Diário da Região

16/01/2018 - 22h15min / Atualizado 17/01/2018 - 15h47min

SAÚDE

Bloqueio contra a febre amarela

Organização Mundial da Saúde passa a considerar todo o Estado de São Paulo como área de risco de contaminação da doença. Quem ainda não é vacinado deve procurar os postos em Rio Preto

Todo o Estado de São Paulo passou a ser considerado área de risco para febre amarela. A decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi divulgada nesta terça-feira, 16. Com a medida, todos os viajantes que vierem para o Estado deverão estar vacinados.

Mesmo assim, a Secretaria de Saúde de Rio Preto manteve o posicionamento de descartar uma campanha de vacinação ampla. A pasta informou que a imunização continua sendo feita nos postos de saúde e com a dose inteira. "As 27 unidades de saúde estão com estoque suficiente de doses para atender a população que ainda não foi vacinada, cerca de 7%."

De acordo com a pasta, 93% dos moradores estão protegidos contra a febre amarela. O secretário de Saúde, Aldenis Borim, acredita que o risco de um surto do vírus é mínimo. A OMS considera que uma dose única é suficiente para imunizar por toda a vida. A vacinação é o método mais eficaz para evitar a doença.

Na avaliação de Hélio Bacha, médico consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, a decisão de intensificar a campanha cabe às autoridades locais. "Noventa e três por cento acho que é uma boa cobertura. O problema todo é aqui em São Paulo, onde não temos cobertura vacinal significativa. São Paulo está vivendo hoje o que Rio Preto viveu há anos", afirmou, com relação à preocupação com a doença.

De acordo com a Secretaria, o último caso de febre amarela em humanos foi registrado na cidade em 2000. A pasta reforçou a importância de quem não se imunizou procurar a proteção. "Bem como os viajantes que pretendem passar por Rio Preto, visto que o município é considerado área de risco", informou em nota. A maior parte do Estado, incluindo Rio Preto, já fazia parte da recomendação de vacinação do Ministério da Saúde.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Aícro Júnior/Editor de Arte)

O médico Hélio explica que sempre houve febre amarela silvestre. "Ela vem se ampliando pelo descaso com o meio ambiente, desmatamento sem controle, nossa mata ciliar está inteiramente sem controle e o Brasil não toma atitudes coerentes do ponto de vista internacional com relação ao efeito estufa." Com o desmatamento, os macacos ficam mais próximos. Eles não transmitem a doença, cujo vetores são os mosquitos, mas servem de repositório para o vírus - o mosquito os picam e depois transmitem a doença para outros primatas e também para os humanos. Neste ano, em Rio Preto, três foram encontrados mortos. O Instituto Adolfo Lutz está fazendo os exames que determinarão a causa do óbito.

Para Helena Sato, diretora técnica da direção de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, não há riscos de haver casos urbanos da febre amarela - a última notificação no país é de 1942. Ela também não acredita em epidemia da doença na região metropolitana do Estado, em que a cobertura vacinal ainda é baixa. "Iremos realizar uma grande campanha de vacinação".

A decisão da OMS de incluir todo o Estado como área de risco teve como base o aumento do nível de atividade do vírus. A OMS avalia que a medida mais importante para prevenir a doença é a imunização. Quem tem contraindicação à vacina deve procurar o médico para avaliação do quadro.

De acordo com a Organização, as grandes epidemias começam quando pessoas infectadas introduzem o vírus em áreas densamente povoadas com alta densidade de mosquitos e onde a maioria das pessoas tem pouca ou nenhuma imunidade devido à falta de vacinação, como é, por exemplo, o caso do litoral.

Vacinação antecipada

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta terça-feira, 16, que vai antecipar a campanha de vacinação contra febre amarela em 54 cidades, incluindo a capital, região da Baixada Santista, Vale do Paraíba, ABC Paulista e litoral. A ação vai ocorrer entre 29 de janeiro e 17 de fevereiro, com início uma semana antes do previsto.

A expectativa é imunizar 8,3 milhões de pessoas no Estado, referente ao público-alvo da campanha, sendo que 6,2 milhões receberão a vacina fracionada, com um quinto da quantidade de uma dose comum. De acordo com Helena Sato, diretora técnica da divisão de imunização da Secretaria, estudos apontam que após oito anos da aplicação a resposta da vacina fracionada continua positiva, por isso a orientação para quem tomar a dose menor é que o reforço seja feito após esse período. (MG)

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