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Diário da Região

11/01/2018 - 22h46min / Atualizado 11/01/2018 - 22h46min

Editorial

Sentença pedagógica

Exemplar a decisão do juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, ao condenar os pais de um adolescente de 17 anos ao pagamento de multa no valor equivalente a dois salários mínimos (R$ 9,3 mil) por negligência. Sobraram para o casal das consequências dos atos do menor, acusado de promover festas regadas a bebidas alcoólicas, com a presença de menores. O rapaz ainda foi flagrado tentando usar documento de identidade de um adulto para frequentar uma boate proibida para menores.

Filho de empresários e com privilegiado padrão de vida, o garoto frequentava festas particulares e influenciava a participação de outros menores na mesma ilicitude. A decisão da Justiça foi tomada com base no trabalho promovido pelo promotor da Infância e Juventude, André Luís de Sousa. Segundo a sentença, o jovem se transformou numa espécie de "disseminador de bebidas alcoólicas" entre garotos da mesma idade. A condenação, lembra o juiz, é inédita em Rio Preto para esse tipo de situação, e tem tudo para servir de exemplo.

Por essa mesma linha de raciocínio, essa medida pode ser muito mais abrangente, com a aplicação da lei para os mais variados casos de negligência paterna em relação a filhos menores. O consumo de bebida nesse tipo de festa é apenas a porta de entrada para outras práticas ilícitas, como o uso e a comercialização de entorpecentes, e as consequências óbvias, com incentivo à criminalidade diversa. Relevante citar, aliás, o risco que representa um jovem desses de repente assumir o volante de um carro e sair dirigindo bêbado.

Outro problema recorrente em Rio Preto, também relacionado à negligência dos pais, é a ocorrência de acidentes com linhas de pipa turbinadas por cerol. Não são raras as notícias publicadas pelo Diário sobre a gravidade dessa prática, que costuma atingir principalmente motociclistas com cortes profundos na regão do pescoço. Trata-se de uma atividade criminosa, normalmente desenvolvida por menores de idade.

Dizem os pais, sobre a sentença de Pelarin, que a pena foi rigorosa demais, que em vez da multa poderia ser adotada prestação de serviços à comunidade. Eles pretendem recorrer da decisão. Um direito legítimo e também um sinal de que a medida doeu no bolso. Pelo menos já produziu algum efeito. Que a sentença sirva ao menos para reflexão, dos pais em questão e de tantos outros. E que a força-tarefa da Vara da Infância siga na sua primorosa missão de trazer pais e filhos de volta à realidade e à responsabilidade.

 

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