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Diário da Região

13/01/2018 - 20h04min / Atualizado 13/01/2018 - 22h10min

Editorial

Eleições e fake news

A Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm manifestado uma preocupação específica e bastante pertinente em relação às eleições de 2018. As instituições articulam a criação de uma força-tarefa com o objetivo de investigar e combater a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, as chamadas fake news, durante o processo eleitoral, a propagação de boatos e de conteúdo sem qualidade, por desinformação ou má-fé, prejudicando um candidato e beneficiando outro. Trata-se de um tema da mais alta relevância, tão delicado quanto desafiador do ponto de vista prático.

O desafio começa na criação de uma metologia capaz de identificar e estabelecer a diferenciação, com segurança, entre informações falsas e verdadeiras. Feita essa triagem, é necessário definir o tipo de ferramenta a ser usada não só para separar o joio do trigo, mas também identificar uma base legal e criar um protocolo para a responsabilização dos agentes causadores. Essa é uma questão muito delicada e tão preocupante quanto os próprios efeitos das fake news, pois qualquer providência desmesurada pode atingir alvos errados, caracterizar censura indevida, ferindo a liberdade de expressão. Seria uma rasura na democracia.

Projetos de lei já tramitam no Congresso Nacional, tendo entre as propostas a criminalização da criação e difusão de conteúdos com as características de notícias falsas. A ideia é, por exemplo, aplicar multas pesadas inclusive contra as plataformas que não providenciarem a exclusão imediata do material. Numa campanha eleitoral que ficou mais curta, a permanência de determinado factoide na rede pode gerar consequências irreversíveis, daí a preocupação em criar mecanismos legais para garantir celeridade. É aí uma das moradas do perigo, considerando a perniciosa tradição de políticos brasileiros de legislar em causa própria.

Bertolt Brecht já falou sobre o analfabeto político, aquele que se orgulha de não se interessar por política, ou é levado pela conversa fácil de populistas, demagogos e corruptos. A era das fake news potencializa o problema. Enquanto não se encontra uma solução, ao cidadão de bem cabe ser criterioso, estudando a vida pregressa dos candidatos e, em paralelo, tomando cuidado para identificar a origem das notícias. Veículos tradicionais, que têm história, credibilidade e um nome a zelar certamente funcionam, e vão funcionar durante as eleições, como a opção mais segura para quem não deseja enganar nem ser enganado.

 

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