guardava material de pornografia com criança no computador. O suspeito inclusive tem filho.

Fiança 

Os homens detidos foram enviados para Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foram ouvidos pela delegada Dalice Aparecida Ceron, que os enquadrou por infração ao artigo 241b do Estatuto da Criança e do Adolescente, que é adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

"Arbitramos fiança de R$ 3 mil e de R$ 1,5 mil para os dois suspeitos, porque é o que está previsto na lei. Os valores foram estabelecidos de acordo com a capacidade financeira de cada um. Os dois pagaram as fianças. Mas confirmado o armazenamento de material pornográfico, ambos poderão ser condenados a três anos de reclusão", diz a delegada.

Nos mandados de busca e apreensão cumpridos em Sales e Votuporanga nada de irregular foi encontrado nas casas dos suspeitos.

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin afirma que o trabalho da Polícia Civil contra este tipo de crime vai continuar. "A internet não é lugar para se praticar crime e achar que vai ficar impune. Os criminosos que atuam baixando pornografia infantil serão punidos."

Vizinho usava wi-fi para crime

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, um homem foi preso por porte ilegal de arma de fogo no Residencial Machado. Inicialmente, ele era investigado por armazenar pornografia infantil, mas nada foi encontrado na casa dele além da arma. Na Central de Flagrantes, o delegado de plantão Jairo Garcia Pereira estabeleceu R$ 1 mil de fiança, que foi paga.

O IP do computador do homem foi identificado por armazenar fotos e imagens ilegais de crianças, mas na verdade quem cometia o crime era o vizinho, que tinha solicitado a senha do wi-fi.

Os investigadores descobriram os endereços dos suspeitos cm base nos números dos IP de cada computador. Como o roteador de wi-fi estava instalado na casa dele, foi o computador dele e não do vizinho, que foi localizado pelo Setor de Inteligência do Deinter.

O engano só foi desfeito quando os policiais foram cumprir o mandado de busca apreensão e descobriram que a rede sem fio de internet era compartilhada pelas duas casas. O vizinho foi preso e pagou fiança. (MAS)

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