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Diário da Região

06/01/2018 - 00h14min / Atualizado 06/01/2018 - 00h14min

Editorial

Mais planejamento em 2018

"Tivemos comunicado de um caso por dia de picada de escorpião neste ano. É uma epidemia e tem de ser tomada alguma providência. Isso pode levar à morte. Estamos muito preocupados", disse ao Diário o secretário de Saúde de Rio Preto, Aldenis Borim, ao falar no final do ano sobre a necessidade urgente de promover uma grande força-tarefa de limpeza de terrenos. Foi com base no alerta de Borim que a Prefeitura contratou a empresa Constroeste por R$ 6,3 milhões, de forma emergencial e sem licitação, para combater a proliferação de bichos peçonhentos e ao mesmo tempo eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chikungunya, zica vírus e inúmeras outras doenças.

Reportagem publicada ontem trouxe outra questão envolvendo a Secretaria de Saúde. Pacientes que necessitam de remédios para pressão, anti-inflamatórios e antibióticos, e de suplemento de cálcio e vitamina D, não estão encontrando o produto na rede municipal. Segundo a Prefeitura, a falta ocorre porque as empresas fornecedoras deram férias coletivas aos seus funcionários.

O governo tenta minimizar o problema, afirmando que não são medicamentos fundamentais porque a pessoa não corre risco de morrer se ficar sem o uso. Discutível, obviamente, porque se o paciente tem recomendação médica é porque pode ter complicações. O doente é obrigado a usar determinados medicamentos pelo resto da vida. "Tenho medo de ficar sem o remédio, porque o médico disse que se não tratar direitinho, que se eu esquecer de tomar um só dia, é um caminho para o São João Batista, e eu quero viver muito ainda", disse na entrevista o aposentado Adão Pereira da Silva, 76 anos, que foi à UBS do Vetorazzo com uma receita contendo seis medicamentos e só conseguiu a losartana e anlodipino, para tratamento da hipertensão.

Em casos extremos, diz o governo, são feitas compras emergenciais. Guardadas as proporções, é o mesmo raciocínio do caso relacionado aos escorpiões, que chegou a um ponto de descontrole tão grande que obrigou a Prefeitura a fazer um contrato milionário de última hora. Neste segundo ano de mandato, o governo pode fazer um bem enorme à população - e também aos cofres públicos - se tiver um pouco mais de organização e de planejamento. Não será por falta de experiência, não para um prefeito que anteriormente já administrou a cidade por oito anos.

 

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