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Diário da Região

26/01/2018 - 23h40min / Atualizado 27/01/2018 - 16h24min

BOA NOTÍCIA

Emprego em Rio Preto volta a ficar no azul

Depois de dois anos terríveis para o trabalhador com carteira assinada em Rio Preto, 2017 foi um ano positivo, com saldo de 2.210 vagas; não é muito, mas já sinaliza melhora no cenário

Johnny Torres 26/1/2018 Renan Mendonça conseguiu emprego depois de três meses
Renan Mendonça conseguiu emprego depois de três meses

Ao contrário do que houve no Brasil, que manteve o resultado negativo para o emprego formal pelo terceiro ano consecutivo, em Rio Preto, 2017 foi um ano para - se não recuperar - pelo menos reverter dois anos de perdas. No ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o saldo fechou em 2.120 vagas, resultado de 57.186 contratações e 55.066 desligamentos.

O desempenho do ano passado ainda é tímido perto do tamanho de Rio Preto, mas sinaliza uma quebra num ciclo negativo vivido em 2015 e 2016. No primeiro ano da crise econômica, o mercado de trabalho local perdeu 2.885 vagas. Em seguida, no pior ano da história para o emprego em Rio Preto, foram encerradas 4.667 vagas de trabalho. Em 2014, para se ter uma ideia, a cidade havia fechado com saldo positivo de 3,3 mil vagas.

No Brasil, a perda de empregos no ano passado chegou a 20.832 vagas. É ruim, mas nada comparado aos desempenhos dos dois anos anteriores. Em 2016 o saldo foi negativo em 1.326.558 vagas e, em 2015, houve queda de 1.534.989 postos de trabalho no País.

O economista Ary Ramos afirma que, ao se olhar em retrospectiva, de fato os números são para comemoração, afinal Rio Preto e o Brasil já chegaram ao fundo do poço. "A perspectiva é de reverter a situação, mas a recuperação vai ser lenta e gradual porque o problema do Brasil é mais político do que econômico", disse. Além disso, segundo o especialista, se não houver um compromisso real com sustentabilidade da questão fiscal será difícil sustentar esses números", afirmou.

Em Rio Preto, no ano passado, o desempenho anual foi sustentando especialmente pelo setor de serviços, que colaborou com 2.564 vagas. O comércio aparece na segunda colocação, positiva, mas com 275 vagas. O pior desempenho em 2017 foi do setor da construção civil, que encerrou 906 postos de trabalho. O outro setor a ter desempenho negativo foi a agropecuária, que perde 79 postos de trabalho.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

Em 2016, no pior ano para o emprego formal em Rio Preto, quem mais demitiu foi o comércio (-1.480), seguido pela indústria (-1.399) e ainda a construção civil (-1.074). O setor de serviços também sucumbiu, com a perda de 613 empregos.

Em novembro do ano passado, o projetista de estruturas Renan Alexandre Rodrigues Mendonça, 27 anos, conseguiu voltar ao mercado, depois de três meses desempregado. Nesse período, ficou trabalhando informalmente, em casa. O que ajudou a voltar para o mercado mais rapidamente foram as experiências anteriores. "Trabalho desde os 17 anos na área. Meu currículo ajudou, assim como as indicações do pessoal da área."

Mendonça diz que que não passou por uma situação de aperto financeiro por conta de um dinheiro que havia poupado. "Estou muito feliz por ser uma grande empresa. O trabalho fixo sempre traz tranquilidade financeira."

Dezembro

Os cinco meses de resultados negativos de 2017 não foram suficientes para derrubar o emprego na cidade, apesar do susto de dezembro. O último mês do ano foi o pior deles, com a perda 1.061 vagas.

Se no ano o setor de serviços foi o melhor, em dezembro foi o que mais demitiu, 739 trabalhadores. Em seguida aparece a construção civil, que fechou com saldo negativo de 294 vagas. A indústria da transformação também registrou desempenho negativo, com saldo de -199 postos de trabalho. O comércio quebrou o ciclo, mas não o suficiente, e terminou dezembro com saldo positivo de 170 vagas.

Região

Para a região de Rio Preto, o ano passado acabou melhor para a maioria dos municípios. Levantamento que inclui 34 cidades mostra que 21 tiveram resultado positivo e 13, negativo. O melhor desempenho foi registrado em Bebedouro, que fechou com saldo de 4.203 vagas. Votuporanga também teve resultado relevante, com saldo de 2.081 vagas.

Na outra ponta, o pior desempenho ficou com Barretos, com -1.183 vagas. A empregabilidade também não foi boa para Santa Fé do Sul, que perdeu 483 postos de emprego. Bady Bassitt encerrou o ano com saldo negativo de 351 empregos.

(colaborou Larissa Lima)

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