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Diário da Região

12/01/2018 - 23h47min / Atualizado 12/01/2018 - 23h47min

REBAIXAMENTO DA NOTA DE CRÉDITO

Para S&P, Brasil teve progresso lento

Atraso na Reforma da Presidência é um dos pontos criticados na análise da agência

Reprodução Standard & Poor's afirma que existe uma incapacidade do governo em atacar restrições no Orçamento
Standard & Poor's afirma que existe uma incapacidade do governo em atacar restrições no Orçamento

A diretora-executiva de ratings soberanos da S&P Global Ratings, Lisa Schineller, explicou nesta sexta-feira, 12, que o rebaixamento da nota de crédito do Brasil é reflexo da avaliação institucional que a agência de classificação de risco faz do País atualmente.

Embora tenha reconhecido que a gestão do presidente Michel Temer apresentou alguns avanços, como a reforma trabalhista e as mudanças no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o governo fez "progresso lento" para adotar medidas estruturais na área fiscal. "Ocorreram constantes atrasos para a reforma da Previdência", lembrou a diretora da S&P.

Lisa também mencionou que a questão da regra de ouro foi tema de pressão em debates no campo fiscal e avaliou que existe uma incapacidade de atacar restrições no Orçamento da União.

Como aspecto positivo, a diretora da agência citou o combate à corrupção no Brasil, o ganho de credibilidade do Banco Central (BC) com o mercado financeiro e os avanços no setor externo.

Lisa também lembrou que a economia brasileira tem se estabilizado, mas que não espera uma recuperação em "V" nos próximos anos, ou seja, uma reação econômica tão rápida e intensa quanto foi a recessão nos últimos anos.

Candidatos e as reformas

Lisa considerou que há um desafio sobre como os candidatos à Presidência da República vão focalizar as reformas fiscais. "Há cenário de que pode haver pouca evolução de reformas fiscais após eleições", disse a diretora, em teleconferência com jornalistas. "Vamos ver ao longo do tempo se próximo governo avançará em reformas estruturais", acrescentou.

Para Lisa, o Brasil deve apresentar, nos próximos anos, média de crescimento econômico menor que a de seus pares. "Componentes fiscais do Brasil são extremamente fracos", pontuou. "Se houver melhora da área fiscal ao longo do tempo poderá se positivo para o Brasil", afirmou.

Teto de gastos

Uma eventual aprovação da reforma da Previdência Social no decorrer deste ano pelo Congresso não altera a expectativa da S&P Global Ratins para a evolução das condições fiscais do Brasil para este ano, comentou Lisa. "Persistentes atrasos da reforma mostram um padrão de progresso lento desta questão", disse.

Na avaliação de Lisa, "é difícil a evolução do cenário de reformas no Congresso, mesmo com empenho do governo Temer". Ela também ressaltou que "será difícil" cumprir o teto de gastos pelo Poder Executivo nos próximos anos "sem mudanças estruturais fiscais", entre elas a reforma da Previdência Social.

Expectativas de inflação

Segundo Lisa, o Banco Central executa de forma sólida a política monetária e está sendo bem sucedido na ancoragem das expectativas de inflação, num contexto no qual o IPCA ficou abaixo da meta em 2017, comentou Lisa.

"O Banco Central reconquistou credibilidade junto ao mercado. A gestão da política monetária é uma força comparativa do Brasil", comentou a representante da S&P.

Eleições

Lisa afirmou que "quando analisamos eleições, não observamos candidatos nem retórica de campanha". Ela não fez avaliações sobre eventuais efeitos para as contas públicas do País com a vitória de um candidato específico para o pleito presidencial deste ano.

 

Nota dada a bancos cai

A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou o rating de diversas instituições financeiras brasileiras, incluindo Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 12, a S&P comentou que o corte na nota soberana do Brasil de BB para BB- e a revisão da perspectiva de negativa para estável foi motivada devido aos progressos mais lentos que o esperado feitos pelo País em relação à estrutura fiscal e ao aumento dos níveis da dívida.

"Como resultado, realizamos várias ações de rating em 29 instituições financeiras brasileiras e companhias de seguros que têm relação com o nível soberano, refletindo a mesma ação de rating do Brasil", afirmou a instituição.

A S&P rebaixou o rating de longo prazo e em escala global de 15 instituições de BB para BB- e adotou perspectiva estável. Já a classificação de longo prazo em escala nacional foi reafirmada em brAA.

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