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Diário da Região

17/01/2018 - 23h22min / Atualizado 17/01/2018 - 23h22min

APÓS 6 ANOS DE BAIXA

Financiamento de veículo volta a 'acelerar'

Melhora é reflexo é reflexo da redução da taxa básica de juros no mercado, a Selic

Guilherme Baffi/Arquivo Condições mais favoráveis animaram o consumidor a demandar mais crédito por carro zero quilômetro
Condições mais favoráveis animaram o consumidor a demandar mais crédito por carro zero quilômetro

Após seis anos de queda, o número de veículos zero quilômetro que foram adquiridos por meio de financiamento voltou a crescer em 2017. Foram 1,8 milhão de unidades financiadas no ano passado, alta de 3,5% em relação ao resultado de 2016, mostra levantamento feito pela B3, que considera automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas.

O aumento das vendas financiadas, segundo analistas, é reflexo da redução da taxa básica de juros, a Selic, e do fato de o desemprego ter começado a cair em 2017. As condições mais favoráveis, que reduzem o risco de calote, levaram o brasileiro a demandar mais crédito e diminuíram um pouco a restrição dos bancos em liberar o dinheiro.

De acordo com a Fenabrave, associação que representa as concessionárias de veículos, o nível de aprovação de pedidos de financiamentos, que durante o período de retração do setor era de três a cada 10, subiu para quatro a cada 10 no segundo semestre do ano passado. Em 2012, quando as vendas bateram recorde, chegou a ser de sete a cada 10.

O crescimento das vendas financiadas, no entanto, foi menor do que o do mercado de veículos como um todo, que também inclui as vendas à vista. Enquanto os financiamentos subiram 3,5%, o mercado avançou 9,2%. Boa parte da discrepância se deve ao fato de que a retomada do mercado, que subiu em 2017 depois de quatro anos de queda, foi impulsionada principalmente pela demanda de consumidores de maior renda, que dependem menos do crédito e foram menos afetados pela crise econômica.

Segmentos

Em um recorte que considera somente os veículos leves novos, os financiamentos cresceram 7% no ano passado em relação a 2016, para 1,138 milhão de unidades, a primeira alta desde 2012. O volume representa 52% das vendas totais de veículos leves em 2017, um pouco abaixo dos 53% registrados no ano anterior.

As vendas financiadas de veículos pesados, que somam caminhões e ônibus, também cresceram, a um ritmo de 12,5%, para 63,8 mil unidades. Já as motos, que são um segmento mais dependente do crédito, tiveram retração de 3,5% nos financiamentos, para 593,7 mil unidades.

Dezembro

O último mês de 2017 também apresentou crescimento nas vendas financiadas, considerando todos os segmentos. Foram 170,9 mil unidades vendidas com a ajuda do crédito em dezembro, 8,7% a mais que em igual mês do ano anterior e 9,7% de alta em relação a novembro.

Novos e usados

Na conta da B3 que considera tanto os veículos novos quanto os usados, os financiamentos cresceram 9,7% em 2017, para 5,1 milhões de unidades. Só em dezembro, foram 470,9 mil veículos, avanço de 4,8% na comparação com dezembro de 2016 e de 4,9% ante o resultado de novembro. A participação do Crédito Direto ao Consumidor (CDC), modalidade de financiamento mais usada no mercado, subiu de 80,7% em 2016 para 83,5% em 2017.

 

Produção de motos cai 0,5% em 2017

A produção de motocicletas no Brasil caiu mais uma vez em 2017, pelo sexto ano consecutivo, mostra balanço divulgado nesta quarta-feira, 17, pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). A retração, de 0,5%, levou à fabricação de 882,8 mil unidades, menos da metade do recorde alcançado em 2011, quando 2,1 milhões de motos saíram das fábricas.

O recuo foi causado pelo desempenho das vendas no mercado interno, que caíram 5,4% no ano passado, com o emplacamento de 851 mil unidades. Os resultados negativos vão na contramão do de automóveis, no qual a produção e as vendas voltaram a crescer em 2017, depois de quatro anos de recuo.

A diferença se deve ao fato de que o público alvo do mercado de motos, que em geral é de baixa renda, sofreu mais com a crise e o desemprego. Portanto, é um consumidor que tem mais dificuldade para obter crédito com os bancos para financiar a sua compra, em razão do risco de calote. A produção de 2017 só não foi pior porque a demanda em outros países cresceu. As exportações subiram 38,6% no ano passado, para 81,7 mil unidades.

Dezembro

No último mês de 2017, a produção somou 69 mil unidades, um pouco mais que o dobro do resultado de dezembro de 2016. Em relação a novembro, no entanto, as fabricantes registram queda de 17%. No mercado brasileiro, as vendas alcançaram 77,4 mil unidades em dezembro, baixa de 5,4% na comparação com igual mês do ano anterior, mas alta de 18,6% ante novembro. As exportações, por sua vez, somaram 7,1 mil unidades, aumento de 11% ante dezembro de 2016, mas recuo de 7,4% sobre o resultado de novembro.

2018

A produção de 2017 ficou aquém da expectativa da Abraciclo, que esperava aumento de 0,3%. Com a base comparativa mais enfraquecida, a associação ampliou algumas de suas projeções para as taxas de crescimento neste ano, que haviam sido divulgadas pela primeira vez em dezembro do ano passado. O avanço esperado para a produção, que antes era de 5,1%, passou para 5,9%, para 935 mil unidades. No caso das exportações, a alta prevista saiu de 2,4% para 3,9%, para 85 mil unidades. Já a projeção para as vendas no Brasil, que era de expansão de 2,1%, passou para 1,6%, para 865 mil unidades, já considerando que as vendas ficaram um pouco acima do previsto em 2017.

"Os números fortalecem cenário de retomada dos negócios e devem se intensificar em 2018", diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

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