Diário da Região

12/01/2018 - 21h53min / Atualizado 13/01/2018 - 09h21min

RAIOS QUE PARTEM

Em cinco anos, Rio Preto registrou média de um raio a cada duas horas

Em cinco anos, Rio Preto registrou 23.084 raios, segundo a Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas. Verão é a estação com mais descargas elétricas

Mara Sousa 9/1/2018 Árvore partida ao
meio por raio,
próximo à
rodovia BR-153
Árvore partida ao meio por raio, próximo à rodovia BR-153

Rio Preto registra em média um raio a cada duas horas. Foram 23.084 descargas elétricas que tocaram o chão nos últimos cinco anos, sempre com incidência maior entre os meses de janeiro e março. Os dados são da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT), operada pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em 2016, a cidade registrou 4.670 raios, contra 3.642 no passado. Na região, a cidade com maior incidência de descargas elétricas em 2017 foi Novo Horizonte, com 7.622 raios. Em 2016, José Bonifácio foi a recordista, com 10.236 - média de 28 raios por dia. Somando as dez maiores cidades da região, foram 47.368 raios no passado e 55.244 em 2016.

O Brasil é campeão mundial na incidência do fenômeno. A cada 50 mortes por raios no mundo, uma delas ocorre no País. No ano passado, de acordo com o Elat, 55 brasileiros morreram após serem atingidos por raios, número abaixo do registrado em 2016, quando 69 pessoas morreram.

Para quem sobreviveu a uma descarga elétrica, fica o relato. "Eu falo para as pessoas que eu fui atingido por raio, e muitas vezes elas não acreditam", diz o mecânico Thauan Garcia Campos, sobrevivente de uma descarga elétrica. Ele voltava para casa, em Icém, quando foi atingido em rodovia entre Bálsamo e Nova Granada. "Eu estava voltando de moto para casa, e estava desviando pela região de Mirassolândia, meus pais estavam atrás, de carro. Estava relampeando bastante, e chovendo. De repente um raio caiu à 20 metros da minha frente. Só ouvi aquele barulhão, lembro que eu consegui parar a moto e desmaiei."

Thauan ficou 24 horas em observação, e não teve nenhum reflexo por conta do raio. Entretanto, uma semana depois de ter sido vítima da descarga elétrica, ele sofreu um acidente de moto. "Estava passando em uma avenida, quando uma mulher saiu do 'pare' e bateu em mim, me jogando em uma pilha de tijolos de concreto. Realmente, eu nasci de novo."

No ano passado, o eletricista Florisvaldo Aparecido de Oliveira, 46 anos, morreu quando estava verificando, no telhado de um shopping de Rio Preto, de onde partia um vazamento de água causado por forte chuva. A suspeita é de que ele tenha sido atingido por uma descarga elétrica.

Os animais também são vítimas dos raios na região. Em 2016, uma descarga elétrica em Talhado matou 12 vacas, que se protegiam da chuva embaixo de uma árvore em um sítio. No mesmo ano, em Cedral, sete novilhas também morreram após serem atingidas por raio.

Verão

No verão, a incidência de raios é maior devido às altas temperaturas e umidade. "Os raios estão diretamente associados às nuvens que provocam tempestades. Como nessa época do ano estamos na estação chuvosa, temos mais nuvens, automaticamente, a gente tem mais descargas elétricas," diz o meteorologista Guerreiro Ferreira, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (Ipmet) da Unesp de Bauru Thiago.

Segundo ele, os raios se formam quando a nuvem fica muito carregada eletricamente e o ar não consegue mais isolar uma da outra. "Essa carga elétrica passa para o solo, formando o raio."

Durante chuvas com raios, é importante se proteger. "As pessoas têm que se abrigar, quando perceber uma tempestade com raio, nunca fique embaixo de árvores, dentro da água e guarda-sol, isso pode salvar sua vida", completa o meteorologista.

(Colaborou Rone Carvalho)

Placa de televisão queimou três vezes

Mara Sousa 11/1/2018 Eliana mostra placa
da televisão queimada
por causa de raio
Eliana mostra placa da televisão queimada por causa de raio

Com tantos raios na região, são muitas as histórias de perdas de equipamentos elétricos em casas. Eliana Bonetti Fonseca foi vítima três vezes. "Uma mesma televisão em casa queimou três vezes a placa HDMI, por conta de raio."

Com prejuízo de cerca de R$ 1,7 mil, Eliana tentou respaldo da empresa responsável. "Eu entrei em contato e eles falam que não teve nenhuma oscilação de energia naquele período que a televisão queimou. Nunca consegui reembolso de nada, sempre tive que arcar com os custos da placa", completa.

"O consumidor pode ligar para a Anatel e diretamente para concessionária de energia elétrica, aqui em Rio Preto é a CPFL. Ele faz um relato do que ocorreu, e a concessionária de energia tem até dez dias para fazer essa vistoria, com o intuito de verificar se foi mesmo causado por uma queda de raios," diz a advogada especialista em defesa do consumidor Merli Diniz. (RC)

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