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Eu no Mundo

Com pacotes de feijão na mala

Há cinco meses em Munique, na Alemanha, Roberta pediu para a mãe levar feijão quando foi visitá-la. O churrasco também faz falta à rio-pretense, mas ela não pensa em voltar para o Brasil tão cedo


    • São José do Rio Preto
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São apenas cinco meses em Munique, mas a rio-pretense Roberta Funes Acayaba de Toledo já pensa em criar raízes na Alemanha. Aos 18 anos, está fascinada com a organização, beleza e estilo de vida alemão. Os planos são continuar por lá, mesmo com a saudade da família, do churrasco e do feijão.

"Para o Brasil eu pretendo voltar só para visitar a família, porque eu ficaria aqui de boa sem pensar duas vezes. Ainda não sei quando eu vou voltar para casa, talvez só no Natal, como eu fiz ano passado", diz a jovem, que estuda Business, na European University of Business School.

A falta do churrasco não tem muito jeito de resolver, mas a do feijão Roberta deu um jeito de amenizar. "Eu fiz minha mãe trazer feijão na mala quando ela veio me visitar. Arroz eu até consigo achar parecido com o nosso."

Roberta nasceu e cresceu em Rio Preto e, antes de se mudar para a Europa, já havia passado dois meses nos Estados Unidos. É com o idioma falado na Terra do Tio Sam que ela se comunica, enquanto aprende o alemão. "A maior dificuldade pra mim aqui é a língua, pois é bem complicada." Na escola onde estuda, o idioma usado também é o inglês.

Em cinco meses no país europeu, Roberta aproveitou para explorar a região e já conheceu cidades como Salzburgo e Viena, na Áustria, e pretende ir a Praga, na República Tcheca, em breve.

Sempre sentiu-se atraída pela Alemanha e decidiu por Munique. "É uma cidade extremamente bonita e organizada, com várias áreas verdes e ótimos restaurantes. Eu adoro muito viver na Alemanha, está sendo uma experiência melhor do que eu imaginei. Viver aqui é bem tranquilo, é só seguir as regras. Eu gosto tanto de viver aqui que tentarei o máximo possível ficar aqui para o resto da minha vida, e espero que dê certo."

Um dos hobbys da jovem é explorar a própria cidade. "Por mais que pareça estranho, eu adoro ir passear de metrô, além de gostar de ir ao Englischer Garten (Jardim Inglês), um parque enorme, e passo bons minutos apreciando os prédios em Marienplatz (praça na região central com arquitetura que se destaca)."

Atualmente, Roberta mora com uma amiga que conheceu em Munique, nascida em Hong Kong, mas com pais alemães. "Ela só nasceu e cresceu lá (em Hong Kong), mas os pais são europeus," diz. Em breve a rio-pretense deve se mudar para um alojamento de estudantes e quer arrumar emprego no futuro para adquirir experiência.

Costumes

Nas andanças pela cidade, Roberta já captou duas características do povo de Munique. A primeira é meio nojenta. "Não têm muito pudor, e eles também assoam o nariz em qualquer lugar."

A outra característica é em relação ao modo de agir com outras pessoas. Os alemães não são tão calorosos quanto os brasileiros. "Cada um vive em seu mundo; é bem difícil você ver estranhos começarem uma conversa, principalmente no metrô."

Mas esse comportamento não diminui o entusiasmo da rio-pretense nem compromete sua adaptação. "Até hoje eles me trataram bem, apesar de serem bem fechados. Eu não fui muito surpreendida porque já vim sabendo como eles são, e eu também geralmente fico na minha."