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Diário da Região

30/01/2018 - 22h32min / Atualizado 30/01/2018 - 22h32min

SEGURANÇA

Cai a produtividade policial em Rio Preto

Números de nove de 12 quesitos estatísticos tiveram redução em 2017

Guilherme Baffi 30/1/2017 O mecânico Claudio, 40 anos, teve a moto furtada em dezembro do ano passado e não recuperou o veículo
O mecânico Claudio, 40 anos, teve a moto furtada em dezembro do ano passado e não recuperou o veículo

A polícia de Rio Preto apresentou queda na produtividade nos 12 meses de 2017 na comparação com 2016. Em nove de 12 quesitos divulgados nas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP), os números do ano passado são menores do que os do ano anterior.

No ano passado, 1.372 pessoas foram detidas em flagrante na cidade, contra 1.626 em 2016, o que significa uma redução de 15%, ou seja, menos 254 bandidos foram parar atrás das grades. Também despencou em 2017 o número de menores flagrados no crime - de 380 para 170 adolescentes apreendidos, uma redução de 50% de um ano para o outro.

Na comparação entre os dois anos, houve redução do número de roubos (de 1.500 para 1.133) e furtos (de 6.655 para 6.141) em Rio Preto, em contrapartida aumentaram os casos de estupro, homicídios e latrocínios. O combate à posse e uso ilegal de armas, que ajuda na redução dos crimes contra a vida, também foi afetado em 2017, com a queda de 144 ocorrências para 71 e redução de 175 para 89 no número de armas sem documentação que foram apreendidas pela polícia.

Também caíram as ocorrências ligadas ao tráfico e à posse de drogas e o número de inquéritos instaurados - de 5.218 para 4.557, o que demonstra redução das investigações de crimes, serviço feito exclusivamente pela Polícia Civil.

Um dos efeitos desta redução de inquéritos é sentido por gente como o mecânico Claudio Roberto Rodrigues da Silva Mattos, 40 anos, que teve sua moto, uma Honda Twister, furtada de madrugada da garagem de casa, em dezembro do ano passado, na Vila Toninho. "Levantei para trabalhar, fui pegar a moto e não consegui recuperá-la. Falta policiamento nas ruas, falta investigação, por isso que a bandidagem está solta fazendo o que quer", reclama o mecânico.

Entre os quesitos que tiveram aumento de produtividade em 2017 está a recuperação de veículos furtados ou roubados. Foram 701 recuperações no ano passado contra 678 em 2016. Também aumentaram as prisões e apreensões decretadas por mandados judiciais.

O mototaxista Bernardino Solla, de 65 anos, que teve um celular furtado por uma mulher, reivindica mais investimento do governo nas polícias Civil e Militar. "Precisa contratar mais gente e entregar mais armas e estrutura para que os policiais tenham condições de enfrentar os bandidos em pé de igualdade", diz.

Para o caminhoneiro Cledison Silva dos Reis, de 43 anos, que teve a casa arrombada e furtada em dezembro do ano passado, por enquanto, o caminho é cada um reforçar a própria segurança. "Mandei colocar cerca elétrica em cima do muro e reforcei com mais travas todas as portas e janelas. Tive de gastar para que eu e minha mulher não tenhamos mais uma surpresa desagradável quando chegarmos do trabalho", afirma.

Falta pessoal

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati, defende a categoria ao alegar que a queda do número de inquéritos pode ser reflexo do déficit de pessoal e do aumento dos pedidos de aposentadoria. "Hoje cada delegado de polícia responde sozinho pelo volume de documentos de três cartórios criminais, o que é humanamente impossível de trabalhar", comenta.

 

Polícia ressalta queda de crimes

O porta-voz da Polícia Militar de Rio Preto, capitão Rafael Henrique Helena, diz que a PM tem feito monitoramento com focos de criminalidade por região, com plano de policiamento inteligente, que amplia as ações de polícia preventiva, tornando-as mais eficazes. "Destaca-se que tivemos sucesso nesse intento considerando as notáveis quedas dos indicadores criminais no ano de 2017. Nesse raciocínio, havendo a diminuição dos números criminais, verifica-se consequentemente uma maior transmissão de segurança ao cidadão, apesar do contexto social ter condições contrárias para tal," diz, e completa: "Esclarecemos que o foco da Polícia Militar é, sobretudo, na atuação preventiva, com viés qualitativo, e não tão somente quantitativo das ações policiais."

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também alega redução de crimes como roubo para afirmar que as ações de combate ao crime são eficazes. "Graças ao policiamento ostensivo num trabalho diuturno de combate à criminalidade, o que houve foi uma significativa redução dos crimes e não da ação da polícia," informou nota. (MAS)

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