X
X

Diário da Região

13/01/2018 - 17h04min / Atualizado 13/01/2018 - 17h04min

BEBÊ A BORDO

O politicamente incorreto dos anos 80

Novela exibida pela Globo na década de 1980 passa longe do politicamente correto de hoje

TV Globo/Divulgação Isabela Garcia era a protagonista de Bebê a Bordo
Isabela Garcia era a protagonista de Bebê a Bordo

De um lado, a mocinha que se apaixona por um bandido, engravida de um desconhecido durante uma festa e assalta um banco assim que é demitida, às vésperas de dar à luz. Do outro, um herói materialista e arrogante que se acha melhor que qualquer pessoa e é incapaz de demonstrar amor pelo filho.

Pode não parecer, mas é isso que os telespectadores verão às 15h30 desta segunda-feira, 15, quando for ao ar o primeiro capítulo de Bebê a Bordo, no Viva.

Gravada há 30 anos e escrita por Carlos Lombardi, a novela passa longe do politicamente correto de hoje e aposta em temas e personagens que certamente precisariam de ajustes para aparecerem em um folhetim das 19h atualmente.

A novela gira em torno da motorista de ambulâncias Ana (Isabela Garcia), que foi abandonada ainda bebê e, já no bloco inicial do primeiro capítulo, se casa com Zezinho (Leo Jaime), um aspirante a bandido com péssima mira. É nessas idas e vindas a hospitais, depois de se ferir, que ele conhece e se encanta por Ana. Ela engravida, mas a criança não é dele.

Ambos marcaram um contato mais 'picante' em uma festa, mas um desencontro faz com que transem com pessoas diferentes, descobrindo o engano apenas depois. E como Zezinho é estéril, não há dúvidas de que o neném não é dele.

Sem dinheiro para garantir o futuro do bebê, Zezinho se envolve em um assalto a banco em que Ana também participa e, na fuga, ela entra em trabalho de parto. A filha, Heleninha, nasce no carro do mocinho da história, Tonico (Tony Ramos). A partir daí, a menina passa por diferentes personagens, já que é abandonada pela mãe logo após nascer.

"Era uma novela ágil, divertida e ousada, bem do tipo que o público queria ver na faixa das 19h. Foi uma delícia participar", lembra Carla Marins, que vivia Sininho.

Quando a novela começou, a personagem de Carla não tinha tanto destaque. Mas o sucesso dos irmãos Rei (Guilherme Fontes) e Rico (Guilherme Leme), com quem a jovem se relacionava, fez com que o trio ganhasse bastante espaço ao longo dos capítulos.

"Naquela época, não me recordo de ter ouvido críticas dos telespectadores. Atualmente, acho que existe um conservadorismo maior e, provavelmente, uma jovem como a Sininho seria bastante julgada por ficar com os dois", avalia a atriz, que chegou a ter algumas sequências censuradas.

Para Guilherme Fontes, o momento em que a novela era produzida - a estreia ocorreu em junho de 1988 - foi de extrema importância para o Brasil e influenciou diretamente a trama. "Era o governo José Sarney, o primeiro depois do fim da ditadura. Lombardi estava realmente inspirado! Falávamos sobre tudo: de política a comportamentos sociais e sexuais de jovens e adultos. Sempre de forma leve, porém direta. E levamos uma certa bronca! Mas nada de muito substancial foi mudado", entrega o ator, que conta que a produção recebeu um recado do próprio Roberto Marinho, proprietário da Globo na época, com um pedido para que "maneirassem" um pouco.

Tal mãe, tal filha

No primeiro capítulo, Ana faz com a filha o mesmo que a mãe fez com ela: abandona a garota. E, de cara, o público percebe quem foi a mulher que gerou a heroína da trama. Laura (Dina Sfat) era uma moça pobre que, depois de largar Ana, deu o golpe do baú e se tornou rica, mas amarga.

Sem saber de nada, Ana vai abandonar Heleninha, a bebê da novela, na porta da casa de Laura. E, no futuro, travará com a própria mãe uma batalha judicial pela guarda da filha. O final é um tanto surpreendente, pouco previsível se comparado a outras obras de teledramaturgia que abordam conflitos familiares.

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso