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Diário da Região

13/01/2018 - 19h59min / Atualizado 13/01/2018 - 19h59min

REGRAS DO PROFUT

Lei muda mercado e cai contratações

A movimentação tímida nas contratações no início de temporada passa pelas dificuldades financeiras dos clubes brasileiros e um temor: o risco de exclusão do Profut, programa de refinanciamento das dívidas criado em 2015. Quase todos os clubes da Série A aderiram, sendo que o programa prevê a exclusão do time e a execução imediata das dívidas com o atraso das parcelas por três meses seguidos ou a antecipação de receitas acima do permitido.

Ao todo, 137 clubes do País entraram no programa, mas cerca de 10% já o deixaram por dificuldades em cumprir as regras ou por decisão própria. A Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut), autarquia responsável por fiscalizar as agremiações, mantém em sigilo a situação de cada um, informando apenas que Palmeiras e Chapecoense são os times da Série A que não integram o Profut.

O programa prevê uma série de regras. A possibilidade de exclusão imediata após atraso no pagamento de três parcelas é a que mais preocupa. Além de colocar o clube sob risco de ter suas dívidas executadas imediatamente, o programa coloca na mira da Justiça também seus dirigentes. Pelo menos um presidente de clube já teve bens bloqueados por causa disso. "(No balanço de) 2015 você teve a questão da implantação do Profut, em 2016 das luvas (pela assinatura de novos contratos de TV). Em 2017, de repente, a gente vai ter a real amplitude de como está a saúde financeira de cada clube", disse o presidente da Apfut, Luiz André Mello. "Desde junho a gente tem feito controles trimestrais. A gente vê o orçamento previsto, as receitas previstas. Se ele estivesse muito longe, a gente já chamava as entidades para conversar".

A Apfut trabalha com uma estrutura enxuta. A autarquia ocupa uma sala na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e reúne cinco pessoas. Técnicos da Procuradoria Nacional da Fazenda, da Receita Federal, do Banco Central e da Caixa cruzam as informações fornecidas pelos clubes e, a partir disso, a entidade tem um retrato mais fiel da situação financeira de cada um.

Práticas que eram comuns para inflar orçamentos estão sendo revistas. "Muitos clubes falavam 'ah, a gente vai vender jogador'. São três grandes áreas. Primeiro é a venda de jogador, que pode ser um ou podem ser 100. Depois tem o patrocínio, e agora a premiação. Os clubes costumam ser mais livres (nesses quesitos), e a gente procura questão mais realista", explicou.

 

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