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Diário da Região

30/01/2018 - 22h42min / Atualizado 31/01/2018 - 11h24min

OLHANDO O CÉU

Hoje é dia de olhar para o céu e admirar a superlua

Fenômeno deixa o satélite da Terra maior e mais brilhante do que o normal

Mara Sousa 30/1/2018 Super lua - Wagner Soeiro com os filhos Marilia e Joao Victor
Super lua - Wagner Soeiro com os filhos Marilia e Joao Victor

Esta quarta-feira, 31, é dia de olhar para o céu e contemplar. Pela primeira vez em cerca de 150 anos, três fenômenos relacionados à lua vão acontecer em uma mesmo dia, no que está sendo chamado pela Nasa de Super Blue Blood Moon (Superlua Azul de Sangue).

O professor de física e astrônomo João Eduardo Remaeh explica que os três fenômenos juntos não aconteciam há cerca de 150 anos, e que em Rio Preto caso o tempo favoreça será possível visualizar um deles, o da superlua. "A lua estará mais próxima da Terra, através do movimento de translação. Com isso, teremos o fenômeno que faz com que o diâmetro da lua fique 14% maior e 30% mais brilhante", diz.

Remaeh ainda explica que existem diferenças entre os três fenômenos, sendo que apenas dois serão possíveis de serem visualizados. "A lua azul tem mais a ver com o calendário gregoriano do que com astronomia. É quando duas luas cheias acontecem em um mesmo mês". Já o fenômeno da lua de sangue é quando a lua eclipsa ganhando tons da cor que dá nome ao fenômeno. "Aqui no Brasil, não conseguiremos ver a lua de sangue. Dessa forma, o rio-pretense vai ter a lua azul e talvez, se São Pedro ajudar, a superlua", completa.

Os fenômenos da lua são prato cheio na escola Darcy Ribeiro, no Santo Antônio, em Rio Preto, onde existe projeto de astronomia com os alunos. Wagner Soeiro é professor de geografia da instituição e, com a grande curiosidade das crianças em relação ao universo, ele resolveu criar o Clube de Astronomia Rio Preto (Carp). "Os alunos me perguntavam sobre astronomia, no recreio e no intervalo, foi aí que resolvi criar o clube. No Brasil não existe uma disciplina de astronomia no ensino fundamental", diz.

O encanto restrito às imagens de livros e cadernos que viravam perguntas ao professor ganhou a prática, e o projeto fundado em 2014 ganhou novos integrantes e cresceu na cidade. "Normalmente mais de 30 alunos participam das aulas na escola Darcy Ribeiro. É um projeto à parte, nunca tem um número exato. A gente também faz eventos de observação de eclipse e os alunos acompanham isso com muito alegria."

O clube tem por objetivo incentivar a paixão pela astronomia. "Eu sempre fui membro de cursos de astronomia no Rio de Janeiro, é um curso que pouca gente conhece, de técnica, e que as pessoas trabalham com muita observação. Se ficar cinco anos sem estudar astronomia você perde muito, pois é uma ciência com muitas modificações anualmente, ao contrário de outras profissões."

Acompanhe ao vivo a transmissão feita pela Nasa:

Paixão de infância

O professor diz que o céu é uma paixão de infância. E através de cursos de capacitação ele aprendeu sobre o espaço. "A astronomia faz parte do currículo de professor de geografia, mas não é um curso que a gente se forma. Sobre o clube, ele é como dos escoteiros, tem muitos grupos no mundo de apaixonados pela observação do universo", completa. "Quando eu era pequeno, era muito fã daquela série Cosmos. Passou a mostrar o espaço de maneira que ninguém conhecia. Eu me lembro também que quando tinha festa infantil eu e meus primos ficávamos no gramado sentado olhando para o céu."

Ele destaca que a história continua a se repetir, mas agora com muitos de seus alunos, se transformando em astrônomos amadores através do projeto. Dois dos estudantes são seus filhos, Marília, 11 anos, e João Victor, 7, que "herdaram" a paixão do pai pelo espaço. "Gosto muito de participar do projeto e também do espaço pela influência dele," diz Marília.

(Colaborou Rone Carvalho)

Paixão de Infância

O professor revela que sua paixão pela astronomia começou ainda quando era criança. “Quando eu era pequeno eu era muito fã daquela série Cosmos, e quando passou eu ficava encantado. Passou a mostrar o espaço de maneira que ninguém conhecia. Eu me lembro também que quando tinha festa infantil eu e meus primos ficávamos no gramado sentado olhando para o céu”.

Wagner sempre foi encantando pelo espaço, ele destaca que a história continua a se repetir, mas agora com muitos de seus alunos, se transformando em astrônomos amadores através do projeto. “Eu faço parte também do Astrônomos Sem Fronteiras, que é um grupo de pessoas no mundo todo que fazem a divulgação científica na escola. A maioria dos participantes trabalham em lugares que normalmente as pessoas não tem contato com os estudos sobre o espaço, como no continente africano”.

(Colaborou Rone Carvalho)

Dica de Passeio

Complexo Integrado de Educação, Ciência e Cultura

Segunda a sexta-feira 

9h às 17h

Quinta-Feira

09h às 21h

Sábado 

14h às 17h

Superlua Azul de Sangue

Johnny Torres

Superlua: ocorre quando a lua cheia atinge o ponto mais próximo da órbita da Terra. Esse período é chamado de perigeu: o satélite fica cerca de 14% maior e 30% mais brilhante. O perigeu será às 19h54. Mas o melhor horário para ver a Superlua será por volta da meia-noite.

Lua Azul: é o nome dado à repetição do período da lua cheia em um mesmo mês. É uma referência ao calendário, portanto não tem relação com alteração de cor ou aparência

Lua de Sangue: durante o eclipse lunar, a lua não desaparece totalmente e fica com tons avermelhados

 

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