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Diário da Região

10/01/2018 - 23h39min / Atualizado 10/01/2018 - 23h39min

FILHA DE ROBERTO JEFFERSON

Juiz mantém suspensa posse de ministra

Gilmar Felix/Agência Câmara A deputada Cristiane Brasil: impedida de ocupar o Ministério do Trabalho
A deputada Cristiane Brasil: impedida de ocupar o Ministério do Trabalho

O juiz federal Vladimir Vitovsky negou nesta quarta-feira, 10, à noite o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e da defesa de Cristiane Brasil (PTB-RJ) para rever a ordem que proíbe a deputada de tomar posse como ministra do Trabalho. Cristiane, que é filha do presidente do PTB e condenado no mensalão, Roberto Jefferson, tomaria posse anteontem, mas na última segunda-feira a cerimônia foi suspensa por decisão liminar (provisória) do juiz federal Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói.

Ele atendeu pedido apresentado em ação popular com o argumento de que seria uma afronta à "moralidade administrativa" nomear para o Ministério do Trabalho uma pessoa condenada em reclamações trabalhistas. Cristiane foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas a um ex-motorista. Mesmo depois do imbróglio jurídico, o PTB manteve a indicação da deputada ao cargo.

Nesta quarta, o governo mudou a estratégia e resolveu recorrer primeiro ao TRF antes de ir ao Supremo Tribunal Federal (STF), como havia prometido na véspera.O Palácio do Planalto resiste a desistir da nomeação de Cristiane Brasil para evitar enfrentamento com o PTB e principalmente com Roberto Jefferson. Auxiliares do governo citam o passado do ex-deputado para lembrar que ele tem influência na bancada e poderia causar problemas na votação da reforma da Previdência em caso de descontentamento.

Auxiliares do presidente têm ressaltado que precisa partir do PTB qualquer sugestão de mudança de nome. Segundo um integrante da base aliada, o melhor dos mundos seria Cristiane Brasil desistir de assumir o cargo.

Independentemente da nomeação da deputada para o Ministério do Trabalho, o PTB não entregará todos seus votos a favor da reforma da Previdência no Congresso. Ao contrário da tese propagada pelo Planalto - a argumentação dada pelo presidente para manter a pasta sob o comando do PTB é garantir os votos - o partido está longe do consenso no tema. "O PTB pode até ter maioria a favor da Previdência, mas não pode garantir a totalidade dos votos. Sou contra a reforma, minha posição é clara. Eu não aceito essa reforma da maneira como ela está colocada", disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), um dos contrários à proposta.

 

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