X
X

Diário da Região

01/02/2018 - 00h10min / Atualizado 01/02/2018 - 00h10min

POLÊMICA NA SUPERLIGA

Tifanny bate recorde e aquece debate

Marcelo Ferrazoli/ Vôlei Bauru Tiffany é a primeira jogadora transexual a atuar na Superliga
Tiffany é a primeira jogadora transexual a atuar na Superliga

A oposta Tifanny Abreu, primeira jogadora transexual a atuar na Superliga Feminina de Vôlei, adotou o silêncio sobre a polêmica criada em torno de suas atuações. Blindada pelo próprio clube, o Vôlei Bauru-SP, a jogadora tem recusado entrevistas exclusivas e só dá declarações sobre assuntos relacionados ao próprio jogo que for disputar ou realizou.

A presença de Tifanny reacendeu o debate sobre a atuação de atletas transexuais nascidos homens nos esportes para mulheres. Atletas, treinadores e torcedores discutem se Tifanny poderia ter vantagens físicas sobre as demais jogadores, principalmente com relação à força.

A discussão ganhou novo impulso nas redes sociais depois de Tifanny ter feito a sua melhor partida no torneio nacional na última terça-feira ao marcar 39 pontos na derrota do Vôlei Bauru para o líder Dentil Praia Clube-MG por 3 sets a 2 - com parciais de 25/20, 25/14, 17/25, 18/25 e 15/13.

Ao marcar 39 vezes, ela bateu o recorde de pontos de uma jogadora em uma mesma partida da competição. A marca anterior pertencia a Tandara, que, em 2013, anotou 37 pontos na vitória do Campinas-SP sobre o mesmo Praia Clube.

O desempenho também está relacionado ao número de vezes em que foi acionada no confronto. Ela recebeu 75 bolas, com 44% de aproveitamento. Ao todo, ela marcou 33 vezes em ataques e seis em bloqueios.

Tiffany recebeu autorização da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para disputar a Superliga no início de dezembro, após quase 10 meses de espera. Em março, ela havia conseguido a liberação da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para competir entre as mulheres.

Na semana passada, a FIVB confirmou a liberação.

Pela legislação do Comitê Olímpico Internacional (COI), uma atleta transgênero está autorizado a competir em alto rendimento entre mulheres desde que não produza uma quantidade de testosterona que ultrapasse 10 nanomol por litro de sangue nos 12 meses anteriores à competição. Tifanny costuma apresentar 0,2 nanomol/l de testosterona em seus exames, cumprindo os requisitos do COI.

Hoje, Tifanny tem 33 anos. Ela iniciou a transição de gênero em 2012, realizou um tratamento hormonal e cirurgia de adequação sexual. Antes da transição, ela participou de ligas masculinas de vôlei em Portugal, Indonésia, Espanha, França, Holanda e Bélgica. A polêmica deve se estender ao longo deste primeiro trimestre, pois o COI pretende discutir o tema novamente após os Jogos Olímpico de Inverno, que serão disputados em fevereiro, na Coreia do Sul.

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso