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Diário da Região

27/01/2018 - 19h14min / Atualizado 27/01/2018 - 19h14min

SETOR AQUECIDO

Mercado imobiliário está animado com 2018

Construtoras acreditam na recuperação da economia e projetam lançamentos para Rio Preto e região

Guilherme Baffi 25/1/2018 Caroline Sthephanie Oliveira, de 21 anos, comprou seu primeiro apartamento e deve pegar a chave até o fim do ano
Caroline Sthephanie Oliveira, de 21 anos, comprou seu primeiro apartamento e deve pegar a chave até o fim do ano

Caroline e Claudia compraram o primeiro imóvel no ano passado. A primeira comprou na planta e espera ansiosamente pela entrega das chaves. A segunda já se mudou e comemora a saída do aluguel. São histórias como a dessas duas mulheres que animam construtoras, imobiliárias e representantes do mercado imobiliário de Rio Preto para 2018. As perspectivas são bastante positivas, calcadas também na redução dos juros básicos e na leve recuperação da atividade econômica.

Uma das notícias mais recentes a animar o setor foi a retomada, pela Caixa Econômica Federal, em janeiro, da linha de crédito Pró-Cotista, assim como o aumento do teto para financiamento de imóveis, agora em 70%. A Pró-Cotista é destinada a trabalhadores com conta no FGTS e tem juros que variam de 7,58% a 8,66% ao ano. "O interessante dessa linha é que ela consegue pegar outros clientes que não se encaixam no programa Minha Casa Minha Vida", explica o diretor do Sindicato da Habitação (Secovi) em Rio Preto, Alessandro Nadruz.

De acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, muitas pessoas dependem da venda de um imóvel usado para comprar um novo e com regras que facilitem o financiamento de unidades no setor secundário, o comprador chega ao segmento de novos mais facilmente. Em nota do sindicato, o especialista afirmou que notícias como essas melhoram os índices de confiança, fundamental na decisão pela aquisição e pelo financiamento imobiliário. "De maneira geral já sentimos melhora no mercado no segundo semestre do ano passado. E o que ocorre no mercado da capital, com algum 'delay', se repete em outras praças também. Esperamos fechar 2017 com alta entre 15% e 25% de lançamentos e vendas na capital em relação a 2016", disse.

 

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Belisário/Editor de Arte)

Segundo Nadruz, o segmento já está com atividade mais aquecida. Isso inclui melhora boa na procura por locação e até vendas, o que indica boas perspectivas. Para o consumidor, a boa notícia é que os preços estão baixos, já que o que estava fora da faixa teve de ser reduzido. "As pessoas estão saindo do sufoco da dívida e os lançamentos também estão indo bem, principalmente de dois dormitórios econômico e dois dormitórios de luxo", afirmou.

Segundo o diretor regional do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) de Rio Preto, Germano Hernandes Filho, o clima é mesmo de otimismo, em função dos lançamentos, o que gera impacto positivo na geração de empregos. "As empresas estão se mexendo e movimentam uma cadeia grande, de empresas de projetos, consultorias e depois todo o segmento da construção", afirmou.

As construtoras que atuam em Rio Preto e região também estão animadas, visto que já têm em seus planejamentos lançamentos previstos para este ano. Por conta de informações de mercado, não abrem muito o jogo sobre detalhes dos empreendimentos imobiliários, mas já dá para se ter uma ideia da retomada dos investimentos, mantendo um movimento já iniciado no ano passado na cidade.

A construtora MRV Engenharia, que atua no segmento popular, tem quatro empreendimentos previstos para o ano, num total de 1,1 mil unidades. As regiões de atuação são a norte e também o bairro Cidade Jardim, uma novidade. "Nosso otimismo é em função do resultado de 2017, que registrou crescimento de 17% de um semestre para outro", afirmou a coordenadora de vendas da empresa, Fernanda Ferreira.

No ano passado, foram dois lançamentos, com 900 unidades, na região da represa e outro também na região norte. Segundo Fernanda, um dos empreendimentos já foi totalmente vendido e o outro será dentro de dois meses, o que sinaliza um bom período de comercialização. "Os consumidores estão conseguindo voltar a comprar. Muita gente é autônoma e não consegue comprovar renda, mas os bancos perceberam e estão flexibilizando", disse.

Construtoras investem em lançamentos na região

A Hugo Engenharia acredita que este ano será ainda melhor, também em função do incremento de vendas registrado no ano passado, de 15%. O movimento é de retomada, mas a cautela também está presente em função de eventos grandiosos que marcam o ano, como Copa do Mundo, eleições presidenciais e ainda os desdobramentos da operação Lava-Jato e seus efeitos na política. "O sistema financeiro está bem estruturado, houve queda na inadimplência e como houve pouca concessão de crédito, há um maior apetite para vender e maior flexibilidade para aquisição de crédito", afirmou Hilton Hugo, diretor da empresa.

Segundo ele, o fato de as taxas de juros estarem baixas favorece os investidores a deixar o mercado financeiro e buscar rentabilidade em ativos imóveis. "Os preços estão oportunos para compra e em função da crise de 2015, 2016, a velocidade de vendas caiu e ainda há estoque", afirmou.

Para este ano, a construtora vai lançar dois empreendimentos, já aprovados, num total de R$ 130 milhões de Valor Geral de Vendas (VGV). Para o biênio 2019, serão outros dois. As obras serão na zona sul de Rio Preto, destinados a públicos dos segmentos A e B. No ano passado, também foram dois lançamentos.

O diretor de incorporações do grupo Tarraf, Júlio Prado, afirma que a empresa está bastante otimista e tem duas áreas para desenvolvimento no segmento vertical. Um será de médio padrão e outro, de alto, na região do shopping Iguatemi. "Rio Preto está focada na verticalização agora, para ocupação dos vazios urbanos", explicou.

Segundo ele, o problema da segurança aérea - que restringe a altura dos edifícios, em função de o aeroporto estar localizado bem no meio da cidade - afeta todas as empresas do setor, mas está sendo contornado. A construtora optou por construir prédios mais largos e mais baixos. "Apostamos muito no crescimento da cidade do outro lado da BR-153", afirmou.

No ano passado, a empresa não fez lançamentos em Rio Preto, mas escolheu Bady Bassitt e Potirendaba, onde já houve 100% de comercialização dos imóveis. "O pior ano foi 2016, mas já estamos nos afastando, há fatores positivos."

A Setpar tem projeção de lançar seis loteamos no estado de São Paulo neste ano, cinco deles na região de Rio Preto. Entre os destaques do ano, um loteamento fechado em Mirassol, outro na região Leste de Rio Preto e um em Engenheiro Schmitt. Os empreendimentos atingem as diferentes classes sociais, desde assalariados até profissionais liberais e investidores.

De acordo com o gerente de marketing da empresa, Angelo Kelm, mesmo com a lenta recuperação da economia no País, a expectativa é de alta. "Em 2017 conseguimos atingir nossas metas lançando três empreendimentos e baixamos nosso estoque, além de nos fortalecer para fazermos um 2018 com muitos lançamentos", disse.

A Rodobens Negócios Imobiliários (RNI) é uma companhia de capital aberto, portanto não pode adiantar o cronograma de projetos que ainda não são públicos. "Rio Preto é um mercado estratégico para a RNI. Não só porque nossa origem está aqui, mas porque a cidade tem potencial para empreendimentos de diversos perfis. No ano passado, lançamos o Green Home, condomínio de alto padrão, com excelente aceitação. Quanto a futuros lançamentos, estamos sempre avaliando novas oportunidades e podemos ter novos projetos na cidade", explica Alexandre Mangabeira, co-presidente da RNI. (LM)

Habitação popular terá obras

O segmento de habitação popular segue animado na região. A Pacaembu Construtora pretende lançar 2.388 unidades na região de Rio Preto. Serão três empreendimentos, em Olímpia, Votuporanga e Rio Preto, que estão em fase de aprovação financeira. Segundo o diretor financeiro, Victor Almeida, em Rio Preto, o projeto terá os mesmos moldes dos outros: bairro planejado, com cerca de mil unidades e preços na faixa de 1,5 e 2 do Minha Casa Minha Vida.

De acordo com Almeida, já foi possível observar a melhora da economia, o que se traduz em confiança para compradores e investidores. "O segmento mais popular não sofreu tantos solavancos quanto o de mais alta renda, mas ainda assim foi impactado pelo desemprego", disse.

E mesmo com a demanda reprimida do segmento, faltava confiança ao consumidor, o que já foi retomado. "Investir em habitação é uma decisão de longo prazo, que requer confiança. Sentimos que está voltando", disse.

Ainda neste ano, a empresa vai entregar dois novos bairros planejados: o Vida Nova Dignidade, com 1.536 moradias na região norte de Rio Preto, e o Vida Nova Votuporanga 2, com 783 moradias na região oeste de Votuporanga. Todas as unidades já foram comercializadas. (LM)

Casa própria é sonho realizado

A vendedora Caroline Sthephanie de Oliveira, 21 anos, achou que não fosse conseguir realizar o sonho da casa própria, mas insistiu e, apoiada na persistência do corretor, espera para dezembro pegar as chaves do seu primeiro apartamento. "O processo demorou seis meses, eu precisava comprovar a renda, achava que não ia conseguir, mas quando o banco aprovou, foi uma felicidade."

Mãe de um garoto de cinco anos, Enzo, Caroline conta que fez um financiamento pela Caixa Econômica em que vai pagar R$ 520 durante 360 meses. A entrada foi parcelada pela construtora e começa a ser paga em março. O negócio foi fechado em dezembro. O financiamento começa a ser quitado quando as chaves forem entregues, no fim deste ano. "A expectativa do meu filho é maior do que a minha, além do meu sonho da casa, o dele foi realizado, de ter uma piscina."

A secretária Claudia Aparecida dos Santos, 36 anos, solteira, também comprou seu apartamento no ano passado, mas ele já estava pronto. Ela conta que também fez um financiamento e vai pagar a mesma quantia que gastava com o aluguel. "Morei dez anos de aluguel. É um dinheiro que não tem volta. Queria muito ter meu próprio canto", afirma.

Segundo Claudia, o processo de compra foi rápido e tudo correu tranquilamente, com a entrega das chaves antes mesmo do período acordado. "Realizei um sonho". A fé em Deus faz a gente ir além dos limites", diz. (LM)

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