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Diário da Região

31/01/2018 - 23h19min / Atualizado 31/01/2018 - 23h19min

EMPREGO

Trabalho formal se recupera

Taxa de desemprego recua no 4º trimestre, mas a média de 2017 é a mais alta desde 2012

Edson Lopes Jr/Governo do Estado de São Paulo Um milhão de trabalhadores ocupados deixaram de contribuir para a Previdência Social em 2017
Um milhão de trabalhadores ocupados deixaram de contribuir para a Previdência Social em 2017

O mercado de trabalho manteve a tendência de melhora gradual na reta final de 2017. A taxa de desemprego recuou de 12,4% no terceiro trimestre para 11,8% no quarto trimestre. A média do ano, porém, foi de 12,7%, a mais elevada da série histórica iniciada em 2012, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo IBGE.

Houve geração de vagas e recuo no número de pessoas em busca de emprego. A qualidade dos postos de trabalho criados, porém, permanece precária. O total de empregados com carteira assinada no setor privado desceu ao menor patamar da série histórica. Como consequência, 1,1 milhão de trabalhadores ocupados, em média, deixaram de contribuir para a Previdência Social em 2017.

"Houve aumento de empregos sem carteira, de trabalhadores por conta própria e de emprego doméstico. Por mais que seja uma forma de sobrevivência, essas pessoas não estão contribuindo para a Previdência. Não é bom para a pessoa, não é bom para o País, não é bom para ninguém", declarou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O trabalho doméstico, por exemplo, serve de alternativa para trabalhadores que não encontram colocação em outras áreas, segundo Azeredo. Apenas no quarto trimestre de 2017, 204 mil pessoas conseguiram uma colocação no mercado de trabalho como empregado doméstico.

"Nenhum País se sustenta com ocupação de baixa qualidade. A falta de oportunidade é que gera esse aumento", afirmou Azeredo, acrescentando que a redução da formalização do emprego e a maior insegurança sobre a renda familiar também reduzem o ímpeto de contribuição à Previdência de quem trabalha na informalidade e contribui por conta própria.

Segundo José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista-chefe da Opus Gestão de Recursos, a recuperação começar pelos empregos mais associados à informalidade faz parte dos ajustes do mercado de trabalho.

"Como o empresário ainda não tem certeza se a retomada é de longo prazo, ele tende a contratar trabalhadores informais primeiro. Se por um acaso a retomada não vingar, o empresário pode demitir aquele trabalhador informal que é mais barato. À medida que a retomada ganha corpo, o emprego formal também volta a crescer", disse.

Analistas do mercado de trabalho dizem que o pior ficou para trás e que a perspectiva para 2018 é positiva. "A expansão da ocupação e dos rendimentos, em um quadro inflacionário benigno e de maior concessão de crédito às pessoas físicas, reforça a perspectiva de alta adicional do consumo das famílias em 2018, vetor que deve proporcionar o maior impulso à atividade econômica", disse Thiago Xavier, da Tendências Consultoria.

Camargo, da PUC-Rio, prevê que a taxa de desemprego atingirá nível de um dígito ainda este ano. Em suas contas, a taxa pode ficar em 9,5% no quarto trimestre de 2018.

 

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