X
X

Diário da Região

10/01/2018 - 22h54min / Atualizado 10/01/2018 - 22h54min

Cartas do Leitor

Previdência

Entidades ligadas ao setor previdenciário alegam que a previdência não é deficitária. O governo alega que é. Pelo que pude entender, a arrecadação pura e simplesmente, - aquela que é descontada na folha de pagamentos dos empregados, agravada nestes últimos 3 anos pelo desemprego -, a torna deficitária, desde que não se incluam ali outras arrecadações previstas na Constituição que se incorporam à previdência, tornando-a eficiente, o que o governo não mostra.

O ministro Meirelles é muito bom pra resolver problemas através de aumentos nos impostos, solução de canalha, pois não reconhece que já temos uma das mais altas cargas tributárias do mundo com um dos menores índices de retorno, em que a gestão dessa arrecadação é feita de forma a facilitar os desvios, como é o caso da previdência. E o cara de pau ainda fala em se candidatar.

Já não se acredita mais nessa fórmula mágica usada em governos anteriores, como acreditamos no então ministrão da Fazenda do Itamar: FHC com seu plano real, que o elegeu, e cumpriu seus 8 anos de mandato sem um mínimo de investimentos em qualquer área social que fosse, (tivemos o apagão por exemplo). Privatizou todas as grandes empresas de nossa propriedade, triplicando a dívida brasileira pegando dinheiro emprestado pra controlar a inflação.

Cesar Maluf, Rio Preto.

Crise

Constatamos problemas por todo lado, pelos países, indicando uma crise global e não localizada. Essa situação traz insegurança generalizada para os povos e nações. "Existem novas formas de pobreza e fragilidades: os sem abrigo, os refugiados, os povos indígenas, os negros, os nômades, os idosos, pessoas que sofrem formas diferentes de tráfico, mulheres que sofrem maus tratos, menores em situação de risco, os deficientes, os nascituros". (documento 105, CNBB, número 180).

Todos buscam sua forma de superação. Os vizinhos se unem para proporcionar uma cesta básica para uma família carente, seja por desemprego, seja por doença. Outros agitam as notícias nas redes sociais para obter leis que amparem os trabalhadores, protegendo-os com aposentadoria digna.

De outra parte, os representantes do povo (políticos) se esfarfalham em verborreia, jamais deixando claro para a classe popular (de quem querem os votos), justificando suas posições em favor das reformas, estas favoráveis aos empresários e ricos, que financiam suas campanhas eleitorais. O povo, cansado por tanta informação desinformada, ou busca consolo na religião tantas vezes intimista e alienante, ou entra na onda consumista e hedonista, ou recolhe-se no isolamento frustrado.

Antonio de Jesus Sardinha, Jales.

Violência

São consideradas mortes violentas: homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais. O número de assassinatos no Brasil chegou a 61.619 em 2016, cresceu 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização que reúne especialistas, e dados fornecidos pelas secretarias de segurança públicas e polícias Civil e Militar dos Estados.

A taxa média nacional de mortes violentas ficou em 29,9 assassinatos por 100 mil habitantes. Os três Estados com maiores taxas são os nordestinos Sergipe (64,0), Rio Grande do Norte (56,9) e Alagoas (55,9). São seguidos por Pará (50,9), Amapá (49,6), Pernambuco (47,6), Bahia (46,5) e Goiás (43,8). Os menos violentos são São Paulo (11,0), Santa Catarina (15,0) e Minas Gerais (20,7).

A polícia também ficou mais violenta, o que mostra que isso não melhora a situação. E o número de pessoas mortas por policiais atingiu o maior número já registrado. Foram 4.224 casos, uma alta de 27% em relação a 2015. A taxa média do país é de 2 casos a cada 100 mil habitantes. As maiores taxas foram registradas no Amapá (7,5), Rio de Janeiro (5,6) e Sergipe (4,1). São Paulo manteve 1,9, confirmando que é possível reduzir a violência tendo uma Polícia menos violenta.

O perfil padrão desses mortos: 99,3% são homens, 82% têm entre 12 e 29 anos, 17% têm entre 12 e 17 anos e 76% são negros. É assustador a quantidade de adolescentes mortos. O número de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas era de 24.628 em 2014, sendo 44,4% por roubo e 24,2% por tráfico de entorpecentes. Ainda verificou-se que 40% das escolas não possuem policiamento e 70% dos professores e diretores já presenciaram agressão física ou verbal entre os alunos.

O próprio policial também é vítima da violência, cresceu o número de policiais civis e militares vítimas de homicídio. Em 2016, foram 437 mortos, aumento de 17,5% sobre as 372 mortes em 2015.

Nas últimas décadas, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil já conseguiu articular a Igreja para movimentar a sociedade e emplacar leis contra políticos desonestos e, acredito, é a única que pode fazer isso novamente contra a violência.

Mario Eugenio Saturno, Catanduva.

Chatice

A reportagem da revista Veja (10/1) "Não, senhores, não pode mais" aponta condutas a serem evitadas para homens não sofrerem condenações por assédio sexual, tais como cumprimentos com abraços e beijinhos, elogios do aspecto físico, roupas ou perfumes, piadinhas consideradas maliciosas, oferecimento de caronas, almoços ou jantares, reuniões a portas fechadas.

Este medo de sanções vai tornar o relacionamento entre homens e mulheres muito chato, sem graça, prejudicial para os dois lados, apesar de opiniões deferentes de feministas.

Afinal, por que uma mulher gastaria tempo e dinheiro para se embelezar, obedecendo ao instinto natural da sedução, se não pudesse receber uma cantada?

A meu ver, a ofensa maior a uma mulher é a indiferença masculina. O que deve ser proibido e condenado é a insistência, o constrangimento, a chantagem, pois a vontade alheia deve ser respeitada em qualquer circunstância. Em lugar de demonizar, como fazem éticas religiosas, deveríamos curtir a atração sexual como a maior fonte de prazer, que está na base do instinto de conservação da nossa espécie.

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto.

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso