Diário da Região

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09/01/2018 - 23h20min / Atualizado 09/01/2018 - 23h20min

Cartas do Leitor

Desafios

Num momento chamado de "novo ano", sempre surgem disposições renovadas para a pessoa encarar novas oportunidades na construção de ambientes que favoreçam vida melhor. Os brasileiros têm um compromisso com seu país, mas que passa por decisões que comprovem atos de responsabilidade. Há muita coisa a ser feita na vasta diversidade de áreas da cultura moderna brasileira.

O Brasil é um país rico de história. Uma riqueza de atos positivos e de outros negativos. Tem um território privilegiado de oportunidades, bem usado por uns e mal usado por oportunistas e aproveitadores. Mas é uma Nação capaz de superar deficiências e desafios. Supõe seriedade de seu povo, tanto de governos como de governados, porque as responsabilidades são de todas as pessoas.

Aparecem crises e mais crises no cenário nacional. Reina uma onda de corrupção em todos os setores da vida pública. Políticos renomados carcomidos pela prática da desonestidade, desabonando sua continuidade no poder. Mas tudo depende da reação popular, que não conseguiu ainda entender a força que tem nas mãos. Os eleitores continuam se vendendo por poucos frágeis denários.

Refletir sobre o tema do compromisso é tocar na identidade das pessoas. A existência humana é vocacionada para administrar a obra da criação, mas é preciso ouvir a voz de Deus, que chama os indivíduos para a missão. Assim aconteceu com os grandes homens do passado, com patriarcas, profetas e apóstolos. A convocação continua em novos tempos, mas deve ser ouvida e assumida.

Numa sociedade sem limites, mesmo sabendo que tudo é permitido, nem tudo faz bem. A libertinagem é prejudicial e imoral, porque alguém sofre as consequências. É o caso dos atos injustos praticados contra o povo, os desvios públicos, as gestões desonestas, as infidelidades sem compromisso. No que realizamos, estamos ajudando o país a ser uma Nação de respeito e de honestidade?

Continua o tempo da esperança. Apesar da desconfiança na justiça, sempre há uma luz no fundo do poço, mesmo que ele seja muito fundo. Deus é grande e próximo de seu povo. Ele pode tocar no coração das pessoas e as motivar para reconstruir o país, porque nem tudo está perdido. Ele pode fazer surgir líderes "salvadores da pátria", governos legítimos e apoiados na justiça humana e divina.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba, ex-bispo de Rio Preto.

Trapalhadas

E as trapalhadas do governo Temer parecem não ter fim. Desta feita, nomeou a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o honroso cargo de ministra do Trabalho. Acontece que essa senhora tem contra si duas ações na Justiça do Trabalho(sic), devido ao não registro de dois de seus empregados. Claro que ela respondeu, na justiça, pelos atos irregulares, sendo condenada em ambos.

O cargo em epígrafe exige uma pessoa da mais alta honorabilidade, que parece não ser o caso dela. Como pode alguém useira e vezeira de artimanhas ilícitas chefiar um ministério de tamanha importância?

Infelizmente o país está abarrotado de políticos envolvidos nos mais diversos casos de corrupção, propinas e desmandos administrativos. Nesse caso, infelizmente, podemos usar um chavão bem popular e antigo, pois, nos parece que o Presidente da República colocou um "cabrito faminto para tomar conta de uma florida horta". Deus nos acuda!

Armelindo Pestile, Rio Preto.

Recordações

A coluna de Fernando Marques deste domingo, trazendo uma foto do prédio que no início da década de 1970 passaria a abrigar a Fafi - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de S. J. do Rio Preto, 'transportou-me' para um tempo de mágicas lembranças, de 50 anos atrás. Conheci a Fafi em 1968 ao iniciar minha graduação como aluno da 1ª turma do Curso de Matemática, ano em que se iniciaria também a longa saga que vivi na instituição Fafi/Ibilce como seu docente e pesquisador. (Logo após concluir a graduação fui contratado pela Fafi em março de 1972, onde permaneci até a aposentadoria.)

Em 1976, com a atual denominação, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - Ibilce, a Fafi e os demais institutos isolados de ensino superior do Estado passaram a integrar a Unesp. Hoje, com invejável infraestrutura acadêmico-administrativa destinada à produção do saber nos diversos domínios da Ciência, a instituição possui 15 opções de cursos de graduação e 12 programas de pós-graduação (mestrado e doutorado), com cerca de 250 docentes, 200 servidores técnico-administrativos, 2 mil alunos de graduação e 1 mil de pós-graduação.

Pela oportunidade, quero me referir a duas obras em especial, que metem à sua trajetória no tempo. A primeira, o livro "Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras - FAFI: uma história de conquistas e divergências", publicado pelo Ibilce em 2016, destinado a resgatar a memória e preservar a identidade cultural da Fafi. A segunda, o livro "Memórias de vida: um tributo à Fafi e ao Ibilce", quase no prelo, concebido com o objetivo de resgatar parte da história da instituição Fafi/Ibilce mediante relatos da vida pessoal e profissional dos autores, os ex-docentes Adelina Buzzini, Antonio Manoel, Eurípides, Hermione Bicudo, Héstia Tenffus, Laerte Miola, Nilce Loddi, Sebastião Pereira, Wilson Tadini e Zuleika Attab, além de Pedro Bonilha, ex-aluno.

Eurípides A. Silva, Rio Preto.

Música

A TV Globo está confusa. No Caldeirão do Huck, a música mais tocada no ano foi a do Pablo Vittar, aquela que nocauteia qualquer bom gosto. No Fantástico, deu um sucesso do Luan Santana, aquele da destruição do prédio. Qual a mais tocada, qual seu nome? Não sei. Aliás, se existe algo que não me chama a atenção, hoje, é a música brasileira, seja popular, sertaneja, universitária, funk. Tenho culpa de ter ouvido Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Frank Sinatra, Johnny Mathis, Beatles, Stones, Tonico e Tinoco?

Visei Bossan, Rio Preto.

 

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