Diário da Região

15/02/2018 - 08h22min / Atualizado 15/02/2018 - 15h51min

SUA CASA

Veja como ter um belo jardim usando pouco espaço

Jardins verticais e plantas em vasos garantem beleza e sofisticação a ambientes pequenos, mas com muita luz solar

Mara Sousa A arquiteta Jackeline Pacco usou samambaias e orquídeas para compor o jardim vertical da área interna de uma residência localizada em um condomínio fechado, em Rio Preto (Foto: Mara Sousa)
A arquiteta Jackeline Pacco usou samambaias e orquídeas para compor o jardim vertical da área interna de uma residência localizada em um condomínio fechado, em Rio Preto (Foto: Mara Sousa)

Quem ama plantas, mas não tem um quintal em casa pode driblar a falta de espaço com os canteiros indoor. A arquiteta Mariana Rocco, de Rio Preto, afirma que existem diversos tipos, estilos de materiais e locais indicados, como embaixo de uma escada, suspensos em paredes, de madeira, concreto, vasos prontos ou até mesmo em latas. “A escolha das plantas deve ser feita após uma primeira observação, que é a escolha do local onde vai ser feito o canteiro. Por exemplo, se o local não pega muito sol, a rafia, chamaedorea ou zamioculcas são ótimas opções”, orienta.

A arquiteta Jackeline Pacco, de Rio Preto, diz que os jardins verticais dão sofisticação a ambientes pequenos, mas com muita luz do sol. Para este tipo de projeto é preciso um sistema de irrigação feito por dentro do bloco, chamado Greenwall. “É um bloco feito de cerâmica e usado para montar jardins verticais, externos ou internos”, diz.

A escolha da planta varia de acordo com o tipo de ambiente. “Se for externo, mas sem incidência solar, as melhores opções são samambaia, renda portuguesa e orquídea, entre outras plantas que não gostam de sol direto”, ensina. “As samambaias também são indicadas para ambientes internos, mas é preciso haver luz solar, mesmo que indiretamente”, destaca.

Como exemplo, Jackeline Pacco diz que usou samambaias e orquídeas para compor o jardim vertical da área interna de uma residência localizada em um condomínio fechado, em Rio Preto. “Quem mora em apartamento deve optar por plantas que não exigem muito cuidado. A orquídea, por exemplo, é a campeã em uso interno, especialmente pela beleza das flores, que variam entre o branco, rosa e amarelo”, diz. Outra dica é substituir os vasos de plásticos pelos de cerâmica, porque não são porosos e drenam melhor a água. “O ideal é o cultivo a meia sombra, recebendo iluminação indireta”, explica.

Versátil

Jackeline afirma que uma das plantas mais utilizadas em jardins internos ou vasos é a zamioculca. “Essa espécie é considerada um curinga para corredores com baixa luminosidade natural, onde outras plantas dificilmente sobreviveriam”, diz. “Com as folhas brilhantes em tom verde-escuro e aspecto de cera, a espécie é muito resistente até em ambientes com uso de ar condicionado.”

Outra sugestão da arquiteta para área interna é a palmeira-leque. “O cultivo é ótimo em vasos, porém precisa de ambientes amplos e iluminados.”

A arquiteta Solange Calio, de Rio Preto, explica que o ar condicionado é limitante ao bom desenvolvimento das plantas. “Ventos são limitantes para plantas de folhas delicadas. As folhas largas, como as da bananeira, areca triandra, rhaphis excelsa e algumas das chamaedoreas, podem ser rasgadas por ventos”, destaca.

Para áreas bem iluminadas, como varandas, Solange e o paisagista Luciano Fiasch indicam jabuticabeiras, romã e laranjinha kinkan. “Algumas plantas, como os bambus, necessitam de ambiente úmido e devem ser borrifadas com água. Já a phoenix e as bromélias são mais resistentes e vivem por mais tempo”, diz.

Cultive suculentas

Pequenas, gordas e muito charmosas: assim são as suculentas. As rainhas do deserto, como são chamadas as espécies da família das suculentas, adoram ambientes com muita luz solar e pouca água – características que tornam essas plantas indicadas para a região de Rio Preto, especialmente em terraços, varandas e salas com luz do sol.

As suculentas se tornaram “as meninas dos olhos” da psicóloga clínica Kátia Ricardi de Abreu, especialista em análise transacional e consultora de empresas, de Rio Preto. E paixão pela espécie se transformou em terapia. “Comecei com um vasinho, depois passou para dois, e assim fui pegando o gosto pelas suculentas. E há três anos cultivo seriamente. Aprendi a utilizar o adubo correto, a fazer o replantio e a reproduzir as mudas”, conta. Embora cultive em área externa, Kátia diz que os vasos ficam lindos em ambientes internos com luz solar.

“Suculentas são ótimas opções para quem não quer ter trabalho com regas. São lindas e bastante fáceis de cuidar”, diz a arquiteta Jackeline Pacco. “Tudo o que elas precisam é de muito sol e pouca água”, afirma.

As suculentas são plantas que apresentam folhas, talos e raízes engrossados, o que permite o armazenado de água durante um tempo maior, comparado às plantas normais. “É preciso equilíbrio. Não pode haver exagero de água, mas também não pode faltar. É possível fazer o controle observando a textura da folha, que não pode ficar desidratada (falta de água) e nem melada (encharcada)”, orienta Kátia.

Para quem gosta de flor, a rosa do deserto é uma das espécies pertencentes à família das suculentas que garante muito charme. Originária da região Sul da Arábia e da África Oriental, regiões extremamente secas e quentes, a rosa do deserto é considerada de beleza exótica, com flores em formato de sino e cores que podem variar do branco ao violeta, com tonalidades de rosa e vermelho. 

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