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Diário da Região

16/01/2018 - 17h56min / Atualizado 17/01/2018 - 09h11min

BELEZA BREJEIRA

Jaqueline Cardoso sobe ao palco do Sesc com o show Samba, Viola e Poesia

Apresentação é parte da programação especial do Projeto Sonora em Janeiro

Marcelo Araujo/Divulgação Show é resultado do desejo constante de Jaqueline Cardoso de buscar sempre elementos diferentes para sua música e apresentações
Show é resultado do desejo constante de Jaqueline Cardoso de buscar sempre elementos diferentes para sua música e apresentações

Com 34 anos de idade e 16 de carreira, Jaqueline Cardoso está em constante transformação e evolução. E isso se reflete no seu fazer artístico. Jaqueline quer oferecer ao seu público um espetáculo completo que transcende o samba e apresenta uma nova vertente da cantora, com uma pegada mais teatral.

Foi assim que nasceu o espetáculo musical e poético chamado Samba, Viola e Poesia, que ela apresenta no Sesc Rio Preto nesta quinta-feira, 18, como parte da programação especial do Projeto Sonora para janeiro. O show, que será às 21h, na comedoria, com entrada grátis, é descrito por Jaqueline como um sabor único.

"Um espetáculo doce e quente, com uma beleza brejeira que, ao mesmo tempo, se mostra forte e delicado. Quando rima sobre a viola, fica melódico. É um sabor único, até para a gente é uma descoberta constante. As músicas vão evoluindo e a gente vai descobrindo e vivendo o Samba, Viola e Poesia a cada dia."

Com cores quentes e muito movimento, Samba, Viola e Poesia une a viola com os sabores do samba e da música regional para criar um projeto que vem da necessidade de Jaqueline de sempre colocar um elemento diferente no samba.

"Sempre gostei muito da viola, ela sempre esteve presente na minha vida, até porque venho da música regional. E tem o lado poético, também. Acho muito bonito o trabalho desenvolvido pelos cantadores do nordeste, que tocam a viola e vão fazendo a poesia, o que, para mim, dá um bom samba. Juntei esses elementos na criação do show", conta.

Entre uma canção e outra, Jaqueline, que é acompanhada pelos músicos Bruce Lima (violão e cavaco), Marquinho Munhoz (viola), Kauê Rocha (percussão) e Ricardo Pinpin (bateria), acrescenta um lado cênico ao show com a inserção de poesias escritas por ela para o projeto. "São textos que dialogam com as músicas que estão no repertório. Além disso, cenário e figurino contribuem para dar esse tom bem cênico para o espetáculo", explica.

E por falar em repertório, o show traz clássicos e canções inéditas, além de composições da própria Jaqueline e parcerias com Roque Ferreira, Eduardo Gudin, João Silva, Geraldo Filme, entre outros. Tudo para criar uma seleção de músicas que mostra a força de seu canto com arranjos percussivos energéticos, poemas e pensamentos entrelaçados.

"Ficou uma sonoridade bem agradável, um trabalho gentil de pesquisa musical que prioriza o ineditismo das canções e arranjos originais que dão uma nova cara mesmo às músicas mais conhecidas do repertório", revela Jaqueline.

Composições

Quem for ao show de Jaqueline ouvirá um pouco da sua história nas letras cantadas e na poesia recitada e verá um retrato do que ela é, de sua essência e do seu momento atual, da cantora, da atriz e da compositora. "Algumas canções eu já tinha e elas foram se encaixando no show meio que sem querer. Elas foram se encaixando com a viola e ficou muito bonito. Até uma canção que fiz há quatro anos encaixou perfeitamente com esse momento forte, triste e delicado", revela.

Programação extra

Antes da apresentação de Jaqueline, diversas atrações paralelas ocupam o Sesc. A programação começa às 19h30, com a exibição ao ar livre do documentário Guardiões do Samba, filme de Eric Belhassen e Marc Belhassen. A obra apresenta um retrato do cotidiano de grandes nomes do samba. Monarco, Xangô da Mangueira, Walter Alfaiate, Ney Lopes, entre outros, contam suas histórias.

Às 20h, a comedoria recebe duas atividades que evocam a cultura afro-brasileira: a intervenção Samba, a Roda Chula e a intervenção Laarooye!. Às 20h30, é a vez da intervenção Entrecontos. Todas as atrações são gratuitas.

Show em evolução constante

Marcelo Araujo/Divulgação Jaqueline é acompanhada pelos músicos Bruce Lima (violão e cavaco), Marquinho Munhoz (viola), Kauê Rocha (percussão)
Jaqueline é acompanhada pelos músicos Bruce Lima (violão e cavaco), Marquinho Munhoz (viola), Kauê Rocha (percussão)

Samba, Viola e Poesia começou a tomar forma em abril do ano passado depois de um ano, aproximadamente, de pesquisa. E desde então o espetáculo vem sendo amadurecido e estudado pela cantora, em um trabalho semelhante ao realizado no teatro.

"Não foram grandes alterações, mas fiz algumas mudanças. No início, só tinha três músicos. Depois coloquei a bateria para dar um molho diferente. Inseri também um pouco mais de poesia, senti essa necessidade no contexto. O cenário também foi sendo incrementado, com um trabalho diferente de luz", compara a cantora.

Os ajustes também foram um reflexo do feedback do público, um trabalho de escuta que continuará acontecendo, garante Jaqueline. "Acho que depois de quinta-feira também deverá tomar outra forma. Sempre agregando opinião, igual teatro mesmo."

EP

O próximo passo do show Samba, Viola e Poesia é se tornar um EP. Jaqueline quer, até o fim de 2018, lançar de forma apropriada, nas plataformas digitais, o projeto com as sete músicas autorais que fazem parte do espetáculo.

"É um desejo que tenho há anos, mas até o fim desse ano sai um EP com minhas músicas autorais. Vou fazer um investimento, vamos ver se vai dar certo. Todo ano fico tentando, mas agora vai. Depois que me inscrevi no Festival Nacional de MPB de Rio Preto (FEM) e acabei selecionada, resolvi que era hora de fazer acontecer", afirma.

 

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