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Diário da Região

19/01/2018 - 18h24min / Atualizado 19/01/2018 - 18h24min

LUCAS ABRAHÃO

Fazendo cinema pelo mundo

Roteirista nascido em Rio Preto integra equipe de curta premiado no Festival de Cinema do Cairo que reúne profissionais de diferentes nacionalidades

Reprodução Cena de Roof Knocking, curta roteirizado pro Lucas Abrahão
Cena de Roof Knocking, curta roteirizado pro Lucas Abrahão

Com um curta-metragem de ficção que reflete sobre o impacto psicológico que os conflitos do Oriente Médio exercem sobre as pessoas, o roteirista Lucas Abrahão, nascido em Rio Preto, figurou entre os vencedores da 39ª edição do Festival de Cinema do Cairo (Egito), que está entre os principais eventos do gênero no mundo. Roof Knocking, que tem roteiro do rio-pretense, direção do iraniano Sina Salimi e produção do mexicano Sergio Salazar, conquistou o prêmio de melhor curta-metragem.

O filme é resultado do curso KinoEyes, um mestrado em cinema desenvolvido em três países Portugal, Escócia e Estônia e que reúne pessoas de diferentes partes do mundo. Abrahão conseguiu vaga no mestrado depois de se formar em imagem e som na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 

"O curta estreou em novembro do ano passado, dentro da programação do festival do Cairo. Queríamos muito estrear em um país de língua árabe justamente pelo assunto que tratamos no filme. A premiação foi uma grande surpresa", comenta o roteirista, que, apesar de ter morado boa parte de sua vida em Campinas, conta com muitos familiares em Rio Preto. "É a cidade que eu sempre passava férias", diz.

Principal festival de cinema da África e do Oriente Médio, o evento do Cairo é considerado uma importante vitrine. "Ele projeta e facilita a obtenção de fomentos."

O nome do curta refere-se a uma expressão usada para nomear um procedimento militar muito usado na Palestina em casos de ataques com bombas. "Um agente do serviço de defesa israelense liga para um apartamento que eles planejam bombardear e avisa os moradores que eles têm dez minutos (ou menos) para sair antes do ataque. O bombardeio pode ocorrer ou não. Muitas vezes, o aviso só serve para manter a população em estado constante de tensão, criando um terror psicológico", explica o roteirista.

Para escrever seu roteiro, Abrahão entrevistou muitos palestinos sobre o assunto. "Quem não passou por uma situação dessas conhecia alguém que já tinha passado", sinaliza. Os depoimentos foram a base para a história de Lana, uma mulher palestina que recebe o aviso para deixar seu apartamento, que será bombardeado. Ao longo de dez minutos, o público mergulha em sua história, entendendo o impacto que a guerra gerou em sua vida.

Atualmente morando em Edimburgo, na Escócia, o roteirista trabalha na produtora Lanterna Mágica, que trabalha com cinema experimental. "Esse mestrado que fiz me possibilitou conhecer pessoas do audiovisual de diferentes países. É uma importante rede de contatos", destaca o roteirista, que, neste ano, vai participar de uma produção de um longa italiano na Indonésia. "Vou pingando de um país para outro. Mas quero muito voltar para o Brasil daqui a um ou dois anos."

Serviço

Estevanato estreia seu novo filme em março

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Uma outra exibição de Minha Mãe, Minha Filha deverá ser feita em abril, na unidade do Sesc

Divulgação Eva Wilma e Helena Ranaldi em cena de Minha Mãe, Minha Filha
Eva Wilma e Helena Ranaldi em cena de Minha Mãe, Minha Filha

MINHA MÃE, MINHA FILHA

O diretor Alexandre Estevanato, de Rio Preto, vai estrear seu novo curta-metragem, Minha Mãe, Minha Filha, no mês de março, com sessão especial no Multiplex do Riopreto Shopping Center. Protagonizado pelas atrizes Eva Wilma e Helena Ranaldi, o filme tem o Mal de Alzheimer como tema.

"Concluímos o processo de edição e montagem em dezembro. Foram oito meses de produção, desde a captação de patrocínios até a finalização", conta Estevanato, que apostou numa equipe enxuta e altamente eficiente. "Contamos com profissionais de Campinas na árte de áudio, além do maquiador Márcio Merighi, que é de Rio Preto, mas mora em São Paulo, onde já trabalhou com grandes produções."

Uma outra exibição de Minha Mãe, Minha Filha deverá ser feita em abril, na unidade do Sesc. "A exibição já está acertada. Só falta definir a data", sinaliza.

Para o diretor de Rio Preto, que enfrentou inúmeras dificuldades na obtenção de recursos para viabilizar a produção, a sensação, agora, é de alívio e de dever cumprido. "Eu cheguei a pensar em desistir diante de tantas negativas que recebi", comenta Estevanato, que conseguiu levantar cerca de 12 mil por meio de uma campanha de financiamento coletivo. "Também contamos com pequenos patrocínios de algumas empresas da cidade", acrescenta.

No filme, Eva Wilma interpreta uma mulher que se vê dependente da filha, vivida por Helena Ranaldi, quando o Alzheimer atinge um estágio avançado. A proposta da produção é mostrar o drama sofrido por aqueles que estão perto da pessoa acometida por essa doença.

 

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