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Diário da Região

19/01/2018 - 18h20min / Atualizado 19/01/2018 - 18h20min

MEMÓRIA MUSICAL

Milton Marconi digitaliza a sua coleção de discos de vinil

Entre os exemplares há o primeiro disco da carreira do cantor Cauby Peixoto, com dedicatória assinada pelo próprio artista

Mara Sousa 18/1/2018 Milton Marconi com seu exemplar da coleção Vogue The Picture Record, da década de 1940
Milton Marconi com seu exemplar da coleção Vogue The Picture Record, da década de 1940

Em 1946, na cidade de Detroit, nos Estados Unidos, a Sav-Way Industries lançou a coleção Vogue The Picture Record, que reunia discos de jazz em que uma imagem era embutida no vinil transparente do registro. Foram lançados cerca de 70 discos nesse formato até a falência da empresa, que aconteceu um ano depois. Ou seja, os exemplares estampados com imagens icônicas dos anos 1940 tornaram-se objeto de desejo de colecionadores mundo afora.

Em Rio Preto, um dos discos da Vogue The Picture Record, gravado em 78 rotações, está entre as raridades da coleção de discos de vinil do economista, administrador, historiador e bibliófilo Milton Marconi, 86 anos.

Responsável pelo maior acervo particular de livros da cidade, com mais de 7 mil títulos - a maioria deles de primeira edição -, ele também detém cerca de 2,5 mil 'bolachões', que começaram a ser digitalizados com a ajuda do professor Carlos L. Beja.

"Estamos passando os vinis para o CD, principalmente os que estão ligados à história da música popular brasileira", explica Marconi, que recebeu a reportagem em sua casa nesta semana. E a MPB está bem representada em seu acervo de vinis. Há, por exemplo, o primeiro disco da carreira do cantor Cauby Peixoto - detalhe: com dedicatória assinada pelo próprio artista.

O acervo de discos envolve coleções que contam a história de gêneros como o samba e o jazz norte-americano, passando pela música clássica e até por artistas rio-pretenses, como o músico Fernando Marques, que, segundo Marconi, se emocionou ao ser presenteado com um registro em CD do vinil O Tom do Brasil. No acervo, ainda há os discos Improviso e Fernando Marques e Sandra Brito. 

Um dos fundadores do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de São José do Rio Preto (IHGG), Marconi diz que gostaria que seu acervo - livros, revistas e discos - fosse compartilhado com as futuras gerações. Enquanto isso, ele está com suas portas sempre abertas para receber os amigos, que se surpreendem com as raridades de seu patrimônio de cultura e intelectualidade.

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