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Diário da Região

09/01/2018 - 23h19min / Atualizado 09/01/2018 - 23h19min

Editorial

Questão de cidadania

Levantamento feito pelo Diário e publicado na última semana mostra que no começo do verão desta temporada, desde o dia 20 de dezembro, já choveu em Rio Preto quase quatro vezes mais que em período correspondente da mesma estação anterior. Aliada ao mato alto e à sujeira em terrenos públicos e particulares, a chuva é um convite à proliferação de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya, zika vírus e muitas outras doenças. Ao mesmo tempo, a sujeira e o calor criam ambientes propícios para a infestação de bichos causadores de acidentes que podem provocar até morte, caso dos escorpiões.

Não foi por acaso que a Secretaria Municipal de Saúde lançou o alerta para a necessidade de se promover uma grande força-tarefa pela limpeza de terrenos, com a retirada de lixo e entulho descartados de forma clandestina em diferentes partes da cidade. Nos primeiros dias já foram recolhidas mais de mil toneladas de lixo com a execução de serviço contratado emergencialmente pela Prefeitura por R$ 6,3 milhões. O que se verificou inicialmente, segundo a Prefeitura, não foi muito animador, pois em muitos dos locais que receberam a limpeza já havia acúmulo de lixo menos de 24 horas depois do início da faxina.

Esse trabalho deve continuar por 180 dias e promete contemplar todas as regiões do município. A Secretaria de Saúde, que fez o chamamento e solicitou o mutirão, afirma ter constatado que existe proliferação de escorpiões por toda a cidade. Para que o serviço tenha efeito prático, entretanto, será necessário que a população participe ativamente. Caso contrário, será dinheiro jogado fora e, pior ainda, os moradores vão permanecer expostos ao risco de complicações com a saúde. A conscientização é muito importante, tanto evitando descartar lixo e entulho em geral em locais inadequados quanto denunciando aqueles que insistem em se comportar dessa forma.

Rio Preto, que já passou por grandes epidemias de dengue, teve um ano controlado, mas essa é uma guerra que não comporta trégua. Até porque a previsão é de que, literalmente, muita água ainda vai rolar nos próximos meses. Ao menor descuido, a infestação pode retornar. Portanto, o momento é de alerta máximo, para que cada um contribua da melhor forma, tanto em relação aos espaços públicos quanto nos próprios quintais, de forma simples e prática. Trata-se de uma questão de cidadania. Para o bem de todos.

 

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