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Diário da Região

17/01/2018 - 22h27min / Atualizado 18/01/2018 - 16h06min

RIGOR

Multas por radar em Rio Preto sobem 48%

Em 2016, foram 65.299 autuações contra 96.732 no ano passado

Guilherme Baffi 17/1/2018 Placa que indica fiscalização eletrônica no acesso da rodovia Washington Luís à avenida Clóvis Oger
Placa que indica fiscalização eletrônica no acesso da rodovia Washington Luís à avenida Clóvis Oger

O número de multas aplicadas por radares em Rio Preto aumentou 48,1%. Durante todo o ano passado, 96.732 motoristas foram multados por equipamentos que verificam velocidade e, em alguns casos, avanço de sinal vermelho. São mais de 31 mil multas do que em 2016, quando 65.299 foram autuados.

O radar da avenida da Saudade foi instalado em julho de 2017 e em seis meses se tornou o "bicho-papão" dos motoristas apressadinhos. Sozinho, foi responsável por 22% do total de atuações de aparelhos fixos no ano passado. Foram 21.354 autuações, quase o dobro do segundo colocado, o radar da avenida João Bernardino de Seixas Ribeiro - equipamento que também entrou em funcionamento em julho.

O secretário de Trânsito, Marcos Apóstolo, informou que não foram adquiridos novos radares e sim os equipamentos foram remanejados, retirados de alguns pontos e instalados em novos locais. Os novos pontos de radares, segundo ele, são definidos após estudos técnicos que levam em conta o fluxo de veículos pelo local e a ocorrência de acidentes. Após esses estudos, os radares são retirados de pontos em que a ocorrência de acidentes já diminuiu. "O remanejamento de equipamentos fez com que o número de autuações aumentasse. Isso mostra que, realmente, os estudos estavam mais que corretos, deu para verificar que os motoristas não estavam obedecendo a legislação da via", afirmou.

O secretário aponta a avenida da Saudade como um ponto emblemático do trânsito no qual os motoristas abusavam da velocidade antes da instalação do radar. "A própria população questiona e pede que se faça alguma intervenção nos locais onde há excesso de velocidade", disse acrescentando, que esse foi o caso da avenida. "O Código de Trânsito não autoriza instalação de uma faixa elevada na avenida por se tratar de um local de subida, onde há escola. Ali a intervenção era mesmo o radar."

Multados

O empresário M.M., 30 anos, que prefere não ter o nome publicado, perdeu as contas de quantas multas recebeu no ano passado. Ele cita os radares que se recorda na rua Marechal Deodoro da Fonseca, no Viaduto Antenore Caffagni, na avenida Ernani Pires Domingues e na rodovia Assis Chateaubriand. Reclama do excesso de radares espalhados pela cidade e da velocidade mínima permitida. "Tem locais que é 40 km/h que não há necessidade. Eu acho que se a preocupação fosse realmente a segurança, colocava-se umas três lombadas enormes e altas para proteger estudantes e pedestres. Seria muito mais útil e seguro. Pra proteger vidas no trânsito a ação primeiro deve ser preventiva e depois punitiva. Do que adianta punir se uma vida já se foi?", questiona.

Alexandre Alves, 35 anos, gerente comercial, foi multado por excesso de velocidade na avenida Philadelpho Gouveia Neto, em setembro, e por não usar cinto de segurança, em dezembro. "No caso dos agentes de trânsito não fui parado, fiquei sabendo apenas quando a multa chegou em casa", diz ele acredita que os radares são "bem sinalizados na maioria das vezes, porém têm alguns lugares falhos quanto à velocidade. Tem avenidas que eu acho exagero o limite de velocidade."

A auxiliar administrativo Monique Del Cario, 35 anos, acumulou 34 pontos na Carteira de Habilitação - 14 a mais do que os 20 pontos que suspende o documento. Ela foi autuada na maioria das ocasiões por exceder a velocidade no radar da avenida Potirendaba. Ela recorreu, mas não adiantou. "Não recebi as notificações, pois o documento do carro estava com outro endereço. Entrei com recurso, alegando a falta de recebimento das notificações, foi negado e tive a CNH suspensa por 30 dias. Tive que fazer cursos de reciclagem a R$ 300".

Aviso a motoristas de fora

A Secretaria de Trânsito instalou placas em todos os acessos de Rio Preto informando que há fiscalização eletrônica de velocidade. A princípio, não há previsão de instalação de radares nas marginais das rodovias. O objetivo é alertar os motoristas, principalmente os que são de outras cidades, de que o trânsito em Rio Preto é monitorado por radares.

O secretário de Trânsito, Marcos Apóstolo, afirmou que só serão instalados radares nesses locais se as estatísticas mostrarem aumento no número de ocorrência de acidentes nas verificações. "É uma prevenção nossa, da Secretaria de Trânsito, avisando as pessoas que chegam que aqui existe um controle de velocidade nas vias. ", disse Marcos, acrescentando que a decisão ocorreu em função dos recursos dos motoristas de outras cidades contra multas.

Fake news

Nas redes sociais está sendo divulgado um vídeo mostrando câmeras em cruzamentos da cidade. O narrador alerta que seria um sistema para multar motoristas sem cinto de segurança, mas a assessoria de imprensa da Prefeitura garante que é "fake news" - termo em inglês para notícia falsa. Segundo o poder público, as câmeras são apenas para monitoramento do trânsito e não servem para multar.

 

Estudo define velocidade

Tatiana Pires 17/1/2018 Limite de velocidade em ponto da avenida José da Silva Sé é de 30 km/h
Limite de velocidade em ponto da avenida José da Silva Sé é de 30 km/h

A fiscalização de infrações de trânsito em Rio Preto é feita por 15 equipamentos fixos de verificação de velocidade, 11 verificadores de avanço de sinal e velocidade, 8 exclusivos de avanço de sinal, três móveis (dois da Prefeitura e um de empresa terceirizada), e um de leitura de placa (verifica documento atrasado e carros furtados). Há também dois radares estáticos (móveis) da Prefeitura e mais um de empresa terceirizada - esses atuam exclusivamente na verificação de velocidade, que varia de 30 km/h a 60 km/h.

Questionada sobre os parâmetros utilizados pra definir a velocidade máxima permitida nas vias, a Secretaria de Trânsito informou que "o estudo técnico leva em conta a velocidade média já praticada na via e também o total de acidentes ocorridos nos cruzamentos dessas vias". Assim, algumas vias rápidas, como a avenida Ernani Pires Domingues, tem pontos com limite de 40 km/h.

Um dos pontos em que a velocidade máxima permitida é de 30 km/h é em trechos na avenida José da Silva Sé, região dos condomínios Parque da Liberdade. Os radares estáticos são posicionados em pontos em que a via faz curvas acentuadas e em frente à escola municipal Décio Monzoni Long. (TP)

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