Diário da Região

16/01/2018 - 14h36min / Atualizado 17/01/2018 - 14h27min

SUA SAÚDE

O que é e como prevenir a infecção do trato urinário em crianças

Estima-se que 8% dos casos ocorre nas meninas e 2% dos meninos apresentarão ITU até os 7 anos de idade

Pixabay A prevenção da ITU consiste na limpeza, que deve ser feita da frente para trás, tanto nas crianças que ainda não desfraldaram quanto nas que já tem controle para urinar
A prevenção da ITU consiste na limpeza, que deve ser feita da frente para trás, tanto nas crianças que ainda não desfraldaram quanto nas que já tem controle para urinar

A Infecção do Trato Urinário (ITU) caracteriza-se pela invasão e multiplicação de germes patogênicos em qualquer segmento do trato urinário, que normalmente é estéril, ocasionando uma bacteriúria sintomática ou assintomática.

As principais responsáveis pela doença são as bactérias provenientes das fezes, sendo a Escherichia coli a mais comum (80-90% dos casos), porém, alguns fungos e vírus também pode desencadeá-la, em casos mais raros.

É um problema mais comum do que se imagina. Estima-se que 8% dos casos ocorre nas meninas e 2% dos meninos apresentarão ITU até os 7 anos de idade. Em lactentes nos primeiros meses de vida, a ITU tem predomínio no sexo masculino, devido à presença de fimose e, após o primeiro ano, é mais comum nas meninas, por razões anatômicas, isso pelo fato da uretra feminina ser mais curta e sua saída ficar próxima ao ânus, o que contribui com o deslocamento de micro-organismos até o trato urinário. O pico de incidência dessa infecção acontece em torno de 3-4 anos de idade, quando a maioria das crianças deixou a fralda e pode reter a urina, sendo que o acúmulo favorece a proliferação de bactérias.

Os sintomas mais frequentes são febre, choro ao urinar, urina com odor fétido e mudança no padrão miccional. A sintomatologia clínica da ITU na infância varia de acordo com a faixa etária, com o segmento do trato urinário acometido pela infecção e com a intensidade da resposta inflamatória.

Nos recém-nascidos e lactentes, a presença de febre sem foco aparente é, na prática, o principal achado da ITU; desconforto respiratório, vômitos persistentes, baixo ganho de peso, prostração, irritabilidade são sintomas gerais que representam o comprometimento sistêmico da ITU em crianças de baixa idade. Em crianças com controle esficnteriano, deve ficar atento caso a criança reclame de dificuldade ou dor ao urinar, urgência miccional, incontinência, enurese secundária, febre, vômitos, dor abdominal, dor lombar.

A prevenção consiste na limpeza, que deve ser feita da frente para trás, tanto nas crianças que ainda não desfraldaram quanto nas que já tem controle para urinar. A criança deve ser orientada a urinar ao acordar e antes de se deitar. Estimular a criança a ir ao banheiro a cada 3 horas, em média, com tempo de micção de 1 e 2 minutos. As meninas devem ser orientadas a urinar sentadas, com os pés totalmente apoiados no chão ou sobre um suporte, procurando relaxar a musculatura perineal, para que ocorra o esvaziamento completo da bexiga, pois o acúmulo de urina na bexiga por longo período é favorável ao crescimento de bactérias.

É necessário que a criança beba bastante líquido e que a dieta seja bem equilibrada e saudável, com frutas, legumes, verduras,carnes e laticínios, o que fortalece a defesa do organismo. E uma dieta balanceada fornece a quantidade de fibras necessária para manter um bom trânsito intestinal, pois se sabe que a constipação intestinal aumenta os riscos de infecção urinária, uma vez que as fezes não são eliminadas como deveriam, favorecendo o acúmulo de germes.

A infecção é confirmada através de uma amostra de urina para a realização do exame de urina I e a urocultura que é necessária para a comprovação diagnóstica. A terapia com antibiótico deverá ser iniciada logo após a coleta adequada de urina para cultura, pois o retardo no início do tratamento pode evoluir para complicações como cicatrizes renais nos casos de pielonefrite, que podem evoluir para doença renal crônica ou hipertensão arterial na vida adulta.

Se a criança apresentar vários episódios de infecção em curto período de tempo, há a necessidade de uma investigação mais profunda para detectar a origem do problema, que pode ser alterações anatômicas que causam refluxo urinário, entre outros problemas.

Fabíola Acayaba de Toledo, pediatra com especialização em nefrologia pediátrica

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