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Diário da Região

04/01/2018 - 23h31min / Atualizado 04/01/2018 - 23h30min

Editorial

A competência da Empro

A "grande provedora de ferramentas de comunicação e tecnologia" não foi usada para criar o aplicativo da Área Azul

A exuberante definição está exposta no site da Prefeitura. A Empro (Empresa Municipal de Processamento de Dados) "é responsável pela aplicação e gestão de soluções tecnológicas para a administração municipal de São José do Rio Preto e tornou-se a grande provedora de ferramentas de comunicação e tecnologia que aproximou ainda mais os órgãos públicos municipais da população, levando serviços mais eficientes e maior qualidade de vida aos riopretenses."

Consta ainda na página que "hoje, a empresa é referência no setor. O sucesso dessa evolução moveu órgãos públicos de outras cidades a buscarem informações para tornarem-se clientes de serviços de controle de arrecadação municipal, gerenciamento de multas de trânsito e geoprocessamento."

É impressionante que, com tanta competência tecnológica tipo exportação disponível dentro de casa, a Prefeitura não tenha recorrido à Empro para desenvolver o aplicativo de celular da Emurb (Empresa Municipal de Urbanismo) que permitiria a comercialização de créditos para uso do estacionamento rotativo, a Área Azul digital. O governo preferiu contratar uma empresa que, além de não conseguir colocar o plano em funcionamento, tem como sócia uma servidora pública. A ilegalidade foi mostrada em reportagem publicada pelo Diário na edição de ontem - a funcionária foi exonerada e o contrato rescindido.

É no mínimo estranho que uma empresa da Prefeitura que se apresenta como referência em "ferramentas de comunicação e tecnologia" não priorize a Prefeitura para desenvolver o aplicativo da Área Azul. O histórico da Empro, na verdade, não é dos mais lisonjeiros, tanto que outrora - mais precisamente no governo anterior do prefeito Edinho Araújo - chegou a receber o sugestivo apelido de "Empresa Municipal de Problemas".

Enquanto não resolve seus problemas, espera-se, aliás, que em breve o governo municipal ofereça fracionamento de validade do velho e bom cartão de papel colocado nos painéis dos veículos. Hoje o motorista é obrigado a pagar o preço fechado de R$ 3,50 por duas horas mesmo quando precisa usar o espaço por menos tempo. O fracionamento estimularia o propósito da Área Azul, que não é arrecadar, mas garantir a rotatividade no uso de vagas, especialmente no centro e na região do bairro Redentora. Seria uma forma de revitalizar as estratégias mercadológicas e a concorrência entre os estacionamentos particulares, e beneficiar a população em geral.

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