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Diário da Região

11/01/2018 - 18h09min / Atualizado 12/01/2018 - 09h25min

SESC RIO PRETO

Instalação Máquina propõe novas possibilidades de diálogo

Performance e instalação audiovisual que faz parte do projeto Área de Risco e que será apresentada ao público nesta sexta-feira, 12, das 20h às 21h, no Sesc Rio Preto

Jef Telles/Divulgação O processo de criação da Máquina se tornou um jogo de criador e criatura para o artista Paulo Fuscaldo
O processo de criação da Máquina se tornou um jogo de criador e criatura para o artista Paulo Fuscaldo

Do conflito com a ilusão, nascido de um trabalho anterior no qual discutia o caminho que a gente escolhe para se iludir, e da reflexão constante diante da vida, o artista rio-pretense Paulo Fuscaldo criou Máquina, uma performance e instalação audiovisual que faz parte do projeto Área de Risco e que será apresentada ao público nesta sexta-feira, 12, das 20h às 21h, no Sesc Rio Preto.

Máquina oferece uma experiência estética e sonora para seu público, mas se tornou uma trama psicológica de avaliação de conceitos, realidade e convenções para seu criador. Entre mistério, confusão e estranhamento, o projeto testa novas possibilidades de diálogo entre artista e público, com as obras e consigo mesmo.

Tudo começou há dois anos, quando uma imagem veio à cabeça de Paulo. Dela, nasceu a vontade de criar um objeto que, no processo, se tornou uma brincadeira entre criador e cria, afirma o artista. "Eu, como criador, modifico a cria e a cria me modifica. Não tenho filho, mas acredito que uma criança tenha essa finalidade também. E nesse processo da jornada contra a ilusão criei minha própria na máquina ao descobrir que a ilusão é necessária."

E o que era para ser uma tarefa simples, a construção de uma máquina que não deveria tomar mais que dois meses de trabalho, foi se alongando diante da conexão que Paulo desenvolvia entre os conceitos da filosofia lidos e o projeto. "Era como uma comunicação. E no decorrer do tempo foi me causando dúvidas e confusões. O diálogo seria resumir essa experiência e passar de forma lúdica seus significados. Não penso como um teste, e sim uma pequena breve historia", conta.

Também no desenvolvimento da instalação, o artista notou que a comunicação de seu projeto deveria ir muito além da simples observação. O conceito da Máquina, ao se expandir na criação, mostrou a necessidade de diversos meios para transmitir sua mensagem, como música, vídeos, performance, dança e até uma parte tecnológica, que acabou ficando para uma segunda etapa.

Foi um processo transformador e extremamente pessoal em que a máquina veio para quebrar algumas das certezas que o artista tinha da vida. Paulo mesmo descreve o trabalho como um processo de purificação de seus pensamentos, tanto que o subtítulo do projeto é Purificação do Pensamento que Limita. "Ela é como se fosse um contato comigo mesmo, um espelho que me levou a rever meus preconceitos e minhas limitações e a ver a vida de outra forma."

É uma relação forte entre artista e obra, mas que ainda assim não permite prever qual será a reação do público diante da instalação, garante Paulo. "Minha questão com o público é nova. Sou das artes plásticas. Uma ação minha nunca teve esse contato direto com o público. Tenho um perfil meio egoísta, é uma coisa entre mim e ela. Isso as pessoas vão ver. Agora, não sei o que elas vão entender disso. É algo bem particular."

A experiência de uma pessoa com uma obra de arte, intervenção ou instalação dificilmente pode ser antecipada, são experiências bem particulares construídas a partir de uma série de fatores do momento e externos. No entanto, o uso da música por Paulo prevê na comunicação a tentativa de criar sensações e pensamentos. "Eu gostaria apenas de passar o que foi para mim a criação e a Máquina. Mas acredito que os olhares são subjetivos, por isso não tenho mais controle."

A instalação Máquina é gratuita, mas o público é limitado a 40 pessoas e os convites devem ser retirados com uma hora de antecedência.

Biografia

Artista visual autodidata, Paulo Fuscaldo teve seu primeiro projeto exposto em 2012, o Linhas Abertas, Linhas Dispersas, Dinâmicas Variáveis... Curvas Caóticas, Retas Estáveis, que reuniu uma série de desenhos no Espaço Cultural do Sesi Rio Preto. Em 2014, concluiu uma série de intervenções urbanas no centro de Rio Preto, intitulada Caminhos Ilusórios com Destino a Rua das Moiras.

Um vídeo do projeto foi exposto na Galeria Marta Traba e saiu premiado do 3° Salão de Outono da América Latina. Em 2015, participou da exposição coletiva Cidade Inquieta, no Breu, do Sesc Rio Preto, com a obra Verossímil. Atualmente, desenvolve esculturas utilizando madeira e ferro.

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