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Diário da Região

05/02/2018 - 22h46min / Atualizado 05/02/2018 - 22h46min

Eu no Mundo

Felicidade em floco de neve

Vitor Horita Hanaoka nasceu e cresceu no calor rio-pretense, mas fica feliz toda vez que neva em Toronto, onde mora há cinco meses. Fascinado pela cidade, não tem planos para voltar ao Brasil

O rio-pretense Vitor Horita Hanaoka, 26 anos, está fascinado com a neve, a diversidade cultural e a qualidade de vida de Toronto, no Canadá. Mas, não se engane, também enfrenta obstáculos no exterior. Quanto a isso, tem um pensamento claro: "a maior dificuldade é em conciliar meus estudos, trabalho, vida social, contas pra pagar Mas essa é a dificuldade de todos, então por que não tê-las em um país melhor, não é?"

Há cinco meses no Canadá, não pensa em voltar ao Brasil tão cedo. Atualmente, cursa o college canadense (faculdade). Faz o curso de tourism and hospitality management na George Brown College. Trabalha na loja GAP do Eaton Centre, maior shopping center do país. Mora em apartamento no bairro Little Italy (pequena Itália, na tradução).

"A vida aqui me agrada muito e é bem melhor do que as expectativas que tinha. Em apenas cinco meses, parece que já vivo aqui há cinco anos. Toda conquista, por menor que seja, é bastante comemorada por mim," diz o rio-pretense.

Morar fora sempre foi um desejo do jovem. Antes do Canadá, passou períodos em Orlando, nos Estados Unidos, onde trabalhou na Disney, e em Santiago de Compostela, na Espanha, para estudar. Por aqui, estudou relações internacionais, pensando na possibilidade de ser transferido para outro país por alguma multinacional em que trabalhasse. Mas decidiu dar um empurrãozinho.

"Quando vi essa possibilidade distante do tempo que eu gostaria de me empenhar para consegui-la, vi que era o momento de buscar por outras formas de imigração, foi aí que comecei a pesquisar mais sobre possibilidades e vi no Canadá a chance de imigração por meio de meus estudos."

Vitor considera a vida no Canadá mais tranquila do que no Brasil. Destaca como serviços de qualidade o transporte público, o ensino e a saúde. Também diz que há menor diferença entre ricos e pobres. Como opções de lazer, Vitor destaca os pubs e shoppings, que protegem do frio. Há também a patinação no gelo. No verão, parques de Toronto e arredores são boas opções.

As principais diferenças para o Brasil, diz, são na infraestrutura e no governo, com níveis de corrupção baixos comparados aos nossos. Mas Vitor sente falta, além da família e de comidas, da energia do povo brasileiro. "Ainda bem que tenho amigos brasileiros aqui."

A neve

Algo que poderia assustar e dificultar a adaptação do rio-pretense é o frio e a neve. Neste ano, o inverno está sendo um dos mais rigorosos dos últimos tempos, com temperaturas que chegam a 30 graus negativos. "Algumas regiões do Canadá estavam mais frias que o Polo Norte e Marte."

Mas, em vez de intimidar, o frio cativou o jovem. "Eu, particularmente, nascido e crescido no calor de Rio Preto, adoro a neve. Hollywood faz a gente criar alguns retratos na nossa cabeça em que a neve está presente. Então, toda vez que neva, já fico feliz." Quando a neve está muito forte, porém, a locomoção é bastante prejudicada, e os canadenses ficam mais em casa e optam por locais onde haja bastante calefação.

O povo

O Canadá reúne milhões de imigrantes, de diversas nacionalidades. Mas isso não é problema, pelo contrário. Vitor diz que a população convive bem e o povo é bem educado e sempre pronto para ajudar.

"Sinto um sentimento de comunidade muito grande aqui. Por mais que haja muito respeito da individualidade de cada família pelo aspecto cultural, há união e comunicação entre as pessoas para que o bairro esteja sempre limpo (separação de lixo e a retirada da neve, por exemplo)."

A diversidade cultural também é vista na culinária. No bairro em que mora, os restaurantes são especialistas em comida italiana. Mas a gastronomia asiática predomina na cidade, devido à grande quantidade de imigrantes daquela região.

 

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