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Diário da Região

26/01/2018 - 22h09min / Atualizado 27/01/2018 - 10h36min

MATAGAL URBANO

Praças de Rio Preto estão tomadas pelo mato alto

Em alguns locais, mal dá para ver bancos e lixeiras

Guilherme Baffi 26/1/2018 Aposentado Taves Padovani em meio ao mato alto da calçada de avenida do Cecap
Aposentado Taves Padovani em meio ao mato alto da calçada de avenida do Cecap

A sensação é de estar em meio a uma área rural ou até uma floresta. Quem anda pelas ruas de Rio Preto, de carro ou a pé, já percebeu que o mato tomou conta. Em praças, canteiros de avenidas e pontos de ônibus, a vegetação tem se espalhado, dificultando a visibilidade dos motoristas e atrapalhando o caminho de pedestres.

A grande presença de mato se dá pela combinação do período de chuvas - que aumenta no verão - com a falta de manutenção por parte da Prefeitura. No mês passado, segundo os dados do Núcleo de Sementes de Rio Preto, choveu 196,4 milímetros cúbicos (mm³). Já em janeiro, até o dia 26, o volume de chuva ficou em 150,2 mm³.

Em dezembro, o Diário questionou o poder público sobre alguns pontos que estavam com mato alto e a resposta foi de solução dentro de 15 dias. O prazo venceu e até agora nada. Durante esse período, a Prefeitura lançou o projeto Mutirão da Limpeza, por meio de um contrato emergencial de R$ 6,3 milhões.

A medida foi tomada com o objetivo de combater a proliferação de escorpiões registrada na cidade, além de focos do mosquito da dengue. O contrato é de seis meses, mas alguns locais já não podem esperar mais.

"Já faz mais de um mês que o mato está assim, cada dia piora ainda mais com as chuvas. Para passar, preciso ficar desviando, o que torna até perigoso, pois a calçada está cheia de buracos também, é perigoso alguem cair," disse o aposentado Taves Padovani, de 81 anos, referindo-se à calçada da avenida Antonio Pereira da Silva, no Cecap.

No Parque do Sol, quem anda pela rua Santa Paula não consegue enxergar os dois pontos de ônibus que tem naquelas proximidades. Se não fosse um pequeno pedaço de concreto no terreno, onde fica o ponto da rua Fausto de Carvalho, os usuários de transporte público teriam que esperar pelo coletivo na sarjeta.

O Diário percorreu bairros da cidade e constatou o mato alto em diversos pontos, como nas avenida Antonio Antunes Júnior, Feliciano Salles Cunha e Danilo Galleazzi e nas ruas Reinaldo Orlando Nogueira, na Vila Itália, Faud Gattaz, no Nazareth, e Fausto de Carvalho, no Parque do Sol.

Na rua Capitão Sebastião de Almeida Sobrinho com a Alameda Norte, próximo ao estádio Teixeirão, quem passa de carro mal percebe que naquele local há bancos e lixeiras, já que o mato tomou conta de boa parte do local. Não muito longe dali, na Av. Gabriel Jorge Cury, próximo à caixa d'água da Av. Nossa Senhora da Paz, a situação é a mesma.

Promessa

A Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria de Serviços Gerais, informou que está realizando o mutirão de limpeza e saúde em todos os bairros, inclusive nos locais informados pela reportagem. A previsão é de que a limpeza dos locais, a roçada do mato e os reparos sejam realizados nos próximos 10 dias. A Prefeitura informou que é possível fazer reclamações através do número 153.

A 'praçagal' do Jardim do Bosque

É uma praça que não está nada engraçada. Em vez de cumprir a sua finalidade como área de lazer, o lugar é tomado pelo matagal. E na falta de placa que a identifique (se existe também sucumbiu em meio ao mato) é possível chamá-la de "praçagal", ou seja, um combo de praça com matagal. É apenas isto o que restou pra quem avista esta pracinha no Jardim do Bosque, em Rio Preto.

E o descaso atrai ainda mais degradação. As lixeiras estão vandalizadas e são as únicas coisas possíveis de se divisar no meio da "praçagal", uma vez que o caminho de cimento está oculto pelo mato. Flor, mesmo, apenas em dois lugares: na tiririca que cresce com vontade impulsionada pelas chuvas típicas dessa época do ano e em uma das ruas que a circundam, a Alpalice Margarida Veronezzi Ferrari.

O catador de recicláveis Jorge Aparecido Berteco diz que passa sempre pelo local, mas que não se arrisca a caminhar por ela. "Passo só em volta. Do jeito que está esse mato a gente não sabe se tem alguém escondido ali no meio."

A aposentada Dione Ferreira Borges afirma que a situação da praça preocupa. "Mato serve só pra coisa ruim. Pra esconder bandido, pra jogar lixo. Precisa roçar isso logo." (Marival Correa)

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