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Diário da Região

17/01/2018 - 23h20min / Atualizado 17/01/2018 - 23h20min

Desemprego

Indústria fecha 1.050 postos de trabalho em Rio Preto e região

Número se refere ao mês de dezembro de 2017, mas Ciesp aponta sazonalidade típica da época de final de ano e acredita que setor pode reagir nos próximos meses

Guilherme Baffi/Arquivo Confecção de artigos do vestuário e acessórios foi um dos setores com maior variação negativa
Confecção de artigos do vestuário e acessórios foi um dos setores com maior variação negativa

O nível do emprego na indústria em Rio Preto (região composta por 102 municípios) apresentou resultado negativo no mês de dezembro de 2017, de acordo com a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, realizada pela Fiesp e pelo Ciesp. A variação atingiu a marca de -1,23%, resultando no fechamento de 1.050 postos de trabalho.

Em novembro, o índice foi de -1,07%, o que representou a perda de 950 postos de trabalho no segmento em 102 municípios da região de Rio Preto.

O saldo total acumulado em 2017 ficou em -1,26%, representando uma queda de aproximadamente 1.100 postos de trabalho.

O nível do emprego industrial em Rio Preto no mês de dezembro/2017 foi influenciado pelas variações negativas de Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (-7,31%); Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-7,99%); Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-2,50%) e Produtos Alimentícios (-0,56%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.

Para o presidente da diretoria regional do Ciesp de Rio Preto, Luis Fernando Lucas, embora o número tenha sido negativo, não há motivos de alerta. "Ainda não temos um sinal claro de retomada da economia, então muitas vezes a alternativa são as demissões. Outro fator que leva a esse número é a sazonalidade, que é comum para época. Se nos próximos meses o resultado também for negativo, aí sim há motivo de alerta", disse Lucas.

Em relação ao mesmo período em 2016, temos um cenário melhor, já que em dezembro de 2016 o resultado foi negativo em 1,63%.

No Estado

O Estado de São Paulo teve 35 mil postos de trabalho na indústria fechados em 2017. Apesar do número alto, foi o melhor resultado desde 2011 (quando registrou saldo de - 1.500). A variação acumulada do ano foi de - 1.62%, sem ajuste sazonal. Já a variação apontada para o mês de dezembro de 2017, quando foram fechadas 33 mil vagas, foi de -1,53 em relação a novembro, também sem ajuste sazonal.

Indicadores regionais

Das 36 regiões do estado consideradas na pesquisa, 8 tiveram desempenho positivo em relação ao emprego e 28 ficaram negativas.

Os destaques ficaram com Limeira, com uma alta de 7,51% no ano, Araraquara, com 3,09% de expansão e Mogi das Cruzes (1,93%). O resultado está relacionado a produtos diversos e veículos automotores e autopeças em Limeira, outros equipamentos de transporte e produtos de borracha e plástico em Araraquara e produtos têxteis e alimentícios em Mogi das Cruzes.

As piores performances ficaram com Botucatu, perda de 15,72% de vagas, Araçatuba (-9,38%) e São João da Boa Vista (-8,29%). Isso em decorrência dos setores de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos e produtos minerais não metálicos em Botucatu, confecção de artigos de vestuário e acessórios e móveis em Araçatuba e produtos de minerais não metálicos e produtos de borracha e material plástico em São João da Boa Vista.

 

Crédito para 'pequenas'

Pra tentar reverter a queda no crédito para micro e pequenas empresas (MPEs) que ocorreu nos últimos anos, o Sebrae e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram nesta quarta-feira, 17, um acordo de cooperação que pode beneficiar até 280 mil empresas de menor porte. Um dos objetivos é facilitar a concessão de empréstimos com recursos do banco de fomento por meio de parcerias com as chamadas "fintechs de crédito" - empresas de tecnologia que propõem soluções para tornar as finanças um terreno mais amigável. Pra isso, disponibilizará uma linha de crédito para micro e pequenos empreendedores de R$ 6 bilhões.

As concessões deverão atingir 280 mil negócios enquadrados nessa modalidade, ao longo de dois anos.

De acordo com o Banco Central, o volume de crédito concedido para micro e pequenas caiu bastante nos últimos quatro anos. Entre 2014 e 2017, os bancos públicos e privados reduziram os empréstimos em 33% para as micro e em 29% para as pequenas firmas.

A parceria pretende beneficiar até 150 mil microempreendedores individuais (MEIs), 90 mil microempresas e 40 mil empresas de pequeno porte.

"Não é simplesmente assinar um convênio, mas fazer acontece", definiu o diretor-presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

MEI deve estar em dia

Todos os Microempreendedores Individuais (MEI) que não fizeram nenhum pagamento dos tributos nos três últimos anos e também não estão em dia com as Declarações Anuais do Simples Nacional (DASN-SIMEI) poderão ter o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) cancelado a partir de terça-feira, 23.

O prazo final para regularização acaba na segunda-feira, 22. Até lá, é preciso quitar pelo menos um dos pagamentos pendentes entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017 e preencher as declarações dos anos de 2015 e 2016.

"As baixas dos CNPJs foram aprovadas pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM), vinculado à Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, de acordo com a legislação como forma de excluir os cadastros inativos", explica o Sebrae em nota.

Para quem perdeu o prazo dos pagamentos, haverá juros de 1% ao mês acrescido da taxa Selic - fixada em 7% ao ano -, além multa de 0,33% ao dia, limitado a 20% do valor a ser pago. Também é possível solicitar parcelamento da dívida no site do Simples Nacional.

Aos que não entregaram a DASN, a multa é um pouco mais alta, com valor mínimo de R$ 50 por documento não enviado.

Empreendedores com CNPJ cancelado ficam proibidos de reativar o cadastro e passam a ser considerados informais caso continuem exercendo atividade econômica e emitindo notas fiscais. "Se isso ocorrer, o empreendedor deverá passar novamente por todo o processo de formalização para que seja gerado um novo CNPJ. Além disso, poderá ter seu nome incluído na dívida ativa, ou seja, a dívida ficará em seu CPF e poderá ter dificuldades para realizar empréstimo, emitir certidões negativas e até mesmo abrir outra empresa", alerta o Sebrae em nota. (Agência Estado)

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