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Diário da Região

09/01/2018 - 00h45min / Atualizado 09/01/2018 - 00h45min

Editorial

Absolvição a jato

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), foi pouco exigente e compreensivo demais ao considerar "satisfatórias as explicações" dadas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Liszt Abdala, sobre seu envolvimento supostamente involuntário no escândalo da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb). O secretário disse que não teve nada a ver com o fato de duas empresas - uma de sua mulher e outra da sua irmã - terem concorrido à implantação do aplicativo da Área Azul digital.

Antes, ele já havia dito ao Diário que desconhecia a participação das parentes. Ontem, acrescentou ao prefeito que não houve má-fé e que, no final das contas, as empresas não se beneficiaram de nenhuma forma, pois saíram da concorrência derrotadas.

O secretário tem todo o direito - na verdade, o dever - de apresentar suas versões, mas o prefeito poderia ter sido um pouco mais cuidadoso para não correr o risco de tirar conclusões precipitadas e de se tornar sócio do desgaste. A alegação de que as empresas não se beneficiaram porque perderam não é argumento suficiente para justificar essa espécie de absolvição apressada por parte do prefeito.

Não deveriam ter participado de concorrência alguma. A simples participação já caracteriza uma ilegalidade, que Edinho preferiu minimizar. Embora em circunstâncias diferentes, não é menos grave que o episódio da funcionária da Emurb que era sócia da empresa vitoriosa. Naquele caso, ela e a presidente da Emurb acabaram exoneradas de imediato.

Se o secretário Liszt acabou mesmo, e incrivelmente, envolvido sem saber, esse deveria ser um problema só dele. Mas continua, mais do que nunca, a ser também um problema do prefeito. Que houve uma irregularidade, é fato, e Edinho se colocou na condição de fiador do problema de Liszt. Antes, o prefeito até poderia fazer uso do famoso jargão lulopetista e dizer que não sabia de nada. Porém, a partir do momento em que sabe de tudo e acha que está tudo normal, passa a flertar perigosamente com a conivência e se sujeita a, eventualmente, até virar alvo de uma ação de improbidade.

O cenário para Edinho e Liszt lembra um episódio que se descortinou na Roma Antiga para Júlio Cesar. Diante da notícia de que sua mulher tinha sofrido uma tentativa de sedução - e mesmo informado que tal traição não se consumou, porque ela se manteve fiel - César pediu a separação. E sentenciou: "À mulher de César, não basta ser honesta, ela precisa parecer honesta".

 

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