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Diário da Região

31/01/2018 - 22h38min / Atualizado 31/01/2018 - 22h38min

Reação popular

Com medo, moradores se unem contra criminalidade

Cansados de conviver com tráfico de drogas e de onda de furtos, moradores se unem para denunciar os crimes à polícia. No Lealdade e Amizade, vizinhos criaram grupo de vigilância pelo WhatsApp

Mara Sousa 31/1/2018 Angélica Cristina Porfírio teve três TVs e outros eletrodomésticos furtados
Angélica Cristina Porfírio teve três TVs e outros eletrodomésticos furtados

Diante de situações de violência, moradores têm se unido contra o crime. Eles não enfrentam os bandidos - ação que é reprovada pela polícia -, mas ajudam a combater a criminalidade vigiando a vizinhança e denunciando a atuação de criminosos.

Moradores do bairros Lealdade e Amizade, criaram um sistema de vigilância com uso do WhatsApp após onda de furtos residenciais. Teve gente que perdeu até R$ 5 mil e eletrodomésticos levados pelos criminosos.

A dona de casa Marisa Silva, 37 anos, afirma que a onda de crimes aconteceu nas últimas duas semanas. "Até dezembro, isso não acontecia por aqui. Às vezes aparecia um caso. Agora, todo dia a gente fica sabendo de uma nova casa que foi invadida", comenta.

Em janeiro foram criados dois grupos, um com participação de 150 pessoas e outro com 60. Quando alguém sai para trabalhar, avisa os vizinhos, que ficam atentos à aproximação de ladrões. Ao menor sinal de risco, chamam a Polícia Militar.

Uma das participantes é a enfermeira Angélica Cristina Porfírio, 44 anos. No dia 19, a casa dela foi arrombada, e eletrodomésticos foram furtados. "Levaram três televisores, duas de 32 polegadas e uma de 29, um micro-ondas e uma máquina de lavar roupa, que eu tinha acabado de comprar e nem tive tempo de instalar para usar, além de pares de tênis e garrafas de bebidas." Para se proteger, a enfermeira trocou as fechaduras das portas, instalou mais um cadeado para portas e portões, cerca elétrica e está prestes a colocar câmeras de monitoramento, segurança acima do normal para um imóvel popular.

Raimundo Oliveira, 47 anos, também perdeu uma televisão de 43 polegadas. "Tive de aumentar a altura do muro e por um portão mais reforçado. Gastei uns R$ 10 mil. Tive de fazer empréstimo para pagar tudo".

O comerciante Edson Santos, 40 anos, fica com o pé atrás ao participar de grupos em redes sociais, porque desconfia que os criminosos possam se infiltrar. "O bom mesmo é ter mais patrulhamento no bairro. A polícia só vem aqui depois que acontece alguma coisa de errado. Precisa ter mais viatura."

Tráfico

A reação contra o crime também foi atitude adotada por moradores da Vila Nosso Senhor do Bonfim e do Jardim Antunes, que procuraram a polícia para denunciar envolvidos no tráfico de drogas. Um adulto e três adolescentes acabaram detidos na noite de terça-feira, dia 30.

No Nosso Senhor do Bonfim, foi preso um rapaz de 20 anos com 190 pedras de crack. Ele tentou fugir de bicicleta, mas acabou sendo derrubado e imobilizado por moradores.

No Jardim Antunes, os denunciados pelos moradores foram três adolescentes, dois de 17 anos e um de 16, que vendiam cocaína. Com eles foram apreendidos três pinos da droga. Um dos jovens admitiu que tinha acabado de vender 13 pinos de cocaína. Os adolescentes já tinham antecedentes criminais por tráfico de drogas, furto e roubo. Devido à baixa quantidade de droga apreendida, os jovens foram liberados aos cuidados das mães, que foram chamadas até a Central de Flagrantes.

 

PM recomenda cautela

O porta-voz da Polícia Militar de Rio Preto, capitão Rafael Henrique Helena, acha interessante que a sociedade se organize para ajudar na segurança, com vigilância comunitária e fazendo denúncias anônimas de criminosos, mas recomenda cautela.

"Toda participação da população voltada à segurança pública no sentido de ajudar as forças policiais é vista como salutar e deve ser estimulada. Ressaltamos, entretanto, que não se exponham demasiadamente ou mesmo não façam intervenções que possam colocar a integridade física em risco", afirma o capitão.

A PM garante que tem feito patrulhamento preventivo por Rio Preto e, quando é identificado um índice maior de crimes em um bairro, desloca mais viaturas para estas regiões. Denúncias podem ser feitas pelo 190, da PM, e pelo 147, da Polícia Civil. (MAS)

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