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UNIDOS CONTRA O CRIME

Vizinhos montam grupo no WhatsApp para trocar mensagens de alerta

Grupo de moradores no Residencial Quinta das Paineiras, em Rio Preto, resolveu criar um grupo no WhatsApp para unir a vizinhança e diminuir o número de casos de furto na região


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Rio Preto

A relação entre vizinhos é sempre cheia de histórias. Tem aquele que todo dia você vê e até o recluso que quase nunca está em casa por conta do trabalho. Nessa relação diária, um grupo de moradores no Residencial Quinta das Paineiras, em Rio Preto, resolveu criar um grupo no WhatsApp para unir a vizinhança e diminuir o número de casos de furto na região.

Intitulado S.O.S. Emergência, o grupo é o meio de comunicação entre os vizinhos contra a criminalidade. A ideia surgiu depois de uma onda de assaltos na região, com a proposta de unir a vizinhança e diminuir a violência o grupo criou o projeto Vizinho Solidário.

"Tendo em vista o grande número de furtos que estava tendo na região foi criada uma associação, onde a gente uniu toda a comunidade para melhorar o bairro. Criamos um grupo no WhatsApp e contratamos uma empresa para realizar a guarda noturna", diz a moradora Josiane Deus Ajude, de 32 anos.

Segundo ela, o grupo no aplicativo foi criado em dezembro de 2017, tendo como a primeira prioridade diminuir os furtos da região. "Agora, a proposta é consolidar o grupo e tentar colocar câmeras de segurança no bairro, além de fazer a manutenção das áreas verdes", complementa.

Quem também participa do projeto é o empresário Renato Branco da Silveira, 59 anos. "Criamos esse grupo para dar mais segurança ao bairro e estamos usando o esquema de prevenção contra a criminalidade, com ajuda do aplicativo e dos vigias".

"Tentamos fazer a vizinhança ser mais unida, se não dá pela forma de antigamente, de sentar do lado de fora e conversar, hoje, como tudo é informatizado, nós usamos da tecnologia e conversamos pelo WhatsApp", afirma Renato.

De acordo com os moradores, depois que o grupo foi criado, o número de furtos no bairro caiu. "Muita gente queria mudar daqui, hoje ocorre uma valoração no bairro. Teve uma época que o pessoal evitava fazer caminhada no final da tarde por medo de furtos", diz Silveira.

Joyce dos Santos Porcino, de 36 anos, revela que já foi vítima dos criminosos. "Roubaram a bateria de um caminhão que estava estacionado no posto. Com a vinda do projeto, isso diminuiu e até os clientes comentam sobre a melhora".

O trabalho realizado por meio das mensagens de texto ocorre por meio de avisos entre os moradores. Se houver alguma atitude suspeita o próprio morador avisa no grupo para que todos fiquem alerta. "Quando há atitudes suspeitas, acionamos a polícia. O morador tem a consciência de que a Polícia Militar (PM) é amiga da cidade. É bom lembrar de ter muito cuidado quando chegar em casa, com pessoas em atitude suspeita", afirma Bruno Sesso, que é vigia no bairro.

O que diz a polícia

Para o capitão da Polícia Militar Rafael Henrique Helena, iniciativas de associações de bairros são muito importantes para o trabalho de segurança, ajudando tanto a comunidade como a PM. Para a Polícia Militar, toda iniciativa lícita dos cidadãos se organizarem para auxiliar as forças de segurança ou mesmo para aumentar a segurança primária dos moradores em geral é considerada positivamente".

"Furtos de pequenos valores ou objetos domésticos geralmente são para sustentar vício de usuários de drogas; já os casos de crimes onde o criminoso conseguiu subtrair grandes quantias ou valores em dinheiro, há grande probabilidade de o criminoso ter se valido de informações privilegiadas", revela Helena, ao falar sobre o perfil de quem normalmente furta residências.

O capitão completa dizendo que a polícia tem intensificado a fiscalização e tem realizado pronto atendimento nas ocorrências em que há suspeita de que os infratores estejam no interior de residências. "Daí a importância do registro criminal dos casos já ocorridos, bem como da ligação ao 190 no momento oportuno", completa.

(Colaborou Rone Carvalho)