Diário da Região

11/01/2018 - 22h06min / Atualizado 11/01/2018 - 22h06min

Congestionamento

Frota ganha um veículo a cada 55 minutos

De 2016 para 2017, Rio Preto ganhou 9.546 novos veículos. A frota chegou a 378.952 carros, motos, ônibus ou caminhões entupindo ainda mais o trânsito

Johnny Torres 11/1/2018 Cruzamento da avenida marginal Governador Adhemar Pereira de Barros com a Alberto Andaló: um dos pontos de gargalo no trânsito
Cruzamento da avenida marginal Governador Adhemar Pereira de Barros com a Alberto Andaló: um dos pontos de gargalo no trânsito

Rio Preto ganha um novo veículo a cada 55 minutos. Só em 2017 foram 9.546 novos carros, motos, ônibus ou caminhões que fizeram a frota rio-pretense chegar a 378.952. A eles ainda somam-se cerca de 20 mil veículos da região que vêm ao município todos os dias e circulam pelas vias.

Desde 2012, Rio Preto ganhou 58.456 novos veículos. É bem mais do que o número de novos moradores - no período, o aumento de habitantes foi de 34.888. Com tanto veículo, falta espaço nas ruas e avenidas e grandes gargalos são criados em pontos da cidade.

"Hoje, os principais gargalos são as entradas das avenidas Bady Bassitt e Andaló de quem vem pela rodovia, principalmente no período da tarde, além dos entroncamentos da BR-153 com a Washington Luís e com a Assis Chateaubriand," diz o coordenador de Mobilidade Urbana da Secretaria de Trânsito de Rio Preto, Amaury Hernandes.

Além das rodovias que cortam a cidade, que se tornaram grandes avenidas, já que se servem para ligar várias partes de Rio Preto, outros pontos de gargalo são entre as avenidas Potirendaba com Getúlio Vargas e entre a Ernani Pires Domingues com a Mirassolândia e a Domingos Falavina (veja outros pontos ao lado).

O plano de mobilidade urbana, segundo Amaury, irá sanar o gargalo neste último cruzamento. "Será feito um viaduto que mudará esse cenário, assim como ocorreu nas avenidas Fortunato Ernerto Vetorazzo e Bernardino de Seixas Ribeiro."

 

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Aícro Júnior/Editor de Arte)

O movimento de veículos tem aumentado ano a ano na rodovia Washington Luís, segundo a concessionária AB Triângulo do Sol. Em 2016, 44 mil veículos transitaram diariamente no trecho rio-pretense, já no ano passado subiu para 45 mil veículos. Na BR-153, a concessionária Triunfo Transbrasiliana, informou que o Volume Diário Médio (VDM) no ano passado foi de 34,6 mil veículos.

Com mais veículos nas vias, a consequência é um tempo maior gasto no trânsito. O advogado Alexandre Nogueira, 42 anos, conta que perde cerca de meia hora no trajeto entre sua casa, a escola dos filhos e o trabalho. "Eles estudam na Redentora, moramos Recanto do Lago e eu trabalho no Vivendas. Eles entram às 7h10, no máximo precisamos sair de casa às 6h30, senão atrasamos. E pelo meio da cidade é inviável, muito semáforo, muito carro, pare, motorista ruim, demora ainda mais. O jeito é encarar a lentidão da rodovia mesmo", relata.

O período das férias escolares diminui o fluxo de veículos. De acordo com a auxiliar administrativo Aline Vergas, 48 anos, os meses de dezembro, janeiro e julho são os mais tranquilos para ir de casa para o trabalho (ela mora no bairro Jardim Fuscaldo e trabalha em uma construtora no Distrito Industrial). "Mas mesmo assim pego congestionamento. A diferença é que vai lento, mas vai. Em período de aulas, a rodovia chega a parar. É uma loucura."

Cruzamento de rodovias

Quem utiliza o trecho do entrocamento da BR-153 com a Washington Luís todos os dias afirma que é constante as colisões quando se forma congestionamentos. "É preciso ter muito cuidado, dirigir por si e pelos outros, porque tem muita gente desatenta, curiosa, que usa o celular ou está com a cabeça no mundo da lua. Quase todo dia, a gente vê carros batendo na traseira um do outro", diz a dentista Heloísa Constantino, 29 anos.

Marcos Sigrist, especialistas em gestão e engenharia de trânsito, aponta a necessidade de uma terceira faixa de tráfego em ambos os sentidos das rodovias para melhorar o cenário neste trecho. Outra medida seria ter marginais eficientes. "Auxiliaria muito e evitaria que pessoas que moram na cidade utilizassem as rodovias para se deslocar de um lugar a outro, como se as rodovias fossem avenidas."

Para evitar infrações de trânsito, como a ultrapassagem dos motoristas apressadinhos, e minimizar as chances de que ocorra um acidente as polícias rodoviárias Estadual e Federal informam que fazem patrulhamento diariamente nos horários em que há mais fluxo de veículos nesse trecho. (TP)

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