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Diário da Região

19/01/2018 - 22h43min / Atualizado 19/01/2018 - 22h43min

EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO

Falsa médica usou holerite da PM

Kelly Regiane Queiroz teria usado o documento para abrir conta bancária

Marco Antonio dos Santos Kelly Queiroz Cardoso, a médica verdadeira, esteve em Rio Preto
Kelly Queiroz Cardoso, a médica verdadeira, esteve em Rio Preto

A Polícia Civil investiga a suspeita de que Kelly Regiane Queiroz, presa em Ibirá no ano passado por exercício ilegal de medicina, tenha usado um falso holerite da Polícia Militar para abrir uma conta bancária na agência do Santander, no Hospital de Base, como médica da corporação.

Kelly foi presa pela Polícia Civil de Ibirá em outubro do ano passado após ter sido flagrada na atuação como médica plantonista da Santa Casa de Ibirá, onde usava os números de registro profissional da médica Kelly Queiroz Cardoso, de São Paulo, que teve os documentos furtados, na Grande São Paulo. Poucos dias após a prisão, o Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus e a suspeita responde aos crimes em liberdade.

O delegado do 4º Distrito Policial, Renato Pupo, que investiga Kelly Regiane, por estelionato e falsidade ideológica, diz que vai verificar como ocorreu a falsificação. "Neste momento, estou focado na conclusão do inquérito sobre as suspeitas de falsidade ideológica, por uso do nome da verdadeira médica pra abrir a conta bancária, e sobre o estelionato cometido pela suspeita contra uma clínica de idosos, onde ela internou a mãe, mas não pagou", explica o delegado.

Com a conclusão do inquérito, o delegado vai indiciar a suspeita e enviar o caso ao Ministério Público. Depois disso, vai investigar como ocorreu a falsificação do holerite da PM.

No falso documento, consta um brasão do governo estadual, salário bruto de R$ 10 mil e líquido de R$ 7 mil, e traz o termo Regime Especial de Trabalho Policial (RETP), utilizado nos documentos de pagamento de policiais.

A PM de Rio Preto nega ter ou ter tido em seus quadros uma médica com o nome da suspeita. Na cidade só trabalham dois homens como médicos e uma mulher como dentista. Confirmada a fraude será mais uma acusação de falsidade ideológica. Pela conta bancária aberta no Santander, a suspeita causou um prejuízo estimado em R$ 100 mil em estelionato.

O caso ganhou repercussão, porque Kelly Regiane também atuou como orientadora dos alunos de medicina da Unilago. As duas instituições Santa Casa e faculdade alegam terem sido enganados pela suspeita. O delegado de Ibirá, Roberval Macedo, afirma ter recebido comprovação de que ela também trabalhou como médica nas cidades Novais, Paulo de Faria, Pindorama e Rio Preto, onde ela teria aberto consultório.

Em seu depoimento na delegacia de Ibirá, Kelly Regiane negou exercício ilegal de profissão, com alegação de ter cursado medicina em faculdade na Bolívia. Porém, ela não apresentou documentos para comprovar ter autorização para trabalhar.

Roberval afirma que já fechou inquérito contra Kelly Regiane, a indiciando por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica. "Tudo isso foi enviado para o Ministério Público de Catanduva, nossa comarca, que deve decidir se vai denunciá-la", afirma o delegado.

Até o fechamento desta reportagem, o Diário não conseguiu contato com o advogado de defesa de Kelly Regiane Queiroz.

 

Em busca da verdade

Kelly Queiroz Cardoso, médica que teve o nome e o CRM usados pela suspeita, esteve nesta quinta-feira, 18, em Rio Preto, com a advogada Onely Novaes. Elas estiveram na agência do Santander, instalada no Hospital de Base, para solicitar cópia da documentação usada por Kelly Regiane para abrir uma conta bancária e receber cartão de crédito em nome da verdadeira médica.

"Viemos pedir esta documentação porque minha cliente responde judicialmente por uma dívida de R$ 100 mil, entre empréstimos e cheques sem fundos emitidos. Infelizmente, a gerência não autorizou a entrega dos documentos, então vou ter de solicitar por via judicial," explica a advogada. Os funcionários do banco alegaram não ter autorização para falar sobre o caso.

Médica e advogada devem retornar a Rio Preto para acompanhar os inquéritos. Com o resultado das investigações, a intenção é processar por danos morais. (MAS)

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