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ALIANÇA PSDB/PSB

Alckmin volta a defender palanque único no Estado


    • São José do Rio Preto
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O governador de São Paulo (PSDB), Geraldo Alckmin, voltou a admitir, nesta segunda-feira, 29, que o ideal seria que os partidos da sua base tivessem apenas um candidato ao governo de São Paulo neste ano. "O que tenho defendido é que se nós pudermos ter um palanque único é melhor", disse.

Para fortalecer seu projeto presidencial, Alckmin já admite a possibilidade de o PSDB perder o comando de São Paulo depois de 24 anos chefiando o Executivo. Neste caso, os tucanos abririam mão da cabeça de chapa pela primeira vez na história do partido para apoiar a reeleição do vice-governador, Márcio França (PSB), que assume o governo em abril quando Alckmin terá de se desincompatibilizar do cargo para se dedicar à candidatura à Presidência.

Para o governador, apesar das dificuldades de PSDB e PSB aceitarem uma candidatura única, a questão seria de "conversar" e de "aproximação". "É natural que o PSDB, que é o maior partido e que está no sexto governo, tenha candidato próprio, mas nunca se deve, em uma negociação, colocar uma precondição. Se nenhum dos partidos abrir mão, teremos dois, três palanques", disse.

Alckmin voltou a afirmar também que a candidatura de França é legítima. E elogiou o vice, afirmando que ele tem ajudado "enormemente" o governo. Segundo Alckmin, não haveria mudança na política de governo com sua desincompatibilização.

O governador, presidente nacional do PSDB, ponderou, no entanto, que a decisão final sobre a candidatura ao governo será tomada pelo Diretório Estadual. No sábado passado, o prefeito João Doria disse que a hipótese de o PSDB não ter candidato próprio "é zero".