Diário da Região

17/01/2018 - 22h36min / Atualizado 18/01/2018 - 09h23min

MARCAS DE LUTA E VITÓRIA

Cicatrizes são símbolo de luta e superação de doenças ou acidentes

As marcas podem incomodar, mas é possível aprender a conviver com elas

Guilherme Baffi 17/1/2018 Com cicatriz após mastectomia, a empresária Marília Bochio passou a aceitar a situação como marca de que venceu o câncer
Com cicatriz após mastectomia, a empresária Marília Bochio passou a aceitar a situação como marca de que venceu o câncer

"No início tinha muito medo de olhar. Na primeira vez me assustei, porém depois fui levando numa boa, afinal antes ter uma cicatriz e continuar viva do que perder a vida." A frase é da empresária Marília Cristina Bueno Bochio, 26 anos, que ficou com uma marca após mastectomia (cirurgia de retirada da mama) em decorrência de um câncer. A cicatriz, para ela, é a marca da vitória sobre a doença. Só de saber que está bem, ela se sente linda.

Marília está esperando a pequena Bella ou o pequeno Oliver. "Meu milagre de Natal. Talvez eu não poderia engravidar, e no entanto fomos abençoados com um anjinho", comemora. O cuidado agora é redobrado: com a saúde da mãe - que ainda deve passar por cirurgia e recupera-se de tumor na mama - e com a criança. "Sou confiante no Pai Celestial e sei que continuará me protegendo."

Foi para contar histórias de mulheres como Marília que a fotógrafa britânica Sophie Mayanne reuniu várias delas no álbum "Por trás das cicatrizes". Para a profissional, muitas vezes explora-se as marcas, mas não a história da pessoa. Os relatos são vários: cirurgias, incêndios e explosões.

O dermatologista Carlos Roberto Antonio, da clínica Pelle e professor da Famerp, explica que as cicatrizes formam-se após um trauma. "Por uma tentativa acelerada do organismo em regenerar um dano ou agressão para que a pele não fique exposta", fala.

De acordo com Roberto Bozola, gerente do serviço de cirurgia plástica da Famerp e do HB, há áreas onde as marcas são mais intensas. "Por exemplo o dorso, os membros inferiores e o tórax anterior." Os médicos concordam que as marcas afetam a autoestima do paciente. A psicóloga Monica Soares pontua que cada pessoa tem uma imagem mental de si mesma. "Muitas vezes devido à carga emocional a cicatriz pode ser percebida maior do que ela é de fato porque simboliza aquela situação", afirma. Desta forma, as marcas são carregadas de significados físico e emocional, de simbolismo, o que explica a razão de tantas pessoas sofrerem.

Já as marcas que surgiram durante infância ou adolescência também podem afetar a autoestima, pois as pessoas podem ser alvo de bullyng. Para conviver com a cicatriz, é necessário dar novo significado a ela. "Transformar em um símbolo de luta e vitória, e não mais algo negativo. Entender que aquela marca é um símbolo da força, daquela experiência vivida que foi superada, no caso de uma doença", aconselha a psicóloga Monica. "No caso de um acidente, que aquela marca seja de um renascimento."

Rosângela Roberta de Souza Mussatto, professora de educação infantil de 45 anos, ficou com cicatriz após cirurgia de reconstrução da mama. Em nenhum momento ela se lamentou. "Eu diria para a pessoa focar no que ficou de bom, apesar do problema que viveu. A cicatriz é uma marca que mostra que a gente conseguiu superar uma dificuldade", considera. Para ela, o sinal não deve ser o foco. "Tem que focar na superação. Tem muitas outras coisas para prestar atenção."

Tratamentos

Para quem sente-se mal com a marca no corpo, há tratamentos. Embora a cicatriz não possa ser totalmente retirada, em muitos casos pode ser bastante amenizada. De acordo com Antonio, elas variam conforme o tipo. "Para as elevadas podem ser utilizadas substâncias injetáveis, raspagem com lâminas cirúrgicas e lasers", aponta. "Para as baixas vários tipos de laser, radiofrequência fracionada microagulhada."

Bozola aponta ainda os tratamentos cirúrgicos em cominação com os clínicos, como compressões elásticas com lâminas de silicone. "Interessante é fazer uma bela tatuagem sobre as cicatrizes, que desaparecem atrás dela. Atualmente muito aceitas."

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