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Diário da Região

17/01/2018 - 23h26min / Atualizado 17/01/2018 - 23h26min

Editorial

Quem vai pagar por isso?

Um dos grandes pecados da administração pública no Brasil é a descontinuidade de projetos quando muda o governo. Foi preciso criar a Lei de Responsabilidade Fiscal no início dos anos 2000 para frear a falta de compromisso dos chefes do Executivo com o legado deixado por seus antecessores no cargo. Ainda assim, não é difícil encontrar obra parada aqui e ali, sem contar os programas que prescindem de espaço físico. Veja o exemplo do FIT, o Festival Internacional de Teatro, que por pouco não foi extinto durante a gestão do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), de tão esvaziado em relação às edições anteriores.

Mas e quando o administrador deixa obras por fazer absolutamente desvestidas de sentido e que se transformam num enorme abacaxi para o sucessor? É o que está ocorrendo em Rio Preto neste exato momento. O mesmo Valdomiro tirou dois projetos da cartola no apagar das luzes de seu mandato de oito anos para lá de questionáveis: um sistema de corredores exclusivos para os ônibus que fazem o transporte coletivo urbano e um novo terminal central. Este último, Valdomiro devia ter entregado um mês antes de deixar a Prefeitura, em dezembro de 2016, mas quando deixou o cargo mal havia um esqueleto da edificação.

Tão ou mais grave são os corredores de ônibus, outra obra que Valdomiro deveria ter deixado praticamente pronta para o sucessor (o prazo de entrega era março do ano passado) e que depois de sucessivos atrasos só ser concluída, se não houver mais nenhum contratempo, em julho de 2019. Não bastasse o transtorno de sua execução para o trânsito, é uma obra mal-ajambrada com erros de projetos que de tão toscos ficaram evidentes até para leigos, como o asfalto mais alto que as calçadas. Para corrigi-los, a Prefeitura autorizou agora que se faça uma obra dentro da obra por módicos R$ 8,4 milhões, elevando o orçamento inicial de R$ 53,7 milhões para R$ 62,1 milhões. Até que o Ministério Público não resolva fazer alguma coisa é o contribuinte que vai pagar o pato.

O resumo da opera até aqui é o seguinte: somados os corredores e o terminal são R$ 110 milhões, quase R$ 120 milhões se colocar o viaduto da rua João Mesquita na conta, uma vez que foi erguido para servir de acesso ao novo terminal. É dinheiro público que pertence a cada morador que paga imposto em obras mal planejadas e de eficácia duvidosa. Obras que não podem ser interrompidas ou desfeitas. Dinheiro que poderia ser melhor empregado se houvesse um pouco mais de planejamento e menos necessidade de "realizações" só para exibir em campanha eleitoral.

 

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